[an error occurred while processing this directive]

Matérias Mais Lidas


Summer Breeze 2024

Hammurabi: Thrash Metal bruto com certo quê de Death

Resenha - Extinction Root - Hammurabi

Por Marcos Garcia
Postado em 19 de fevereiro de 2011

Nota: 10

O Thrash Metal é uma das vertentes do Metal que vive para causar, além do impacto sonoro, certa estupefação nos detratores e fãs do estilo, já que as surpresas que surge dentro de suas amplas fronteiras são algo quase que inimaginável. Sejam bandas adeptas das tendências mais modernas, ou das mais conservadoras, muitas vezes, damos de cara com produções dignas de nota não apenas pela musicalidade de bom gosto, mas o conjunto da obra, que chega a padrões absurdos de qualidade.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 1

E o quarteto mineiro HAMMURABI é mais uma das mais belas surpresas que se pode ouvir nos últimos tempos, já que seu esforço e garra nessa batalha culmina neste excelente CD, o álbum ‘The Extinction Root’, que saiu no Brasil no final de 2010 pela Cogumelo Records, mas que tem sua versão ‘overseas’ lançada pela Relapse Records, já que a banda opta por fazer um Thrash Metal bruto com certo ‘q’ de Death, que remete ao que vimos na virada dos 80 para os 90 em BH, pois é bem feito e com várias nuances bem incomuns ao estilo, mas que encaixam harmoniosamente na música da banda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 2

Ao olhar a arte do CD, é impossível não ficar surpreso pelo alto nível da produção, bem cuidada ao extremo e com bom gosto, e quando se coloca o disquinho para rolar, a sensação que vem a mente é ‘encontrei uma jóia rara’, e não, este que vos escreve não está exagerando, mas sendo extremamente realista, pois a produção sonora é coisa de primeiro mundo, ou como nós, cariocas, dizemos, é algo totalmente ‘another level’, e ao mesmo tempo, ela ressalta a musicalidade brutal do quarteto.

Os vocais oscilam entre um gutural bem feito com urros mais agudos, e nos momentos mais amenos, nos traz uma certa similaridade à um Peter Tagtgren mais agressivo e rasgado, com ótima dicção; as guitarras abusam em fazer bases agressivas e bem feitas, bem como solos numa escola bem Hanneman/Blomqvist, ou seja, são aqueles tradicionais do estilo, mas com noções melódicas, sem aquele recurso batido de ‘guitarra-sendo-quebrada-em-mil-pedaços’ eu muitos usam para esconder falta de criatividade; e a cozinha é peso-pesada, variando bastante entre momentos rápidos ou mais cadenciados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 3

Não é algo fácil destacar esta ou aquela faixa, uma vez que o CD todo é nivelado por cima. Após ‘Obliteration of Makind’, uma introdução instrumental, vem ‘The Extiction Root’, bem brutal e variada, que tem um momento ameno com belas guitarras. ‘Blessed by Hate’, de estava em seu Websingle de mesmo nome do ano passado, que é intensa, bem trabalhada e com riffs e solos empolgantes à lá SLAYER fase ‘Haunting the Chapel’/‘Hell Awaits’. ‘Despair and Anguish’ é bem chapante, e tem um trabalho de bateria absurdo; com forte emoção e melodias bem feitas em seu início, entra ‘Highway of Death’, para depois de virar um autêntico massacre ‘uptempo’, cadenciada, para deixar o pescoço doído, bem como ‘Oil, Smoke and Blood’, esta um pouco mais na linha antiga do ANTHRAX. Já ‘Madness is to Live in this World’ faz o coração bater com força, isso é, se ele não sair pela boca, pois tamanha brutalidade empolga. ‘A Land Forgotten in Hell’, a faixa mais longa do CD, nasceu para ser clássico, pois é uma faixa bem feita demais, e sob a cadência e agressividade, estão harmonias bem pensadas, e os vocais variam muito, sem deixarem de ser agressivos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 4

Em ‘Global Disease’, a velocidade moderada é a tônica, com duos de guitarra que logo chama a atenção, e muito, muito, mas muito peso. Fechando, em outra exibição de gala das guitarras e base rítmica, temos ‘...And the Soul of the Planet is Gone’, com grandes vocalizações.

Para quem conhece o HAMMURABI e esperava o CD, é óbvio que não vai se decepcionar, e quem conhecer a partir de agora, terá uma das melhores surpresas do ano, com toda certeza.
Extremante recomendado!

Formação:
Daniel Lucas – Vocais e baixo
Wagner Oliveira - Guitarras
Danilo Henrique – Guitarras e Backing Vocals
Críslei Rodrigo – Bateria

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 5

Tracklist:

01. Obliteration of Mankind (instrumental)
02. The Extinction Root
03. Blessed by Hate
04. Despair and Anguish
05. Highway of Death
06. Oil, Smoke and Blood
07. Madness is to Live in This World
08. A Land Forgotten
09. Global Diseade
10. ...And the Soul of the Planet in Gone

Contatos:

http://www.hammurabi.com.br
http://www.myspace.com/hammurabibrasil

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE - TAB 6

Outras resenhas de Extinction Root - Hammurabi

Hammurabi: Honrando com folgas a tradição de Minas Gerais

Hammurabi: Verdadeira jóia que mantém a tradição de Minas

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Siga e receba novidades do Whiplash.Net:

Novidades por WhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Stamp

Stratosphere Project: O eco estrondoso da Via-Láctea fundindo-se nas dimensões ocultas

Perc3ption: A arte em situações extremas

"Here Comes The Rain", último registro do Magnum com Tony Clarkin, é mais um bom registro

Resenha - Nebro - Vesperaseth

Sepultura: Em plena forma e com mais um disco brilhante

Deep Purple: Who Do We Think We Are é um álbum injustiçado?

Deep Purple: Stormbringer é um álbum injustiçado?

Megadeth: recuperando a fúria que faltava


publicidadeAdriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Efrem Maranhao Filho | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacker | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jesse Alves da Silva | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Jorge Alexandre Nogueira Santos | José Patrick de Souza | Juvenal G. Junior | Leonardo Felipe Amorim | Luan Lima | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcus Vieira | Maurício Gioachini | Mauricio Nuno Santos | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Richard Malheiros | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".
Mais matérias de Marcos Garcia.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIAR NESTE SITE COM
MAIS DE 4 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS