Persefone: Porque tão ignorada no mundo do metal?
Resenha - Shin-Ken - Persefone
Por Andras Ellendersen
Postado em 24 de abril de 2011
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
PERSEFONE é uma banda andorrana de death metal progressivo formada em 2001. A banda até hoje lançou três albuns de estúdio, e cada um deles, com seu toque especial, mostram técnica e musicalidade impecáveis. Os andorranos conseguiram estabelecer logo no primeiro álbum um estilo próprio e característico, mostrando que são uma banda que vale a pena ouvir. Porém, parecem simplesmente não receber o reconhecimento que merecem. Essa será uma review sobre o último álbum lançado em 2009, "Shin-ken", que servirá também para mostrar ao público brasileiro mais uma maravilhosa banda para quem aprecia o metal.

A banda lançou seu primeiro álbum em 2004, entitulado "Truth Inside the Shades", no qual pode ser ouvido muitos elementos de música clássica aplicados às músicas de metal. Já o segundo, "Core", lançado em 2006, mostra o grupo numa veia puramente progressiva, sendo o álbum constituído basicamente de 3 músicas que duram mais de 20 minutos cada. Porém, agora é hora de falar do álbum "Shin-ken", lançado em 2009 pela Soundholic Records. Nesse álbum as canções são mais curtas que nos outros álbuns, mas as composições são ainda mais criativas e envolventes.
Os vocais guturais de Marc Martins Pia são agudos e sujos, em contraste com os vocais limpos do tecladista Miguel Espinosa Ortiz. As guitarras de Jordi Gorgues Mateu e Carlos Lozano Quintanilla soam bem rasgadas e agressivas, contrastando com algumas belas partes de som limpo. O modo que Marc Mas Marti toca bateria se destaca muito nas faixas, influenciando as músicas de forma poderosa e complexa. O teclado de Ortiz e o baixo de Toni Mestre Coy também mostram-se sempre indispensáveis para cada música particularmente. Basicamente é um som bastante técnico, com ritmos ímpares e agressivos, acompanhados de magníficas melodias.
Agora falaremos das faixas em si. A estrutura do álbum inclui 5 faixas entituladas no padrão "The ___ Book", cada uma representando um elemento da natureza. São músicas calmas e curtas que introduzem o ouvinte à atmosfera que o levará a música seguinte. O disco tem seu início com "The Ground Book", que transporta o ouvinte a uma cachoeira distante, acompanhado de uma bela melodia. Mas apenas na música "Fall to Rise" é que o disco realmente começa. Essa é provavelmente a melhor faixa de "Shin-ken", começando com um poderoso groove e ficando apenas melhor ao longo da música. "Death Before Dishonour" mostra o peso e habilidade da banda. "The Endless Path" apresenta uma linha mais melódica, porém ainda com partes agressivas e pesadas.
Já "Purity", em contraste com as outras, é uma canção extremamente bela, inteiramente limpa, sem guitarras distorcidas ou vocais guturais. "Rage Stained Blade" é uma faixa mais curta e rápida, porém muito bem trabalhada e envolvente. Agora ao início de "Kusanagi" é impossível não sentir uma imensa vontade de bater cabeça como um louco! Uma excelente faixa. Agora sim, chega a hora de falar da faixa-título, "Shin-ken", que é dividida em 2 partes. A primeira delas é mais pesada e agressiva, e muito bem tocada, contrastando com a Parte II que é acompanhada por uma calma e bonita melodia no piano. Para finalizar, a fabulosa "Japanese Poem" transporta o ouvinte a um pacífico e distante cenário no oriente, completamente isolado de qualquer tipo de problema, encerrando mais um belo lançamento deste grande grupo.
Esse é um daqueles álbuns que quanto mais se escuta, mais se aprecia, pois ele se completa, transformando vários pedaços de pura agressividade e outros de fantásticas melodias em uma única e magnífica obra-prima. Um registro no qual eu simplesmente não consigo achar falhas. Agora fica apenas no ar a pergunta: porque essa banda não tem o reconhecimento que merece? Porque tão desconhecida no mundo do metal? Que fique a dica para quem aprecia um metal progressivo de boa qualidade!
Tracklist de Shin-ken:
01. The Ground Book (Intro) 01:19
02. Fall to Rise 06:13
03. Death Before Dishonour 07:11
04. The Water Book 02:26
05. The Endless Path 06:41
06. The Wind Book 02:27
07. Purity 05:07
08. Rage Stained Blade 04:38
09. The Fire Book 02:42
10. Kusanagi 08:02
11. Shin-Ken Part 1 05:35
12. Shin-Ken part 2 05:18
13. The Void Book 00:25
14. Japanese Poem 03:13
15. Sword of The Warrior (Cacophony cover) 05:18
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O lado bom e o ruim de fazer shows na América do Sul, segundo o líder do Iron Maiden
Novo vídeo mostra como está Mingau quase três anos após o tiro na cabeça
Iron Maiden transforma primeiro festival próprio em celebração monumental de 50 anos
5 músicas que quando tocam no show todo fã de metal entra no mosh na hora
A banda que realmente criou o heavy metal, de acordo com Eric Clapton
A opinião de Steve Harris, do Iron Maiden, sobre o The Darkness
O músico que salvou os Ramones e depois deu no pé, deixando os caras na mão
Mick Jagger não vê nada de bom em envelhecer, mas admite uma vantagem inesperada
Floor Jansen promete "volta às raízes metal" em seu novo álbum solo
Lzzy Hale explica por que o metal foi feito para quem não se encaixa nos padrões
Steve Harris relembra o dia em que bebeu antes de um show do Iron Maiden
O erro que Steve Harris cometeu no primeiro show do Iron Maiden
5 músicas de rock que todo mundo conhece, mas pouca gente sabe de quem são
O baterista que estava fora do alcance de Dave Grohl; "fisicamente nem musicalmente capaz"
Existe alguma banda melhor que o Iron Maiden ao vivo? Steve Harris e Bruce Dickinson respondem
Axl Rose conta por que Angus Young, guitarrista do AC/DC, vive correndo no palco
Como foi a luta contra compulsão sexual que Renato Russo enfrentou, segundo o próprio
O episódio definitivo que fez Rodolfo decidir sair do Raimundos: "Vergonha de Deus"

Brasileiro Puukkojunkkari faz ótimo punk/hardcore extremo cantando em finlandês
A Arquitetura da Fé e da Melodia - Michael Sweet Transmite Paz em "The Master Plan"
Headhunter DC - Death Metal como arma, identidade e resistência
Black Swan - Quando a experiência se transforma em poder de fogo
Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



