Review: Mercenary é melódico, pesado e inspirado

Resenha - Hours That Remain - Mercenary

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Por Ben Ami Scopinho
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Nota: 8


Vindo da Dinamarca, o Mercenary obteve ótimas críticas com seu último registro, o badalado "11 Dreams". Mesmo com a favorável perspectiva de um futuro promissor, seu baixista e fundador Kral abandonou o posto, causando certas dúvidas quanto à qualidade do próximo trabalho da banda. Eis que chega a vez de "The Hours That Remain", tendo o contrabaixo tocado provisoriamente por Jacob Hansen (Invocator), que também cuidou da ótima e encorpada produção e, como resultado, um discaço que prova com folgas que seus músicos não estão a fins de decepcionar ninguém.

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Inspirado. Esta é a palavra que define este álbum. Tão melódico, mas tão belamente pesado... Mesmo seguindo praticamente a sonoridade de seu antecessor, é perceptível a vontade do Mercenary em ir um pouco além, injetando umas doses extras de melodias por aqui. Houve certa perda de impacto, mas, de qualquer forma, continua incrível a capacidade que o conjunto tem em mesclar as raízes do Power e Thrash Metal, de forma bem moderna e com certa complexidade que até mesmo beira o progressivo em certos níveis.

As vozes deste álbum adicionam muito às canções. Mikkel Sandager é dono de um desempenho cheio de classe, seja cantando de forma limpa ou com algumas linhas mais agressivas, e os refrões são memoráveis, daqueles que ficamos assobiando de forma viciada, dias a fio, como em "Year Of The Plague" e "Soul Decision", esta última com a participação de Marcus Bischoff (Heaven Shall Burn) na voz. E, como se o trabalho vocal aqui já não fosse suficientemente impressionante, temos a participação do ilustre Björn "Speed" Strid (Soilwork) na ótima abertura "Redefine Me", faixa que mostra logo de cara toda a distinção da música destes dinamarqueses.

Novamente as músicas estão longas - apenas uma possui menos de cinco minutos - e, a cada audição vai-se descobrindo novos e interessantes detalhes encaixados em meio às mais variadas camadas sonoras. "The Hours That Remain" mostra o Mercenary continuando com sua própria maneira de elaborar composições e deixando para trás muitas outras bandas que misturam momentos de fácil assimilação com o lado "quase" extremo da música.

E o melhor: este disco, assim como seu antecessor, foi disponibilizado ao mercado brasileiro num grande lance da Overload Records, sendo uma obrigação constarem na prateleira de qualquer amante de Heavy Metal, em especial daqueles que apreciam bandas que tocam com grande técnica, na linha de Scar Symmetry, Soilwork e Communic.

Formação:
Mikkel Sandager - voz
Martin Buus - guitarra
Jakob Molbjerg - guitarra
Rene Pedersen - baixo
Morten Sandager - teclados
Mike Park - bateria

Mercenary: The Hours That Remain
(2006 / Century Media Records - 2007 / Overload Records - nacional)

01. Redefine Me
02. Year Of The Plague
03. World Is Ending
04. The Eternal Instant
05. Lost Reality
06. Soul Decision
07. Simplicity Demand
08. Obscure Indiscretion
09. My Secret Window
10. The Hours That Remain

Homepage: www.mercenary.dk


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Sobre Ben Ami Scopinho

Ben Ami é paulistano, porém reside em Florianópolis (SC) desde o início dos anos 1990, onde passou a trabalhar como técnico gráfico e ilustrador. Desde a década anterior, adolescente ainda, já vinha acompanhando o desenvolvimento do Heavy Metal e Hard Rock, e sua paixão pelos discos permitiu que passasse a colaborar com o Whiplash! a partir de 2004 com resenhas, entrevistas e na coluna "Hard Rock - Aqueles que ficaram para trás".

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