RECEBA NOVIDADES ROCK E METAL DO WHIPLASH.NET NO WHATSAPP

Matérias Mais Lidas


Outras Matérias em Destaque

The Gathering não tem planos definidos para além de 2026 com a formação de "Mandylion"

In Flames faz primeiro show de sua turnê sul-americana; confira setlist

O que Greyson Nekrutman trouxe ao Sepultura que outros bateristas não tinham

Skid Row diz que já tem alguns nomes na mira para assumir os vocais, mas está sem pressa

O dia em que Shane Embury, do Napalm Death, chorou ao encontrar Ronnie James Dio

O disco rejeitado nos anos 90 que anunciava, sem fazer alarde, o futuro da música

Ex-vocalista gostaria de participar da turnê que celebra 50 anos do Accept

O disco mais agressivo de todos os tempos, segundo o vocalista do Death Angel

A triste cena que originou a criação de um dos maiores sucessos de Phil Collins

Lynch Mob anuncia lançamento de álbum e vídeo ao vivo "The Final Ride"

Por que o nome do Trivium não faz sentido, segundo ex-integrante da banda

Anette Olzon explica por que se recusa a cantar certas músicas do Nightwish ao vivo

"Um dos meus maiores heróis": Kiko Loureiro presta homenagem a Oscar Schmidt

Van Halen disponibiliza show "Live Without a Net" na íntegra online

Paul McCartney confirma dueto com Ringo Starr em seu novo álbum


Stamp

Resenha - Mutantes - Mutantes

Por
Postado em 23 de junho de 2007

Nota: 9 starstarstarstarstarstarstarstarstar

Em 1967, três discos históricos foram lançados, constituindo a base do que viria a ser conhecido como "rock psicodélico": "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band" dos Beatles, "The Piper at The Gates of Dawn" do Pink Floyd e "Their Satanic Majesties Request" dos Rolling Stones. Um ano mais tarde saía "Os Mutantes", resposta verde-amarela ao que acontecia lá fora, principalmente na Inglaterra. É claro que o Mutantes sofreram influência do rock psicodélico inglês. Mas a capacidade de aliar o rock lisérgico a um som com fortes influências nacionais fez com que a banda se tornasse o fenômeno que é hoje, admirada inclusive por músicos como David Byrne, Beck e Kurt Cobain.

Mutantes - Mais Novidades
Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

O primeiro álbum da banda – reeditado em CD pela primeira vez em 1992 e que recebeu uma versão remasterizada ano passado – inicia com a clássica e apoteótica ‘Panis et circenses’, a ‘Sgt Pepper’s’ do disco. Quando começam a ecoar os primeiros de ‘A Minha Menina’, segunda música do álbum, é que se percebe a dimensão do som dos Mutantes. A guitarra ácida da faixa vai se diluindo, e se combinando, com sons provenientes de instrumentos de percussão, típicos da música brasileira. A mesma "pegada tribal" se estende ainda a "Adeus, Maria Fulô" e "Bat Macumba", outro clássico da banda, e "Le Premier Bonheur du Jour", que também flerta com a música francesa.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Outra influência nacional é a jovem-guarda. Em "Baby" e "Ave Gengis Khan", faixa que encerra o álbum, fica clara a relação com o pop rock praticado no Brasil da década de 1960, principalmente através da harmonia das músicas. Destacam-se ainda a descontínua "O Relógio", que combina tranqüilidade e caos, e "Senhor F", que poderia fazer parte da trilha sonora de qualquer desenho infantil, algo do qual Syd Barret e o Pink Floyd chegaram muito próximo com "The Piper at The Gates".

Com relação às letras, uma temática começa a se desenvolver, ainda que de maneira tímida. O principal destaque vai para "Relógio" e "Tempo no Tempo" – versão da banda para uma música de J. Philips – que falam sobre o tempo, sempre com um bom humor inconfundível. "Já houve um tempo em que o tempo parou de passar/ E um tal de homo sapiens não soube disso aproveitar/ Chorando, sorrindo, falando em calar/ Pensando em pensar quando o tempo parar de passar" (Tempo no Tempo). Ou: "Eu dei corda e pensei/ Que o relógio iría viver/ Pra dizer a hora de você chegar" (O Relógio).

publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |

"Os Mutantes" (1968) mostra o nascimento da banda mais criativa da história do rock nacional. Só por isso já valeria ser escutado. Mas existem outros atrativos. A maturidade no som da banda, às vezes dá a impressão de que o som dos Mutantes nasceu pronto. Algo impressionante. Resumindo: indicado para quem pretende conhecer um pouco da história da banda na "Era Rita Lee", a mais criativa, recheada de ironia e bom-humor e que viria a se desenvolver por mais quatro discos. E indicado, também, para aqueles que pensam que no Brasil apenas se copiam padrões importados.

"Os Mutantes", lançado originalmente pela gravadora Polydor, em 1968:

1 - Panis et Circenses
2 - A Minha Menina
3 - O Relógio
4 - Adeus, Maria Fulô
5 - Baby
6 - Senhor F
7 - Bat Macumba
8 - Le Premier Bonheur du Jour
9 - Trem Fantasma
10 - Tempo no Tempo
11 - Ave Gengis Khan

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Os Mutantes:
Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee
Produção: Manoel Barenbein
Participações: Rogério Duprat
(arranjos); Jorge Ben (voz e violão) e Dirceu (Bateria)


Outras resenhas de Mutantes - Mutantes

Compartilhar no FacebookCompartilhar no WhatsAppCompartilhar no Twitter

Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps


Bangers Open Air


publicidadeRogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp
Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Sobre Cleyton Lutz

Estudante de Jornalismo, mora em Guarapuava, PR. Adora escrever sobre futebol e rock 'n' roll. Sobre música, adora o Hardão Setentista (Grand Funk, Uriah Heep, Deep Purple, Led Zeppelin) e o progressivo (Yes, Jethro Tull, Focus). Para música acha que nasceu pelo menos uns 30 anos atrasado. Das bandas atuais gosta de White Stripes, Wolfmother e Hellacopters. Mas sua paixão é o som trascendental do Pink Floyd. Os seus grandes sonhos são ver ao vivo uma reunião dos quatro novamente, como ocorreu no Live 8, além de comprar uma moto com a primeiro dinheiro que ganhar com o jornalismo.
Mais matérias de Cleyton Lutz.

 
 
 
 

RECEBA NOVIDADES SOBRE
ROCK E HEAVY METAL
NO WHATSAPP
ANUNCIE NESTE SITE COM
MAIS DE 3 MILHÕES DE
VIEWS POR MÊS