Hammurabi: Thrash Metal bruto com certo quê de Death
Resenha - Extinction Root - Hammurabi
Por Marcos Garcia
Postado em 19 de fevereiro de 2011
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O Thrash Metal é uma das vertentes do Metal que vive para causar, além do impacto sonoro, certa estupefação nos detratores e fãs do estilo, já que as surpresas que surge dentro de suas amplas fronteiras são algo quase que inimaginável. Sejam bandas adeptas das tendências mais modernas, ou das mais conservadoras, muitas vezes, damos de cara com produções dignas de nota não apenas pela musicalidade de bom gosto, mas o conjunto da obra, que chega a padrões absurdos de qualidade.

E o quarteto mineiro HAMMURABI é mais uma das mais belas surpresas que se pode ouvir nos últimos tempos, já que seu esforço e garra nessa batalha culmina neste excelente CD, o álbum ‘The Extinction Root’, que saiu no Brasil no final de 2010 pela Cogumelo Records, mas que tem sua versão ‘overseas’ lançada pela Relapse Records, já que a banda opta por fazer um Thrash Metal bruto com certo ‘q’ de Death, que remete ao que vimos na virada dos 80 para os 90 em BH, pois é bem feito e com várias nuances bem incomuns ao estilo, mas que encaixam harmoniosamente na música da banda.
Ao olhar a arte do CD, é impossível não ficar surpreso pelo alto nível da produção, bem cuidada ao extremo e com bom gosto, e quando se coloca o disquinho para rolar, a sensação que vem a mente é ‘encontrei uma jóia rara’, e não, este que vos escreve não está exagerando, mas sendo extremamente realista, pois a produção sonora é coisa de primeiro mundo, ou como nós, cariocas, dizemos, é algo totalmente ‘another level’, e ao mesmo tempo, ela ressalta a musicalidade brutal do quarteto.
Os vocais oscilam entre um gutural bem feito com urros mais agudos, e nos momentos mais amenos, nos traz uma certa similaridade à um Peter Tagtgren mais agressivo e rasgado, com ótima dicção; as guitarras abusam em fazer bases agressivas e bem feitas, bem como solos numa escola bem Hanneman/Blomqvist, ou seja, são aqueles tradicionais do estilo, mas com noções melódicas, sem aquele recurso batido de ‘guitarra-sendo-quebrada-em-mil-pedaços’ eu muitos usam para esconder falta de criatividade; e a cozinha é peso-pesada, variando bastante entre momentos rápidos ou mais cadenciados.
Não é algo fácil destacar esta ou aquela faixa, uma vez que o CD todo é nivelado por cima. Após ‘Obliteration of Makind’, uma introdução instrumental, vem ‘The Extiction Root’, bem brutal e variada, que tem um momento ameno com belas guitarras. ‘Blessed by Hate’, de estava em seu Websingle de mesmo nome do ano passado, que é intensa, bem trabalhada e com riffs e solos empolgantes à lá SLAYER fase ‘Haunting the Chapel’/‘Hell Awaits’. ‘Despair and Anguish’ é bem chapante, e tem um trabalho de bateria absurdo; com forte emoção e melodias bem feitas em seu início, entra ‘Highway of Death’, para depois de virar um autêntico massacre ‘uptempo’, cadenciada, para deixar o pescoço doído, bem como ‘Oil, Smoke and Blood’, esta um pouco mais na linha antiga do ANTHRAX. Já ‘Madness is to Live in this World’ faz o coração bater com força, isso é, se ele não sair pela boca, pois tamanha brutalidade empolga. ‘A Land Forgotten in Hell’, a faixa mais longa do CD, nasceu para ser clássico, pois é uma faixa bem feita demais, e sob a cadência e agressividade, estão harmonias bem pensadas, e os vocais variam muito, sem deixarem de ser agressivos.
Em ‘Global Disease’, a velocidade moderada é a tônica, com duos de guitarra que logo chama a atenção, e muito, muito, mas muito peso. Fechando, em outra exibição de gala das guitarras e base rítmica, temos ‘...And the Soul of the Planet is Gone’, com grandes vocalizações.
Para quem conhece o HAMMURABI e esperava o CD, é óbvio que não vai se decepcionar, e quem conhecer a partir de agora, terá uma das melhores surpresas do ano, com toda certeza.
Extremante recomendado!
Formação:
Daniel Lucas – Vocais e baixo
Wagner Oliveira - Guitarras
Danilo Henrique – Guitarras e Backing Vocals
Críslei Rodrigo – Bateria
Tracklist:
01. Obliteration of Mankind (instrumental)
02. The Extinction Root
03. Blessed by Hate
04. Despair and Anguish
05. Highway of Death
06. Oil, Smoke and Blood
07. Madness is to Live in This World
08. A Land Forgotten
09. Global Diseade
10. ...And the Soul of the Planet in Gone
Contatos:
http://www.hammurabi.com.br
http://www.myspace.com/hammurabibrasil
Outras resenhas de Extinction Root - Hammurabi
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda de rock que lucra com a infantilização do público adulto, segundo Regis Tadeu
Derrick Green explica por que seu primeiro disco com o Sepultura se chama "Against"
A música do Iron Maiden sobre a extinção do Banco de Crédito e Comércio Internacional
Metallica não virá à América do Sul na atual turnê, destaca jornal
Metal Hammer coloca último disco do Megadeth entre os melhores da banda no século XXI
Matt Sorum admite que esperava mais do Velvet Revolver
Como o cabelo de Marty Friedman quase impediu a era de ouro do Megadeth
Por que David Gilmour é ótimo patrão e Roger Waters é péssimo, segundo ex-músico
Como está sendo a adaptação de Simon Dawson ao Iron Maiden, de acordo com Steve Harris
Como é a estrutura empresarial e societária do Iron Maiden, segundo Regis Tadeu
O melhor compositor de rock de todos os tempos, segundo Elton John
O guitarrista que usava "pedal demais" para os Rolling Stones; "só toque a porra da guitarra!"
A "banda cristã" que Ritchie Blackmore temia ter que tocar depois deles
O melhor álbum conceitual da história do metal progressivo, segundo o Loudwire
"Enter Sandman", do Metallica, está prestes a atingir marca impressionante no Spotify
Por que o lendário Raul Seixas nunca foi fã da verdinha e desprezava a erva
Cinco bandas de heavy metal que nunca trocaram de vocalista - Parte I
Regis Tadeu e as piores bandas de Power Metal de todos os tempos


Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Nightwish: Anette faz com que não nos lembremos de Tarja
Megadeth: Mustaine conseguiu; temos o melhor disco em muito tempo



