Resenha - An Absence of Empathy - Frameshift
Por Carlos Marques
Postado em 19 de julho de 2006
A violência em seus diversos aspectos é o tema do segundo álbum do Frameshift. Mais agressivo que em seu primeiro disco, o grupo liderado pelo multi-instrumentista Henning Pauly apresenta uma obra coesa e estimulante, com um conceito interessantíssimo e excelentes músicas.

"An Absence of Empathy" é como uma pesquisa sobre a violência humana; a busca pelo porquê de alguns seres humanos liberarem a sua violência enquanto outros a domam; a busca pela resposta à pergunta: "Qual é o gatilho?" Cada tipo de violência (assassinato, estupro, violência escolar, tortura e guerra) são tratados por duas canções, que trazem visões diferentes sobre o mesmo tema. Além das letras, o encarte trás também um texto que explica todo o conceito e o papel de cada música no contexto do disco. Um ótimo e propício conceito, certamente!
Por parte da musicalidade, o Frameshift vem com o ótimo Sebastian Bach nos vocais, que se demonstra mais versátil que James Labrie (Dream Theater e vocalista no primeiro álbum do Frameshift). O ex-Skid Row vai com incrível habilidade das partes melodiosas às mais pesadas, variando entre a limpeza e a agressividade aguda que tão bem lhe cabe.
As músicas estão mais pesadas que no antecessor, com riffs incríveis, ótimos solos e quebradas de tirar o fôlego. Tudo unido ao talento de Sebastian Bach e a uma pitada de elementos eletrônicos. Essa já é uma característica do Frameshift e se tais elementos já eram usados com bastante bom gosto no "Unweaving the Rainbow", ficaram praticamente perfeitos em "An Absence of Empathy". Basta ouvir a música "When I look into my eyes" para saber do que estou falando.
Entre os destaques podemos citar "Miseducation" com sua pegada hard rock aterradora, a batera maravilhosa e os excelentes vocais. A quebradeira de "Push the button" demonstra o grande talento do baterista Eddie Marvin, além do refrão que nos remete ao melhor do hard rock. "In a empty room" é uma ótima balada sobre violência sexual com uma letra bastante emotiva. "Outcast" é bem swingada e "How long can I resist" é cheia de mudanças de ritmo no melhor estilo prog metal.
É um álbum com todos os elementos essenciais a um grande disco de heavy metal. Consegue ser bem superior ao já bom "Unweaving the rainbow" e vem cheio de garra e criatividade.
Line-up
Sebastian Bach - Vocal
Henning Pauly - Guitarras, baixo, banjo, piano, sintetizador e percussão.
Eddie Marvin - Bateria
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música que Ian Gillan considera a melhor de sua carreira, acima dos clássicos do Deep Purple
Zakk Wylde lembra breve período como guitarrista do Guns N' Roses
A canção de dois adolescentes que impediu "Bohemian Rhapsody" de chegar ao topo das paradas
A banda de metal que Gene Simmons dizia que iria tomar o lugar do Kiss
A melhor música dos Rolling Stones, segundo a Paste Magazine
Para Marty Friedman, Nick Menza foi uma das razões para o sucesso do Megadeth
As 10 melhores músicas do Anthrax com John Bush nos vocais, segundo o Metal Sucks
A divergência entre Max Cavalera, Jack Black e Michael Sweet sobre o grunge
"From The Dark"; "apenas" um disco solo de Tony Iommi que evoca o Black Sabbath com Dio
As últimas músicas tocadas por 15 bandas de rock e metal que não fazem mais shows
Como AC/DC e Angus Young ajudaram Dave Mustaine a criar solo de "Holy Wars"
Por que o Led Zeppelin nunca alcançou a popularidade dos Beatles, segundo John Paul Jones
"Blackstar", de David Bowie, é incluída em lista das músicas mais tristes do século XXI
Ringo Starr teve sua carreira arruinada após os Beatles lhe darem uma música
A banda influenciada pelo Iron Maiden que Bruce Dickinson elegeu como sua favorita
Todos os discos do Iron Maiden, do pior ao melhor, em lista do Loudwire
Os melhores discos de todos os tempos, na opinião de Lars Ulrich, baterista do Metallica
Heavy Metal: os vinte melhores álbuns da década de 80

"Gates of Twilight", a estreia certeira do Wings of Steel
Nunslaughter retorna disparando blasfêmia de grosso calibre no ótimo "Satanic Chaos Legions"
Immolation mantém a extremidade intacta com "Descent"
The Hellacopters revê sua transformação em "Cream Of The Crap! Volume 3"
O ocultismo britânico ganhou novos contornos com "Woodland Rites" do Green Lung
Biohazard retorna afiado com "Divided We Fall"
Tyketto recupera o fôlego com "Closer to the Sun", seu primeiro disco em uma década



