Baranga: tudo o que faz parte do folclore rock

Resenha - Meu Mal - Baranga

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 7

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Figurinha já conhecida entre boa parte do público ‘rocker’ nacional, o paulistano Baranga chega com seu terceiro CD, “Meu Mal”, mostrando que além de bons músicos, também são bons companheiros – afinal, não é sempre que se encontra uma banda com a formação inalterada desde o começo de suas atividades, não é mesmo?
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Considerando o histórico do Baranga, todos já sabem o que esperar: rock´n´roll pesadão com cheirão de blues, sem frescuras e cantado em português. Como a própria banda deixa bem claro, ‘...a vida é uma só pra curtir sem dó...’, então toda a sacanagem dos eternos temas etílicos, mulheres fáceis cheia de amor para dar (quer coisa melhor?) e, é claro, sempre aparece algum carro no meio da história. Ou seja, tudo o que faz parte do folclore do estilo fica registrado no decorrer dos pouco mais de 37 minutos de audição.

O quarteto impressiona logo no início com as incendiárias “Filho Bastardo” e “Meu Mal” (solo matador!), muito pesadas e com grandes doses de Motorhead. A partir daí o Baranga tira o pé do acelerador e segue por caminhos mais swingados na linha de AC/DC e Status Quo, tendo como destaques “Frango, Farofa e Cachaça”, com uma das letras mais escrachadas do repertório; “Predador” e “A Vida É Uma Só”, ambas com aquele ‘riffão’ pegajoso que tornam o final do disco realmente memorável.

É claro que o Baranga continua seguro, com composições maduras e bem estruturadas, mas, talvez por ser o terceiro registro onde naturalmente tudo continua praticamente na mesma – e nem deveria mudar, naturalmente – “Meu Mal” cede espaço a composições que acabam se tornando mais previsíveis como “Fuego Del Infierno” (toda cantada em espanhol), “Garota Rocker” e “Não Mora Mais Aqui”.

Com uma excelente produção que novamente conta com o dedo do ocupadíssimo Heros Trench, o álbum agora está tendo uma merecida e decente distribuição através da Voice Music, o que possibilita que “Meu Mal” seja mais facilmente encontrado nas lojas fora do estado de São Paulo. Um bom trabalho, ainda que não traga o impacto e irreverência que o excelente álbum de estréia, auto-intitulado e liberado em 2003, possuía de sobra.

Formação:
Xande - voz e guitarra
Deca - guitarra
Ricardo 'Soneca' - baixo
Paulo Thomaz - bateria

Baranga – Meu Mal
(2007 / Voice Music)

01. Filho Bastardo
02. Meu Mal
03. Frango, Farofa e Cachaça
04. A Noite Inteira
05. Fuego Del Infierno
06. Garota Rocker
07. Na Contra Mão
08. Não Mora Mais Aqui
09. Predador
10. A Vida É Uma Só

Homepage: www.barangarock.com.br

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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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