Morgana Lefay: Entre o underground e o mainstream
Resenha - Grand Materia - Morgana Lefay
Por Maicon Leite
Postado em 07 de março de 2014
Nota: 9 ![]()
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Há uma série de bandas que infelizmente não alcançaram voos mais altos, ficando naquele meio termo entre o underground e o mainstream, porém contando com uma boa parcela de fãs ao redor do mundo, inclusive aqui no Brasil, como é o caso do Morgana Lefay. Dentre idas e vidas e problemas internos, os membros originais, sobretudo considerados a alma e coração da banda, Charles Rytkönen e Tony Eriksson, mantiveram o grupo vivo, até mesmo quando foram obrigados a mudar o nome para Lefay, devido a problemas com os ex-integrantes. O racha, ocorrido em 1997, separou Charles e Tony dos outros músicos, gerando assim três ótimos álbuns sob o nome Lefay, "The Seventh Seal" (1999), "Symphony of the Damned" (1999) e "S.O.S." (2000), enquanto os membros remanescentes lançaram o irreconhecível "Morgana Lefay" em 1999, sem a sonoridade clássica da banda.
Com os problemas contratuais com a gravadora resolvidos, voltaram a utilizar o antigo nome e com praticamente a mesma formação do Lefay entraram no estúdio Soundcreation, registrando este potente "Grand Materia", que marcou o efetivo retorno dos suecos à cena. Produzido pela própria banda, o disco reúne todos os elementos típicos criados por Charles e Tony, acrescentando influências cada vez maiores de Pantera, devido aos riffs e a sonoridade da cozinha. O início meio fúnebre da faixa-título abre caminho para o show de interpretação de Charles e os riffs melodiosos e pesados de Tony e Peter, em meio a ritmos "quebrados" e um refrão grudento. "My Funeral is Calling" é mais rápida e nota-se a influência de Dimebag nas partes mais pesadas, um convite ao banging! Os solos, harmoniosos e bem construídos, se aliam perfeitamente na forma dramática e única de Charles cantar, deixando transparecer certa dose de desespero a cada frase entoada. "Only Endless Time Remains" é uma balada tranquila, boa para relaxar. "Hollow" aposta num ritmo mais lento, com Charles novamente se destacando, somando-se a riffs pesados e uma cozinha precisa. O lado mais agressivo volta com "Edge of Mind", uma porradaria de respeito, repleta de timbres de guitarra, digamos, "modernos", culminando em solos ricamente bem construídos.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Crio aqui um destaque especial em relação ao belíssimo trabalho gráfico, marca registrada em todos os discos e em "Grand Materia" ricamente desenvolvido. O artista, Kristian Wåhlin (ex-guitarrista das bandas Grotesque e Diabolique), assinou a maioria das capas do Morgana Lefay e Lefay, criando assim uma identidade visual bem forte. Seus famosos traços também podem ser conferidos em capas do Dissection, Suicidal Angels, Therion, Tiamat, Witchery, Grand Magus, Hollow, Dismember e Crystal Eyes, ou seja, um expert independentemente de estilos, do Melódico ao Death Metal, mas com muita riqueza nos detalhes.
Pulando direto pra última faixa, a emotiva "My Task Is Done", o Morgana Lefay balanceia muito bem sua clássica sonoridade com influências mais modernas no decorrer do álbum, destacando a faixa-título, "My Funeral is Calling" e "Edge of Mind", que traduzem de forma concreta este muitíssimo bem recebido retorno, há quase uma década atrás. De lá pra cá houve o lançamento de "Aberrations of Mind" em 2007, vários shows e o encerramento temporário das atividades até o retorno em 2012. Com alguns shows agendados para 2014, resta a esperança de que os fãs brasileiros tenham a chance de vê-los ao vivo. Ficaremos na torcida!
Contatos & Links
http://morganalefay.se/
https://www.facebook.com/morganalefayofficial
Morgana Lefay
Titulo: "Grand Materia"
Formato: CD
Local: Suécia
Estilo: Heavy/Thrash Metal
Gravadora/Selo: Black Mark Productions
Ano de Lançamento: 2005
Tracklist
01 - Grand Materia 05:47
02 - My Funeral Is Calling 06:26
03 - Only Endless Time Remains 04:25
04 - Hollow 04:07
05 - Edge of Mind 03:55
06 - On the Other Side 05:08
07 - I Roam 03:39
08 - Emotional Sanctuary 06:18
09 - Angels Deceit 04:48
10 - The Operation of the Sun 04:28
11 - Blind 04:24
12 - My Task Is Done (Reconcile with Time) 06:20
Tempo total: 59:45
Formação:
Robin Engström - Bateria
Fredrik Lundberg - Baixo
Peter Grehn - Guitarra
Tony Eriksson - Guitarra
Charles Rytkönen - Vocal
Vídeo:
"Grand Materia":
"I Roam":
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