Honeymoon Suite: misto óbvio de rockaços com boas baladas
Resenha - Clifton Hill - Honeymoon Suite
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 05 de novembro de 2008
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Praticamente desconhecido por boa parte do público brasileiro amante de Hard Rock, o Honeymoon Suite é um verdadeiro veterano do cenário canadense. Formado no distante ano de 1982, a banda possui uma discografia bastante tímida – apenas cinco álbuns de estúdio, além de registros ao vivo e as manjadas coletâneas – mas fez muito sucesso na década em que iniciou sua trajetória, com inúmeros hits que avançaram as fronteiras de seu país e atingiram os EUA, Europa e Japão, inclusive emplacando canções em seriados consagrados como ‘Miami Vice’ e filmes como ‘Máquina Mortífera’, com Mel Gibson e Danny Glover, entre outras obras.

Afastados dos estúdios desde 2002, os mentores Johnnie Dee (voz) e Derry Grehan (guitarra) se reúnem novamente com os também fundadores Gary Lalonde (baixo), Ray Cockburn (teclados) e Dave Betts (bateria), e enfim chegam com um novo álbum de inéditas, "Clifton Hill". E esta volta dos velhos companheiros parece ter feito com que o Honeymoon Suite aprendesse com as aventuras experimentais de seu último disco, "Lemon Tongue" (ou "Dreamland", como é conhecido na Europa), que rachou as opiniões por soar por demais moderno.
Tudo parece transpirar certo saudosismo por aqui e visa comemorar os 25 anos de existência do grupo. O nome "Clifton Hill" remete diretamente a um local de acesso às Cataratas do Niágara (a capital não oficial das luas-de-mel do Canadá, que deu origem ao nome da banda) e a foto da capa foi clicada em plena década de 1980, ou seja, no local e época em que o Honeymoon Suite começou suas atividades.
E como se não bastasse, até mesmo Tom Treumuth, que produziu seu debut, foi chamado de volta! As novas composições novamente soam atualizadas, mas agora sem perder a familiaridade de sua sonoridade clássica, aquele Hard extremamente acessível pelo qual o conjunto se consagrou. Ainda que no geral quase tudo seja bastante enérgico, um misto óbvio de ‘rockaços’ com boas baladas, os melhores momentos ficam mesmo registrados é na primeira metade do álbum, com melodias que cativam o ouvinte, em especial na robusta seqüência "She Ain’t Alright" e "Tired O’ Waitin’".
O resultado é um bom disco que, mesmo compreensivelmente não fazendo frente a obras cultuadas como "The Big Prize" (85) ou "Racing After Midnight" (88), possui elementos de sobra para suprir as expectativas de qualquer pessoa que aprecie o Hard Rock Pop clássico oitentista. Vale uma conferida em prol da descontração, principalmente por parte de quem curte bandas como Bon Jovi ou White Lion!
Formação:
Johnnie Dee - voz
Derry Grehan - guitarra
Gary Lalonde - baixo
Ray Cockburn - teclados
Dave Betts - bateria
Honeymoon Suite – Clifton Hill
(2008 / Frontiers Records – importado)
01. She Ain’t Alright
02. Tired O’ Waitin’
03. Riffola
04. Ordinary
05. The House
06. Why Should I?
07. Down To Business
08. Sunday Morning
09. That’s All I Got
10. Restless
11. Separate Lives
Homepage: www.honeymoonsuite.com
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Fãs esculacham o Metallica após discurso feito por James Hetfield em show
Sharon Osbourne explica ausência do Megadeth em "Back to the Beginning"
A noite em que Noel Gallagher ouviu "a melhor música de sua vida"
"Não dá para fazer uma lista de músicas do Judas Priest sem incluir 'Painkiller'", diz Ian Hill
Ian Hill, ex-Judas Priest, diz que vida na estrada custou dois casamentos
Duff McKagan reflete sobre o dramático fim do Velvet Revolver
Ian Hill comenta aposentadoria e declara que "não tinha escolha"
Guns N' Roses vai gravar novas músicas em 2027, garante Slash
Agora é oficial: Dream Theater começa a trabalhar no próximo álbum
Slash e banda moraram juntos para escrever músicas do novo álbum
Heathen anuncia novo álbum de estúdio, "Lifetime in Hell"
Sharon detalha reunião com seis médicos antes do último show de Ozzy
O rockstar que se gaba de ter Donald Trump e Elon Musk na agenda do telefone
A música do Uriah Heep que David Byron recusou cantar e se tornou um clássico
A opinião nada lisonjeira de Ronnie James Dio sobre o Blackmore's Night
Inutilismo explica por que metal é intragável para sociedade: "Metaleiros não contribuem"
O quinto beatle escondido (mas nem tanto) na capa de "Abbey Road"
O creme facial que inspirou um dos maiores clássicos da história dos Beatles


Carach Angren - Sete histórias para um inferno
Paura mira em velhos problemas humanos e entrega muito metalcore em "Primitive Chaos"
Flotsam and Jetsam entrega fúria e maturação em "Rats in the Temple"
Pride Of Lions Mantém a Tradição do AOR Clássico em "Unbridled"
Quase vinte anos do seu lançamento, "Over The Under" ainda soa vigoroso
Use sua ilusão: o pseudo disco perfeito do Guns N' Roses
30 anos de "A Tempestade" - o álbum que se tornou a despedida de Renato Russo
Os 40 anos de "Reign in Blood", obra-prima do Slayer e um dos maiores clássicos do thrash metal
Iron Maiden: Review do novo álbum publicado na revista Kerrang



