Gamma Ray: transpirando sentimento oitentista

Resenha - Land Of The Free II - Gamma Ray

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Ben Ami Scopinho
Enviar Correções  

8


Tsc. Parece que está se tornando tendência as bandas de Heavy Metal lançarem uma segunda parte de algum clássico de sua discografia. E confesso que estranhei muito o anúncio de Kai Hansen em dar continuidade a "Land Of The Free" (95), principalmente depois de o guitarrista criticar a decisão do Helloween em gravar um sucessor para "Keeper Of The Seven Keys"...

O "Land Of The Free" original se caracterizou por Kai Hansen assumir de vez as vozes do Gamma Ray (Ralf Scheepers já não vinha mostrando grande entusiasmo no grupo, além de estar na maior expectativa em ser o novo vocalista do Judas Priest), e suas canções estavam então bem mais orientadas para o Power Metal. Apesar de perder um cantor excepcional, Kai estava em tal surto criativo que conseguiu superar esta barreira ao liberar o maior sucesso comercial do conjunto.

publicidade

E agora, considerando seu histórico, dificilmente o Gamma Ray apresentaria algo de qualidade duvidosa neste novo disco. Apesar de bastante pesado, "Land Of The Free II" prima por seguir uma linha musical bem mais otimista em detrimento da agressividade de "Majestic". Comparando com a primeira parte de "Land Of The Free", a grande mudança positiva é a atuação vocal de Kai Hansen que se desenvolveu muito nestes 12 anos – observem, por exemplo, seu bonito trabalho em "Leaving Hell".

publicidade

Mesmo não apresentando canções do porte de "Rebellion In Dreamland", "Man On A Mission" ou a própria "Land Of The Free", no geral esta segunda parte consegue ser tão interessante quanto a obra de 1995. Transpirando sentimento oitentista por todos os poros, as estruturas são repletas de energia e há abundância de carisma que garantem momentos incríveis como "From The Ashes", "To Mother Earth", "Real World" e a longa "Insurrection.

publicidade

Mas há algo comprometedor em "Land Of The Free II". Kai Hansen tem mostrado certa propensão em se espelhar nas canções de outras bandas para elaborar alguns de seus arranjos, e isso já havia acontecido em "My Temple" do CD "Majestic", onde se ‘chupinhava’ algo de certo clássico do Black Sabbath. Agora o mesmo ocorre em "Empress" ao dar uma ‘clonada’ em "Princess Of The Dawn" (Accept); e a coisa continua com "Opportunity", com fragmentos de "The Clairvoyant" (Iron Maiden). As canções ficaram excelentes, mas parte delas são frutos de uma atitude questionável, que não dá para entender mesmo...

publicidade

E isso é algo que realmente não dá para ignorar, por mais que se admire alguma banda. Com certeza "Land Of The Free II" seria muito mais emocionante do que é sem estas ‘homenagens’ escancaradas. E ainda assim – ainda assim! – o álbum possui tanta força de expressão que nem precisaria ser a ‘parte dois’ de algum antigo bom disco para cair nas graças do público. Mas, na realidade, todos sabem o objetivo deste artifício. Ou não?

publicidade

Formação:
Kai Hansen - voz e guitarra
Henjo Richter - guitarra
Dirk Schlachter - baixo
Daniel Zimmerman - bateria

Gamma Ray - Land Of The Free II
(2007 - Steamhammer/SPV Records/Hellion Records - nacional)

01. Into The Storm
02. From The Ashes
03. Rising Again
04. To Mother Earth
05. Rain
06. Leaving Hell
07. Empress
08. When The World
09. Opportunity
10. Real World
11. Hear Me Calling
12. Insurrection

publicidade

Homepage: www.gamma-ray.com


Outras resenhas de Land Of The Free II - Gamma Ray

Gamma Ray: agressivo, inspirado, melódico

Gamma Ray: Land of the Free II está um pouco abaixo dos clássicos




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Metal Alemão: as 10 melhores bandas segundo o About.comMetal Alemão
As 10 melhores bandas segundo o About.com

Kai Hansen: músico escolhe seis discos com guitarras essenciaisKai Hansen
Músico escolhe seis discos com guitarras essenciais


Pink Floyd: Perguntas e respostas e curiosidadesPink Floyd
Perguntas e respostas e curiosidades

The Voice: candidato faz power metal cantado em portuguêsThe Voice
Candidato faz power metal cantado em português


Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

Mais informações sobre Ben Ami Scopinho

Mais matérias de Ben Ami Scopinho no Whiplash.Net.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin