The Who: um DVD duplo no mínimo histórico

Resenha - Who at Kilburn 1977 - Who

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Por Doctor Robert
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Você leitor, fã de The Who, com certeza já deve ter assistido pelo menos uma vez ao fantástico filme da banda, “The Kids Are Alright”, documentário com várias cenas ao vivo acompanhando sua carreira, por uma coincidência infeliz lançado mais ou menos na época da morte do baterista Keith Moon. Um dos grandes destaques daquele registro era a inclusão das clássicas “Baba O’Riley” e “Won’t Get Fooled Again” gravadas em um show aparentemente espetacular. Durante muito tempo estas imagens ficaram engavetadas, pois conforme o próprio encarte nos conta, a banda (Pete Townshend, em especial) não ficou muito feliz com a performance como um todo. Mas, enfim, o tal show foi colocado no mercado, dando título a este mais recente lançamento dos lendários arruaceiros britânicos.
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Temos em mãos um DVD duplo no mínimo histórico, capturando duas fases distintas do quarteto: o primeiro disco traz a apresentação de 1977, como o próprio título já diz; o segundo, uma preciosidade de 1969, gravada no Coliseum de Londres, casa tradicional de ópera da capital inglesa. Só por essa descrição já se tem uma idéia do que pode ser conferido e do valor deste lançamento, dada a raridade das gravações, até então pirateadas com qualidades bem aquém do merecido.

O show de Kilburn traz uma performance de uma banda já madura, segura de si mesma no palco, tocando bem como nunca. Temos um verdadeiro desfile de clássicos: além dos dois hinos já citados acima, podemos conferir “Can’t Explain”, “Behind Blue Eyes”, “Shakin’ All Over”, a hoje esquecida “Dreaming From The Waist”, a sempre divertida “My Wife”, de John Entwistle, as obrigatórias “Pinball Wizard” e “My Generation”, além de versões diferentes, mas muito boas, de “Join Together” e “Who Are You”. Pena que acabe tão rápido (tem pouco mais de uma hora de duração).

No segundo disco, a verdadeira preciosidade. Um raríssimo concerto de 1969, que funciona muito bem como um complemento ao excepcional “Live At Leeds”, para muitos o melhor disco ao vivo da história. Já começa com “Heaven and Hell” e a banda numa performance alucinada, especialmente o saudoso lunático, Keith Moon. Tem ainda a ótima “Young Man Blues”, a singela “Tattoo” (pérola extraída do grande “The Who Sell Out”), os clássicos de sempre (“My Generation”, “Can’t Explain”) e uma das primeiras performances na íntegra de “Tommy” registradas em filme, que aparece separado como extra.

A banda havia chegado ao topo do estrelato e parecia estar curtindo ao máximo cada momento, como pode ser observado no beijo dado por Moon em Entwistle no começo da maravilhosa “A Quick One While He’s Away”. A qualidade da filmagem não está grandes coisas, pois conforme explicado por legendas logo no começo da exibição, apenas a câmera central (distante, por sinal) registrou todo o show, e as demais tinham que ter seus rolos de filmes trocados o tempo todo. Sem falar no desgaste gerado pelo tempo. Mas tudo acaba servindo para dar um charme ainda maior e acrescentar o valor de relíquia.

Pena que ainda assim o lançamento não mereça uma nota dez. Mesmo com as imagens restauradas, o áudio remasterizado e tudo mais, só temos os shows e nada mais. Nenhum extra “verdadeiro”, depoimento, documentário, comentário em áudio, nada... e isso em tempos onde existem lançamentos tão cheios de informações, como por exemplo a coleção “Kissology”, do Kiss, é no mínimo inaceitável.

Classifiquemos assim então: nota 9,5 e item obrigatório na coleção de qualquer fã. E que venham mais boas surpresas...

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Sobre Doctor Robert

Conheceu o rock and roll ao ouvir pela primeira vez Bohemian Rhapsody, lá pelos idos de 1981/82, quando ainda pegava os discos de suas irmãs para ouvir escondido em uma vitrolinha monofônica azul. Quando o Kiss veio ao Brasil em 1983, queria ser Gene Simmons e, algum depois, ao ver o clipe de Jump na TV, queria ser Eddie Van Halen. Hoje é apenas um bom fã de rock, que ouve qualquer coisa que se encaixe entre Beatles e Sepultura, ama sua esposa e juntos têm um cãozinho chamado Bono.

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