Rick Wakeman sobre Jon Lord: "Se aquilo não é progressivo, não sei o que é"
Por André Garcia
Postado em 02 de novembro de 2023
Quando se fala em Deep Purple, muitos pensam logo nos vocais agudos de Ian Gillan ou nos riffs de Ritchie Blackmore. Mas seria um crime ignorar a contribuição musical do tecladista Jon Lord.
No começo dos anos 70, muita gente dizia que teclado era coisa de banda de rock progressivo, não de rock pesado, mas Lord mudou isso com seus órgãos hammond — mais pesados que muita guitarra — e influências de música clássica.
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De lenda do teclado para lenda do teclado, ele era grande amigo de Rick Wakeman, que à Classic Rock em 2019 o relembrou:
"Jon Lord é um dos maiores tecladistas que já existiu. Ele não é realmente considerado um músico de rock progressivo, mas ele fez coisas que ninguém mais fazia. Jon fez coisas que você 'não deveria' — entre aspas — fazer no contexto de uma banda de rock. Se isso não é progressivo, eu não sei o que é."
[...]
"Assim como Keith Emerson, Jon tinha um som tão identificável, algo que ninguém mais conseguia reproduzir. Ele trabalhou duro em seu Hammond para extrair novos sons dele. E a única maneira de fazer isso era experimentar continuamente. Jon poderia ter sido o que quisesse. Ele adorava tocar em uma banda de rock, e tinha um feeling fenomenal para solos — basta ouvir músicas como 'Speed King'. Mas ele também tinha um toque clássico."
[...]
"O lance sobre Jon é que ele era um verdadeiro cavalheiro, e tinha um senso de humor malicioso. [...] Acho que uma das decisões mais difíceis que ele já tomou foi deixar o [Deep] Purple. Perguntei a ele sobre isso e ele disse 'Tive que sair porque há tantas coisas que quero fazer.' Eu sabia o que queria dizer. Foi a mesma coisa para mim no Yes."
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