Resenha - Grand Materia - Morgana Lefay
Por Ben Ami Scopinho
Postado em 24 de janeiro de 2006
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Músicos persistentes. Após tantos problemas, este é o termo que se encaixa perfeitamente ao pessoal do Morgana Lefay... Amados por muitos headbangers, estes suecos ensaiavam o lançamento deste álbum desde 2004 e voltam com tudo! Com o nome que nunca deveria ter deixado de ser o seu (lembrando que a banda lançou alguns álbuns sob o nome Lefay por problemas legais), e estando novamente na gravadora Black Mark.

Mesmo após cinco anos afastados dos estúdios, o Morgana Lefay retorna com praticamente a mesma formação, sendo Charles Rytkönen (voz), Tony Eriksson (guitarra), Peter Grehn (guitarra), Robin Engström (bateria) e o novo membro Fredrik Lundberg (baixo e ex-Divine Sin). O tempo para colocar a cabeça no lugar e resolver suas pendências fez com que o conjunto viesse com sede de boa música, sentimento que se reflete claramente neste "Grand Materia".
Contando a história do alquimista francês Nicholas Flamel, que buscava a vida eterna no século XIV (... e que pelo jeito não conseguiu o que queria...), "Grand Materia" vem com uma leve aura mais moderna e pesada em suas composições, mas nunca em detrimento dos elementos já famosos no seu power metal todo singular e técnico.
Com um clima épico, a faixa-título abre o disco de maneira brilhante. Seu riff denso e linhas de contrabaixo são, assim como na maioria das faixas deste trabalho, totalmente propícias para bangear. "Edge Of Mind" é uma das mais agressivas do CD, com um solo matador, e mostra o já citado elemento moderno, trazendo em suas estruturas algo que lembra o Nevermore, mas de maneira que não descaracterize em nada a conhecida sonoridade do Morgana.
A versátil semi-balada "Only Endless Time Remains" mostra o quanto esta banda pode surpreender o ouvinte com a intensidade de sentimentos que colocam em suas composições. A voz irritadiça e limpa de Charles continua sendo a característica mais marcante nas canções do grupo, se saindo muito bem em "My Funeral Is Calling", obscura e com uma fúria digna do estilo thrash metal. Porém, seu melhor desempenho fica em "Emotional Sanctuary", uma canção calma com explosões de distorção em vários momentos, aqui o cara canta muito, mas muito mesmo.
"Grand Materia" é um álbum incrível e que supera com folgas seus últimos registros lançados sob nome Lefay. Traz todos os elementos indispensáveis aos fãs e ainda é muito indicado aos amantes do power, epic e até mesmo a quem curte a arrastada atmosfera doom metal.
Morgana Lefay - Grand Materia
(2005 / Black Mark Records - importado)
01. Grand Materia
02. My Funeral Is Calling
03. Only Endless Time Remains
04. Hollow
05. Edge Of Mind
06. On The Other Side
07. I Roam
08. Emotional Sanctuary
09. Angels Deceit
10. Operation Of The Sun
11. Blind
12. My Task Is Done
Homepage: www.morganalefay.se
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O que o retorno de Angela Gossow ao Arch Enemy representa na prática?
Regis Tadeu afirma que último disco do Megadeth é "uma aula de dignidade"
Foo Fighters - "Tenho muito a falar, mas preciso tomar cuidado", diz Josh Freese
Quem é Berzan Önen, o novo vocalista turco e fortão do Nevermore
Tony Iommi presta homenagem ao álbum de estreia do Black Sabbath
A música do Van Halen que Eddie dizia ser a mais difícil de tocar ao vivo
"Superou minhas expectativas", diz baterista sobre novo álbum do Evanescence
Mayara Puertas quebra silêncio e fala pela primeira vez do rumor envolvendo Arch Enemy
"Não havia uma única mulher na plateia": o começo estranho de uma lenda do rock
Dois anos após lançamento, guitarrista reflete sobre álbum mais recente do Pearl Jam
Vocal do Lamb of God diz que antigo logo da banda parecia cardápio de restaurante
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
A pior música do pior disco do Iron Maiden, de acordo com o Heavy Consequence
"Ouvi e achei muito interessante": lenda do rock aprova o Sleep Token
Os dois motivos que contribuíram para fim do Secos & Molhados, segundo Ney Matogrosso
A primeira banda de thrash da história, na opinião de Kerry King
Van Halen e a música festeira com temática sombria que mudou sua trajetória

CPM 22: "Suor e Sacrifício", o álbum mais Hardcore da banda
Alter Bridge, um novo recomeço no novo álbum autointitulado
O disco que "furou a bolha" do heavy metal e vendeu dezenas de milhões de cópias



