Baranga: tudo o que faz parte do folclore rock
Resenha - Meu Mal - Baranga
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 01 de maio de 2008
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Figurinha já conhecida entre boa parte do público ‘rocker’ nacional, o paulistano Baranga chega com seu terceiro CD, "Meu Mal", mostrando que além de bons músicos, também são bons companheiros – afinal, não é sempre que se encontra uma banda com a formação inalterada desde o começo de suas atividades, não é mesmo?

Considerando o histórico do Baranga, todos já sabem o que esperar: rock´n´roll pesadão com cheirão de blues, sem frescuras e cantado em português. Como a própria banda deixa bem claro, ‘...a vida é uma só pra curtir sem dó...’, então toda a sacanagem dos eternos temas etílicos, mulheres fáceis cheia de amor para dar (quer coisa melhor?) e, é claro, sempre aparece algum carro no meio da história. Ou seja, tudo o que faz parte do folclore do estilo fica registrado no decorrer dos pouco mais de 37 minutos de audição.
O quarteto impressiona logo no início com as incendiárias "Filho Bastardo" e "Meu Mal" (solo matador!), muito pesadas e com grandes doses de Motorhead. A partir daí o Baranga tira o pé do acelerador e segue por caminhos mais swingados na linha de AC/DC e Status Quo, tendo como destaques "Frango, Farofa e Cachaça", com uma das letras mais escrachadas do repertório; "Predador" e "A Vida É Uma Só", ambas com aquele ‘riffão’ pegajoso que tornam o final do disco realmente memorável.
É claro que o Baranga continua seguro, com composições maduras e bem estruturadas, mas, talvez por ser o terceiro registro onde naturalmente tudo continua praticamente na mesma – e nem deveria mudar, naturalmente – "Meu Mal" cede espaço a composições que acabam se tornando mais previsíveis como "Fuego Del Infierno" (toda cantada em espanhol), "Garota Rocker" e "Não Mora Mais Aqui".
Com uma excelente produção que novamente conta com o dedo do ocupadíssimo Heros Trench, o álbum agora está tendo uma merecida e decente distribuição através da Voice Music, o que possibilita que "Meu Mal" seja mais facilmente encontrado nas lojas fora do estado de São Paulo. Um bom trabalho, ainda que não traga o impacto e irreverência que o excelente álbum de estréia, auto-intitulado e liberado em 2003, possuía de sobra.
Formação:
Xande - voz e guitarra
Deca - guitarra
Ricardo 'Soneca' - baixo
Paulo Thomaz - bateria
Baranga – Meu Mal
(2007 / Voice Music)
01. Filho Bastardo
02. Meu Mal
03. Frango, Farofa e Cachaça
04. A Noite Inteira
05. Fuego Del Infierno
06. Garota Rocker
07. Na Contra Mão
08. Não Mora Mais Aqui
09. Predador
10. A Vida É Uma Só
Homepage: www.barangarock.com.br
Outras resenhas de Meu Mal - Baranga
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Bono e The Edge explicam o que mantém o U2 unido há 50 anos
O gênero musical que Slash considera mais vibrante que o rock atualmente
Nicko McBrain reconhece que Iron Maiden foi injusto com Blaze Bayley
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
A música que Jon Bon Jovi nunca cantaria, segundo Desmond Child
O motivo que enterrou os planos do Sonata Arctica para os 30 anos de carreira
Os graves erros que Mick Mars cometia no palco do Motley Crue, segundo Tommy Lee
Steven Wilson tenta desvendar o fenômeno criado pelo Angine de Poitrine
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
Angra reúne Kiko, Falaschi e Akira Takasaki, do Loudness, em apresentação de "Burn", do Purple
Devido à demanda, U2 anuncia data extra no Brasil
O show que quase fez Bono ser demitido do U2 e acabou mudando a história da banda
Andreas Kisser diz que Sepultura se dividiu porque faltou "falar na cara e sair na porrada"
Veja diz que David Coverdale só passa vergonha nas redes sociais
O guitarrista que mesmo numa noite ruim é melhor que Eric Clapton, de acordo com Angus Young

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



