Hydria: Instrumental pesado e a doçura de uma voz feminina
Resenha - Poison Paradise - Hydria
Por Henrique de Almeida
Postado em 04 de março de 2011
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Eles estão de volta. Após o lançamento de "Mirror Of Tears" em 2008, o HYDRIA reaparece com um novo lançamento em CD. Se o primeiro disco já foi de um padrão excelente para um debut e mostrou a cara desse grupo aqui do Rio de Janeiro, dessa vez não há nada a dizer além de uma simples frase: Qualidade não falta nos caras.

Ao ouvir sobre as saídas da guitarrista Luana e do excelente baterista Fabiano (ex-ALLEGRO), ambos membros da formação que criou o primeiro disco, me perguntei como a banda reagiria a esse novo momento e o que poderia advir dessa lacuna de tempo entre um disco e outro. E lógico que eu esperava evolução, mas sinceramente me surpreendi com o resultado final, e minhas expectativas foram felizmente superadas.
O trabalho já começa com a nada leve "Time Of My Life", que surpreende quem poderia esperar por uma introdução orquestrada ou algo do tipo. As guitarras estão mais pesadas, o baixo bem presente, as orquestrações e teclados tocados com muito bom gosto….e a voz de Raquel Schuller continua em forma, se revelando ainda melhor do que no primeiro disco da banda. O contraste entre o instrumental pesado e a doçura de uma voz feminina (com a presença dos guturais do guitarrista Marcelo, aliás) é algo que chama muito a atenção do fã de metal, e para quem gosta o HYDRIA é um prato cheio. Influências de NIGHTWISH, WITHIN TEMPTATION, THE GATHERING e EPICA aparecem a todo tempo.
A segunda canção, "The Place Where You Belong", tem um início bem pesado, com direito a bumbo duplo(as linhas de bateria estão muito bem feitas por sinal), uma dupla de guitarras que me trouxe algo de THERION à primeira audição, mas que logo algo mudam para um clima bem mais gótico, como sugerem as influências da banda, que aliás não são só essas. Nessa música especificamente, se destaca Raquel novamente, com uma harmonia vocal na ponte e no refrão que fica na cabeça por muito tempo, além da quebradeira na segunda parte da canção. "Whisper" também é uma excelente canção, com boa performance de todos os músicos. O destaque indiscutível é o trabalho das guitarras, com linhas que grudam mesmo à primeira audição.
"When You Call My Name" é uma bela balada que dá uma quebrada no ritmo dando prosseguimento à qualidade. Como em quase toda balada, o trabalho vocal de Raquel se destaca. Os teclados e o piano tocados por Márcio Klimberg dão a dramaticidade necessária à letra. Mas até aqui acharam um jeito de colocar bastante peso, com direito a palhetadas bem agressivas e até um breakdown típico do Metalcore. Tudo com muita qualidade. "Finally", a música seguinte, é uma das melhores do disco, com um refrão inesquecível. Com esta eu já estava familiarizado, uma vez que ela foi liberada antes do lançamento oficial. Teclados e orquestrações excelentes, guitarras idem, o baixo dando gosto de ouvir, além de Raquel mandando bem mais uma vez. Uma das que eu mais gostaria de ver ao vivo.
"Prelude", com uma vibração mais calma e uma melodia simples mas eficiente, funciona bem como uma introdução para "Distant Melody", ela própria com menos de três minutos, mas ainda assim muito boa, com destaque para as orquestrações. "The Sword" também já havia sido liberada anteriormente, e fica numa zona meio confusa que parece lembrar o disco anterior e evocar perfeitamente o espírito deste novo trabalho, o que não deixa a música ruim. Muito pelo contrário, aliás. As melodias e os tons lembrando a música árabe em certos momentos deixam a audição bastante agradável.
"Queen Of Rain" é uma música bem melodiosa, e é um dos bons destaques do disco também. A maturidade dos arranjos é algo de impressionar, não só nesta música como no trabalho em geral, com todos os instrumentos perfeitamente audíveis e uma produção caprichada. "Sweet Dead Innocence" volta a deixar as coisas mais pesadas, com destaque para o baixo de Turu Henrick, que em conjunto com os teclados e as guitarras deixa a música mais Heavy, em mais um ótimo momento do disco.
A faixa-título dá aquela sensação de dejá-vu com relação às músicas anteriores. Ou seja, em um trabalho de destaque como esse, é garantia de outra excelente faixa. Destaque para os vocais de Raquel no refrão e os guturais de Marcelo, que melhoraram com relação ao disco anterior. "In The Edge Of Sanity", feita para a websérie "2012 Onda Zero"(para a qual a banda fez toda a trilha sonora), tem uma vibração diferente do resto, mas mesmo assim se destaca pelas guitarras mais diretas e o belo arranjo. "The Only One" termina o trabalho com uma sonoridade bem melancólica, e sem deixar a qualidade cair em nenhum momento. Prova incontestável do talento dos envolvidos nesse registro.
Depois deste trabalho, que está sendo lançado com pompa e circunstância no Japão, é bom que a banda continue trabalhando sério como vem fazendo nesses últimos anos. Só não dou nota 10 para esse disco porque estou realmente curioso pelo que vem pela frente. Afinal de contas, a expectativa pelo terceiro disco, que muitas vezes define carreiras, já começa a partir de agora com este excelente CD.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Capital Inicial cancela shows nos Estados Unidos após vistos negados
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
O que torna o Slayer diferente, na opinião de Dave Mustaine
Os dois clássicos do Judas Priest que Ripper Owens não queria cantar no Masters of Voices
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
O show em que o Iron Maiden tocou Van Halen, de acordo com Adrian Smith
A grande omissão do Rock and Roll Hall of Fame segundo Steve Stevens
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
Para Rob Halford, cantar com o Black Sabbath foi como realizar um sonho
Steve Harris foi único membro do Iron Maiden a receber Paul Di'Anno em show, revela documentarista
A crítica que o Moonspell recebeu por algo que Lacuna Coil e In Flames também fizeram
João Gordo explica por que não chegou a bater em Dado Dolabella em briga histórica
O hábito de Rafael Bittencourt que o fez perder muitos alunos de guitarra
Rita Lee: Ela participou de festinha adulta com o Yes e furtou a cobra de Alice Cooper


Hellacopters acerta (de novo) com seu rock n' roll visceral em "Cream Of The Crap! - Volume 3"
Yes - Seguindo firme e forte em "Aurora"
"Break The Silence" prova que o mainstream precisa do Beyond The Black
"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
RHCP: O monstro saiu da jaula com um de seus melhores trabalhos



