Kiss: não espere algo extraordinário, aproveite a nostalgia
Resenha - Sonic Boom - Kiss
Por Thiago Gacciona
Fonte: Puro Pop
Postado em 18 de novembro de 2009
"Sonic Boom" foi lançado dia 6 outubro nos EUA e acabou com a grande ausência que o KISS fez dos estúdios desde "Psycho Circus" (1998). Muito foi dito a respeito deste novo álbum e que finalmente o KISS voltaria à velha fórmula de sucesso dos discos lançados na década de setenta: sem frescuras, sem baladas e com apenas quatro caras loucos para compor e detonar. O álbum obteve grande repercussão, conseguiu disco de ouro logo na primeira semana e chegou a figurar na 2ª posição da Billboard.
Nesse novo álbum, os velhinhos mascarados resgataram uma energia que não se via há muito tempo. É exatamente guitarras, baixo e bateria sem frescuras e, realmente, sem nenhuma balada. Podemos dizer que o KISS colocou de volta um pé nos anos setenta, mas esqueceu o outro dançando entre os oitenta e noventa. Sonic Boom é uma boa mistura entre Love Gun (1977) e Revenge (1992), com boas pitadas da fase hair metal e de caras limpas que a banda, uma época, chegou a fazer.
"Modern Day Delilah" abre o disco e é o carro chefe de "Sonic Boom". Foi o single escolhido e tem uma pegada hard e um riff que recorda os tempos de "Revenge", com um refrão marcante e recheado de backing vocals bem trabalhados.
A segunda faixa é cantada por GENE SIMMONS e se chama "Russian Roulette". É mais inspirada que a primeira e regride um pouco mais no tempo. As guitarras intercalam muito bem com o baixo vibrante que ronca por entre os acordes.
Quando chegamos à 3ª faixa finalmente podemos dizer que o espírito dos anos 70 está de volta. "Never Enough" recorda os velhos tempos e PAUL STANLEY mostra que, apesar da idade, ainda tem talento nos vocais. Poderia se encaixar no lado B ou ser um bônus de "Destroyer" (1976).
"Yes I Know (Nobody’s Perfect)" tem um riff inicial com a pegada de "Nothing to Loose" (canção do 1º álbum), mas depois leva um tom mais festivo com a cara de algumas canções perdidas entre "Rock and Roll Over" (1976) e "Love Gun" (1977). "Stand" tem a cara de gravações que a banda fez no final dos anos noventa com uma leve pitada de sua fase hair metal.
ERIC SINGER assume os vocais em "All For The Glory". Segura muito bem a onda e mostra claras influências do dono das baquetas originais, PETER CRISS. O solo de TOMMY THAYER é inspirado e deixaria ACE FREHLEY (guitarrista solo original) orgulhoso.
TOMMY THAYER segura o microfone em "When Lightning Strikes" e manda muito bem. Essa canção tem a cara de "Love Gun" e certamente THAYER surpreenderá os fans quando tocá-la ao vivo como Ace costumava fazer com "Shock Me".
O álbum possui grandes momentos e mostra a boa vontade do grupo em tentar voltar às raízes. É óbvio que não conseguem, mas ainda mostra bastante potencial e energia. "Sonic Boom" certamente deixará os shows ainda mais interessantes com as pirotecnias que PAUL e GENE inventarão para os concertos que se seguirão a partir de agora. Não espere algo extraordinário desse novo disco e simplesmente aproveite a nostalgia.
1-MODERN DAY DELILAH
2-RUSSIAN ROULETTE
3-NEVER ENOUGH
4-YES I KNOW (NOBODY’S PERFECT)
5-STAND
6-HOT AND COLD
7-ALL FOR THE GLORY
8-DANGER US
9-I’M AN ANIMAL
10-WHEN LIGHTNING STRIKES
11-SAY YEAH
Outras resenhas de Sonic Boom - Kiss
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



64 shows internacionais de rock e metal para ver no Brasil agora em abril
O ícone do metal progressivo que considera o Offspring uma piada
Andreas Kisser afirma que irmãos Cavalera não querem participar de último show do Sepultura
Luis Mariutti se pronuncia sobre pedidos por participação em shows do Angra
Série dos Raimundos expõe crítica pesada de Canisso à reconciliação entre Rodolfo e Digão
Músicos da formação clássica do Guns N' Roses se reúnem com vocalista do Faster Pussycat
O melhor disco do Led Zeppelin, segundo Robert Plant: "Soava muito pesado"
Black Sabbath "atrapalhou" gravação de um dos maiores clássicos da história do rock
As 35 melhores bandas brasileiras de rock de todos os tempos, segundo a Ultimate Guitar
A mensagem curta e simbólica sobre o Sepultura que Iggor Cavalera compartilhou no Instagram
Se os celulares existissem nos anos 80, o Metallica não teria lançado o "Master of Puppets"
Rodolfo teria recusado fortuna para se reunir com os Raimundos
Rachel Bolan (Skid Row) anuncia detalhes do álbum solo "Gargoyle of the Garden State"
"Holy Land", do Angra, será relançado em CD e LP
Zakk Wylde aponta o primeiro riff de Metal da história; não é do Black Sabbath
O riff do Deep Purple que impressionou Tony Iommi; "difícil de fazer algo melhor"
Uma jaqueta e uma simples mensagem originaram um dos maiores clássicos do Sepultura



The Troops of Doom une forças a músicos de Testament e Jota Quest em versão de "God of Thunder"
Regis Tadeu detona álbum clássico do Kiss: "Soa como se gravado debaixo de um edredom"
Vinnie Vincent define preço do seu novo álbum: 2 milhões de dólares por cópia
Quem é maior no Brasil: Kiss ou AC/DC? Regis Tadeu responde e explica por quê
Vocalista do Kreator curtia Village People, mas Kiss e Iron Maiden mudaram sua vida
10 clássicos do rock que soam ótimos, até você prestar atenção na letra
Iron Maiden: "The Book Of Souls" é uma obra sem precedentes



