Mercenary: inspiração e competência
Resenha - Hours That Remain - Mercenary
Por Ricardo Seelig
Postado em 08 de junho de 2007
Nota: 9 ![]()
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Não faltam elogios ao Mercenary. Praticamente toda a mídia especializada mundial têm se rendido ao grupo, realçando suas qualidades. Como acontece de tempos em tempos, inclusive na música pesada, a bola da vez é essa banda dinamarquesa. Mas o que eles tem de especial? Eles são tudo isso que estão falando?

O som dos caras é realmente muito bom. Nada original, mas isso não importa. O que importa é que funciona e agrada quem curte metal. O que o Mercenary faz é o que bandas como Nevermore, Soilwork, Scar Symmetry e, principalmente, Communic, estão fazendo. Ou seja, um heavy metal que une características do prog e do death melódico, com alternância de vocais guturais e limpos, fartas doses de melodia e profusão de refrões ganchudos.
O grupo conquista o ouvinte através de detalhes como a ótima melodia de guitarras da abertura, com "Redefine Me", o refrão grudento de "My World Is Ending", o riff carismático de "This Eternal Instant". Mas uma audição mais atenta revela outros destaques, como as ótimas guitarras de "Simplicity Demand", a estrutura cheia de nuances da faixa-título, a agressividade de "Year Of The Plague". Há ainda a participação do vocalista do Heaven Shall Burn, Marcus Bischoff, na pesadíssima "Soul Decision" (uma das melhores do disco) e de Bjorn Strid, do Soilwork, em "Redefine Me""
A produção ajuda muito, deixando o som do grupo ainda mais pesado. O vocalista Mikkel Sandager é estupendo, possuindo um ótimo timbre limpo e mostrando competência também nas partes mais agressivas. Toda a banda é competente, mas ele se destaca dos demais.
Voltando ao parágrafo inicial, chegou a hora de responder às perguntas. O que a banda tem de especial? Inspiração e competência acima da média para fazer aquilo que se propõe. Eles são tudo isso que estão falando? Se analisarmos apenas esse disco, sim, são tudo isso, mas é bom dar uma chance ao tempo para ver se os caras se mantém no mesmo nível (muito alto, diga-se de passagem) apresentado neste "The Hours That Remain".
Enquanto o tempo não passa, viva o presente e curta um dos melhores discos de heavy metal lançados nos últimos tempos.
Faixas:
1. Redefine Me
2. Year Of The Plague
3. My World Is Ending
4. This Eternal Instant
5. Lost Reality
6. Soul Decision
7. Simplicity Demand
8. Obscure Indiscretion
9. My Secret Window
10. The Hours That Remain
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