Angra: "Aqua" não faz feio na bela discografia do grupo

Resenha - Aqua - Angra

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Por Carlos Eduardo Garrido
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Nota: 8

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Depois do mediano “Aurora Consurgens” e de muitas discussões internas, que renderam até a saída do baterista Aquiles Priester e a volta de Ricardo Confessori para o posto, eis que finalmente a banda ANGRA lança seu aguardado sétimo e novo álbum de estúdio.
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Liricamente, “Aqua” gira em torno da peça “A Tempestade” de Willian Shakespeare, que conta a história de Próspero, um aristocrata que detém poderes sobrenaturais e que foi exilado em uma ilha por desavenças políticas. Lá ele provoca um naufrágio e traz seus inimigos para junto dele para, assim, executar sua vingança.

Já musicalmente, o novo disco mantém o estilo de seu antecessor ao mesmo tempo em que continua a busca da banda para não se estagnar e continuar sempre inovando. O resultado é um disco que não é maravilhoso, mas também não faz feio na bela discografia do grupo.

Como de costume a faixa de abertura é apenas isso mesmo, uma introdução para a música mais rápida da bolachinha. A canção veloz em questão é a ótima “Arising Thunder”, que se não traz novidades, ainda assim é um empolgante Speed Metal, que mantém a tradição de boas músicas do grupo dentro deste estilo.

Já “Awake From Darkness”, uma das melhores, e “The Rage of the Waters” trazem de volta aquela mistura de música brasileira com Heavy Metal que caracteriza o som da banda e que eles sempre fizeram muito bem ao longo dos anos. Duas grandes faixas, que merecem destaque em “Aqua”.

Outros bons momentos podem ser encontrados na beleza de “Lease of Life” e “Spirit of the Air”. Ambas muito bem compostas e diferentes de qualquer outra balada que a banda já tenha gravado. Mesmo que a primeira lembre bastante algumas canções do ALMAH, projeto solo do vocalista Edu Falaschi. Não à toa a música é de sua autoria.

Além destas duas, o disco ainda trás outras músicas com andamentos mais calmos, como “A Monster in Her Eyes”, “Weakness of a Man” e “Ashes”, sendo a segunda a melhor delas. Não que alguma destas músicas sejam ruins. Mas metade do disco é composto por baladas e semi-baladas e isto não é exatamente o que se espera de um disco de Heavy Metal.

Completa o disco, a mediana “Hollow” que alterna momentos calmos com outros pesadões, mas que não chama muito a atenção.
“Aqua” mostra uma banda madura e que sabe o que está fazendo e aonde quer chegar. Todos os músicos estão afiados e, apesar de mostrar virtuosidade, esbanjam bom gosto nas composições e execução das músicas. O vocalista Edu Falaschi está cada vez mais seguro e usa seu timbre natural, espantando de vez o fantasma de André Matos, que é ótimo, pois, ele possui uma bela voz. O álbum só peca por possuir, como já disse acima, muitos momentos calmos e também por ter como antecessores algumas verdadeiras obras-primas do Metal, o que faz com que a expectativa em cima desse disco seja muito alta.

Angra – Aqua (JVC/SPV, 2010)
Produzido por ANGRA

"Viderunt Te Aquæ" - 1:00
"Arising Thunder" - 4:52
"Awake from Darkness" - 5:54
"Lease of Life"- 4:33
"The Rage of the Waters"- 5:33
"Spirit of the Air" - 5:23
"Hollow" - 5:30
"A Monster in Her Eyes" - 5:15
"Weakness of a Man" - 6;12
"Ashes"- 5:06
"Lease of Life (Remixed Version)" - 3:47

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Sobre Carlos Eduardo Garrido

Jornalista formado. Descobriu o Heavy Metal aos 15 anos de idade e desde então, não vive mais sem esse estilo de música. Suas bandas preferidas são Metallica, Iron Maiden, Savatage, Angra, Blind Guardian, dentre muitas outras. Através do jornalismo conseguiu unir suas duas paixões: escrita e música. Além de colaborar com o Whiplash, mantém o blog ociocomcafe.blogspot.com.

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