Temple Of Brutality: sopro de ar fresco no estilo Thrash
Resenha - Lethal Agenda - Temple Of Brutality
Por Glauco Silva
Postado em 20 de novembro de 2008
Eu acho que mais gente devia fazer igual ao Jason Newsted e o David Ellefson: os caras já ganharam dinheiro o suficiente pra 2 gerações e cruzaram o mundo todo com suas respectivas bandas mais famosas, depois se dedicam a projetos menos vultosos - o 1º com o super cultuado (mas não tão popular) Voivod, e o 2º com esse Temple Of Brutality (e participações no Soulfly). Apesar do CD já ter saído há um tempinho por aqui, ainda cabe a crítica.

Como a idéia principal aqui é dar vazão à sua criatividade, e sem o julgo de um "patrão" onipresente nos arranjos e composição, o resultado sonoro é extremamente agradável e mostra um lado menos sisudo do baixista. Acompanhado de Todd Barnes nos vocais, Peter Scheithauer nas guitarras e Stet Howland (que já andou com outro "chefe" barra-pesada: Blackie Lawless) nas baquetas, temos aqui um thrash que favorece mais o peso que a velocidade, um bom sopro de ar fresco no estilo.
A faixa-título do álbum abre esse passeio neurótico: a excelente produção já salta aos ouvidos nas primeiras batidas e acordes, aí o Todd abre a boca - vocal totalmente raivoso, rasgado mas com muita potência, vociferando principalmente contra política. Riffs criativos e levada algumas vezes beirando o hardcore mais groove, seguindo a mesma estrutura em 'Hammer'.
'Already Dead' já mostra uma banda mais solta e ampliando a gama de ritmos, refrão que cola na orelha na hora e Peter mostrando solos realmente inspirados, casando perfeito com as linhas da "cozinha" e o andamento geral do som. 'Doesn't Matter' abre com um riff fora-de-série, lembrando a escola Dimebag, e mais retilínea, perfeita pra uma roda de mosh.
Agora 'Hate Machine' é, disparada, a melhor do álbum: riffs tensos e uma levada, no meio da música, que não deixa nenhum pescoço incólume… são cavalgadas precisas, contagiantes, total naquela linha clássica à la Bay Area. Um som excelente, que emenda em 'Isabel', mais contida, até o nível de adrenalina subir de novo em 'Beating The Man': começo tribal e refrão forte, deixando espaço pra andamentos caoticamente pesados mais pro fim.
A receita segue mais ou menos a mesma até o encerramento com 'The Art Of War'. Não é nada de espetacular ou absurdamente inovador no thrash, mas sim uma banda que já mostra personalidade, músicas que pegam fácil e que tem bastante lenha pra queimar. Boa pedida aos que apreciam um thrash mais pesado do que porrada, com aquela cara tipicamente americana do meio/fim dos anos 90, e mostrando que o estilo ainda está aí forte, se reinventando e, principalmente, cada vez mais colérico.
Faixas:
1. Lethal Agenda (4:03)
2. Hammer (2:55)
3. Already Dead (4:56)
4. Doesn't Matter (3:22)
5. Hate Machine (2:41)
6. Isabel (3:47)
7. Beating The Man (3:41)
8. Built To Last (3:29)
9. Interlude (0:50)
10. The Art Of War (3:58)
2005, Hellion (BR). Tempo total - 33:42
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
Tony Iommi presta homenagem ao álbum de estreia do Black Sabbath
A música do Van Halen que Eddie dizia ser a mais difícil de tocar ao vivo
"Superou minhas expectativas", diz baterista sobre novo álbum do Evanescence
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token
Mayara Puertas quebra silêncio e fala pela primeira vez do rumor envolvendo Arch Enemy
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
"Não havia uma única mulher na plateia": o começo estranho de uma lenda do rock
O melhor álbum solo de cada membro do Guns N' Roses, segundo o Loudwire
Dois anos após lançamento, guitarrista reflete sobre álbum mais recente do Pearl Jam
Baterista explica o que fez o Winger agendar novos shows em 2026
A música do Queen que Brian May diz resumir o que a banda era "de verdade"
A canção onde começou o punk rock, de acordo com integrante dos Ramones
"American Jesus" do Bad Religion e a representação de um pensamento estadunidense
Os dois músicos brasileiros que por muito pouco não entraram no Guns N' Roses


CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



