Resenha - Come Clarity - In Flames
Por Ricardo Seelig
Postado em 11 de maio de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
O In Flames foi extremamente criticado quanto à sonoridade de seus dois últimos álbuns, "Reroute To Remain" e "Soundtrack To Your Escape". O velho discurso de "elementos new metal" prejudicou a avaliação dos dois discos. Sim, porque a crítica se prendeu a estes novos elementos e deixou de lado a evolução natural do som do grupo, já que os dois álbuns, mesmo que estejam distantes dos excelentes "Colony" e "Clayman", ainda assim são bons trabalhos.
Parece que toda esta avalanche chegou aos ouvidos do grupo. "Come Clarity", novo trabalho dos suecos, retoma a sonoridade dos primeiros álbuns sem deixar de lado os novos elementos acrescidos recentemente. O resultado é metal original e com qualidade acima da média.
Isso pode ser comprovado logo de cara, com a rápida "Take This Life", que tem até algumas passagens thrash. O bombardeio continua com "Leeches", dona de um refrão que não sai da cabeça, e com "Reflect The Storm", com riffs que nos levam de volta ao início da carreira do conjunto.
Um destaque deve ser feito à faixa "Dead End", onde o grupo mostra mais uma vez que não tem medo de ousar e coloca o vocalista Anders Fridén dividindo os vocais com a cantora pop sueca Lisa Miskovsky. O resultado é ótimo, com a voz extremamente agressiva de Anders entrando em choque com o vocal doce de Lisa.
Outro momento excelente é a faixa título. Lenta, quase uma balada, tem uma bela melodia, mostrando que o grupo não perdeu a principal característica que o tornou conhecido em todo o mundo. O vocal de Anders soa parecidíssimo com o de Jonathan Davis, do Korn, como já havia ocorrido em diversas faixas de "Soundtrack To You Escape". Mas, antes que os mais radicais levantem a voz, deixa eu falar primeiro: "Come Clarity" é uma grande música, com um refrão muito forte e um andamento angustiante. Aliás, o potencial comercial desta faixa é enorme, e deve agradar em cheio os fãs mais antigos do grupo e também os apreciadores de bandas como Korn e System Of A Down.
Outra característica marcante de "Come Clarity" é a quantidade de canções com refrões matadores. "Vacuum" é mais uma delas, assim como "Vanishing Light". Já os saudosistas vão se deliciar com "Pacing Death´s Trail" e "Crawling Through Knives", que resgatam o death metal melódico marcante do grupo.
"Come Clarity" deve trazer de volta uma grande quantidade de fãs que haviam abandonado o In Flames por não curtirem a sonoridade que o grupo apresentou em "Reroute To Remain" e "Soundtrack To Your Escape", e, ao mesmo tempo, deve manter os fãs conquistados com estes dois discos. A união da antiga sonoridade com os novos elementos acrescentados ao som alcança o equilíbrio em "Come Clarity", e mostra que um dos grupos mais originais e influentes dos últimos anos ainda tem muito o que acrescentar ao heavy metal.
Faixas:
1. Take This Life
2. Leeches
3. Reflect The Storm
4. Dead End
5. Scream
6. Come Clarity
7. Vacuum
8. Pacing Death´s Trail
9. Crawl Through Knives
10. Versus Terminus
11. Our Infinite Struggle
12. Vanishing Light
Outras resenhas de Come Clarity - In Flames
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Como Paulo Ricardo faz para evitar que suas músicas soem muito metal ou hard rock
Max Cavalera explica o que fez o Sepultura mudar o som em "Chaos A.D."
As 25 melhores bandas de todos os tempos, segundo a Classic Rock
A banda americana dos anos 1970 que é a maior influência da nova baterista do Rush
O projeto que é os "quatro tenores do rock", segundo Eric Martin
Nocturno Culto explica por que o Darkthrone nunca mais tocou ao vivo
Rush inicia novo capítulo de uma carreira baseada em fortes convicções
O melhor álbum dos Rolling Stones de todos os tempos, segundo Keith Richards
Hellripper anuncia 4 shows no Brasil em turnê inédita para 2027
Como Mark Knopfler adaptou um defeito para escapar de tocar guitarra "do jeito errado"
A música do Judas Priest que mistura rock, funk e jazz, segundo Ian Hill
A banda dos anos 80 que Kurt Cobain dizia ter envelhecido rápido demais
O guitarrista mais rápido que Slash viu tocar; "literalmente explodiu minha cabeça"
O guitarrista que é "facilmente o melhor" que Jimmy Page já viu de perto, segundo o próprio
O vocalista que fez teste para o AC/DC antes de Axl Rose assumir no lugar de Brian Johnson
O dia que Andre Matos criticou a voz da cantora Marisa Monte




Os discos do In Flames que mudaram a vida de Matt Heafy, vocalista do Trivium
A melhor música do In Flames, segundo o site Classic Rock History
As bandas de heavy metal nem sempre farão a mesma coisa (e isso não é ruim)
A banda que influenciou gigantes do metal, mas era desconhecida pelo público deles
Os 20 melhores discos de heavy metal lançados em 1997, segundo a Louder Sound
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



