Resenha - Wolfmother - Wolfmother
Por Fábio Cavalcanti
Postado em 24 de junho de 2006
Nota: 9 ![]()
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Em um mundo musical dominado por "hypes-relâmpago", a última coisa que podíamos esperar era uma banda de rock alternativo que realmente trouxesse influências do hard rock clássico. E o melhor: uma banda que virasse a nova sensação do momento fazendo esse tipo de som! Pois essa banda existe, é um power trio australiano, e acaba de lançar seu primeiro álbum. Senhoras e senhores, conheçam o Wolfmother!
Wolfmother - Mais Novidades
Quem dizia que o hard rock morreu por não poder trazer mais nada de novo após os anos 80, está na hora de rever seus conceitos. O Wolfmother mostra que é possível fazer um som alternativo moderno, nos fazendo lembrar de bandas clássicas dos anos 70 como Black Sabbath e Led Zeppelin.
E falando em Black Sabbath, a voz do vocalista Andrew Stockdale lembra bastante a de Ozzy Osbourne, enquanto que o som nos remete a um White Stripes com muito mais influências setentistas. Curioso? Confira a música "Apple Tree", que lembra bastante essas duas bandas, em uma só música!
As mudanças de batidas ao estilo hard rock clássico estão presentes em quase todas as faixas do álbum, nos fazendo esquecer um pouco as tendências atuais de fazer um som simples e garageiro. O Wolfmother, usando apenas guitarra, baixo e bateria (e poucos arranjos extras em algumas músicas), consegue variar até não poder mais... para então variar ainda mais!
As faixas "Where Eagles Have Been", "Mind's Eye" e "Tales" têm tantos altos e baixos, suavidade e peso, lentidão e agitação, que nos levam à pergunta: afinal, essas músicas são rocks ou baladas? Talvez seja melhor nem perder tempo pensando nisso, e assim se entregar de vez ao som.
Mas para os apreciadores de rock mais simples e garageiro, a banda traz as vibrantes "Woman", "Joker & The Thief" e "Pyramid", com suas batidas "blueseiras", guitarras distorcidas e vocais "rasgados".
E as concorrentes a melhor música do álbum são "Dimension", "White Unicorn" (principal single do álbum até o momento) e "Love Train", que estranhamente foi lançada nas versões americanas e inglesas do álbum, mas não na versão original australiana. E o ponto alto da referência ao som do Black Sabbath está na pesada e cadenciada "Colossal", com direito a "trechinho acelerado" no maior estilo Led Zeppelin.
Nenhuma resenha poderá ser completa o suficiente para descrever os vários detalhes do álbum. Então fica a sugestão: ouça o álbum do Wolfmother o quanto antes, e testemunhe essa união perfeita entre rock alternativo, hard rock e sons psicodélicos. E acredite, a "indústria do hype" acertou em cheio com essa banda!
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