Resenha - Come Clarity - In Flames

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Por Clóvis Eduardo
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E lá se passam 13 anos da fundação do In Flames. Uma das muitas bandas suecas que obtém destaque hoje no mundo do Heavy Metal. Ao lado de tantas outras ótimas bandas como Soilwork e Dark Tranquillity, o In Flames resgata no passado a ideologia de fazer Death Metal melódico de qualidade e sem fuinhas modernistas. Pelo menos foi esta a tentativa neste novo CD.

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Quando anunciado que "Crawl Through Knives" – primeiro nome dado ao nono disco de estúdio – seria o próximo lançamento, houve alvoroço por parte dos fãs. Alguns ainda de ressaca pelo mal falado "Soundtrack To Your Escape" (2004) viram que uma mistura entre "Reroute To Remain" (2002) e "Colony" (1999) seria uma experiência prazerosa de ser conferida. Pois então surge, em fevereiro de 2006, "Come Clarity", que não é nem de perto um "Reroute To Remain" e muito menos a sombra de um "Colony". É um disco especial, moderno, e com excelentes músicas. No último cd, a banda oriunda de Gotemburgo cresceu de uma maneira natural, mas não foi natural a maneira de encarar a sonoridade de "Soundtrack To Your Escape". É lógico que entre o mercado americano os negócios começaram a fluir mais tranqüilamente ao grupo e feita a primeira parte dessa nova empreitada (o que para muitos foi ousadia) era o momento de se confirmar mundialmente.

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A maior alegria em "Come Clarity" é a animação que algumas canções são capazes de colocar. Desde a primeira com um começo muito forte, intitulada "Take This Life", passando por um refrão muito emotivo de "Reflect The Storm" e mais ainda cativante como a faixa título, sentimos que o In Flames está bem calçado de riffs e melodias. Enfim voltam aquelas passagens "solados", tão cativantes desde os tempos do "The Jester Race" (1996). E a música "Pacing Deaths Trail" é um bom exemplo desta boa forma que o grupo vem vivendo atualmente.

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Também pudera que a gravação da bateria ficou mais convencional do que no cd anterior. Timbres das guitarras, vocais, baixo e bateria tem a graduação merecida, e olha que os produtores do disco foram Daniel Bergstrand e Örjan Örnkloo, já "famosos" pelo trabalho no disco lançado em 2004.

Anders Fridén é o cara engraçado responsável pelos vocais urrados no cd. Menos partes limpas e mais gritaria pode não fazer tão bem à garganta do sujeito, mas nos alegrou ao deixar o conteúdo das músicas mais nervoso e intrigante. Mas a alma do In Flames está em um músico de muito talento e que realmente sabe como fazer riffs aguçados: Jesper Strömblad. Que sempre lembrado pela criatividade traz junto com o parceiro Björn Gelotte, uma seqüência de palhetadas bastante legais. Peter Iwers no baixo foi sempre um instrumentista muito categórico e de pegada. Já Daniel Svensson na bateria limpou os ouvidos melhor do que em 2004 e percebeu que quanto mais acréscimos e detalhezinhos na percussão, pior fica.

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Músicas destaques como a ultraveloz "Versus Terminus", e a também rápida "Dead End" fazem lembrar do ótimo álbum "Clayman" (2000). Esta última tem a participação da cantora "pop" sueca, Lisa Miskovsky. A combinação ficou muito boa, até por que traz um Anders Fridén ainda mais raivoso. Ainda que a duração das músicas seja coerente com o ritmo imposto, vale lembrar que temos o In Flames mais maduro e consciente do som que faz. E isso já nos foi mostrado através do DVD "Used & Abused - In Live We Trust". Só falta a banda vir para os palcos brasileiros.

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