Black Oil: levando a sério a ideologia e a música

Resenha - Join the Revolution - Black Oil

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Por Marcos Garcia
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Nota: 9

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Já a um bom tempo, é sensível a ausência de idealismos dentro do Metal como um todo, não importando o subestilo. Isso talvez seja um reflexo do conformismo mundial diante dos mandos e desmandos dos donos do poder, daqueles que se escondem por trás de humanitarismos e assistencialismos que nunca resolvem os problemas. Onde está a oposição, nem que de coração, dos bangers?
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Ainda bem que existem bandas como o americano BLACK OIL, que levantam bandeiras e levam a sério tanto sua ideologia quanto sua música, tão azeda e forte quanto as convicções da banda.

Fundindo um Hardcore/Crossover furioso e extremamente violento à lá AGNOSTIC FRONT com elementos de Metalcore e ritmos regionais brasileiros, a banda é um prato cheio para fãs de Metal feito com profissionalismo e seriedade, sem se preocupar com subdivisões.

A produção visual é boa, e a sonora está a contento, embora pudesse ser melhor, mas lembremos que este CD é independente, produzido pelo esforço hercúleo da banda, logo, é preciso levar isso em consideração.

Abrindo o CD, com uma pequena intro, temos a ótima ‘Desert Sand’, onde a guitarra de Addasi Adassi cospe riffs intensos e bem pesados, em uma cadência típica de Hardcore, uma música ótima para pogar, e ainda encontramos os elementos regionais que citados acima. ‘Violent Soul’ é uma música mais curta, mas rápida, uma pancada extremamente, e o vocal de Mike Crawlford, ora rouco, ora agudo, como um Phil Anselmo ainda mais agressivo e selvagem, se destaca, assim como em ‘Rise/Innocent’. ‘Revolution’ é outra brutalidade das boas, que faz o ouvinte querer sair pogando, com a cozinha deixando-nos estupefatos de tanta competência e peso. fora a letra ser sensacional e inspiradora, totalmente contra o conformismo. Idealismo e uma ótima música unidos.

‘XXXX’ é uma instrumental de guitarra curta, com ritmo de música Palestina/Árabe nos acordes de Addasi. Um momento para respirar e pensar nos conflitos no Oriente, pois logo depois, mais pancada. É a vez de ‘Breathe’, bem agressiva, cheia de “groove” e “CBGBniana” ao gosto do ouvinte. ‘Animal’ é uma música mais cadenciada, com Addasi e Mike quase como se em um dueto Crossover, e em ‘No Fear’, esta alternando momentos bem velozes e outros mais lentos, em uma faixa diferenciada, talvez um dos melhores momentos do CD. Fechando, uma introdução que lembra um berimbau em uma roda de capoeira abre a excelente ‘La Llorona’, que possui alguns momentos bem brasileiros e industriais em seu som, lembrando o aquele mesmo climão do Chaos A.D.

Depois desse CD, entraram na banda Rick Pivetta (bateria) e Denner Patrick, da banda KAIOWAS, e em breve, sairá o novo CD, chamado ‘Not Under My Name’ e terá produção de Logan Mader (ex-guitarrista do MACHINE HEAD e SOULFLY), que já produziu SOULFLY, W.A.S.P., GOJIRA, CAVALERA CONSPIRACY, entre outros. E a banda virá em breve ao Brasil para uma nova excursão, sendo que a banda é do cast da ZIV Produções.

Tracklist
1. Desert Sand
2. Violent Soul
3. Rise/Innocent
4. Revolution
5. XXXXX
6. Breathe
7. Animal
8. No Fear
9. La LLorona

Contatos:
http://www.myspace.com/blackoilband
http://www.myspace.com/zivproducoes

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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