Resenha - Death On the Road - Iron Maiden

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Por Rafael Carnovale
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Nota: 9


Agora é oficial: O Iron Maiden vai lançar um CD ao vivo e um DVD duplo a cada turnê! É verdade? Não... apenas uma brincadeira. Mas que soa estranho mais um CD ao vivo, depois da enxurrada de material ao vivo da donzela ("Live After Death", "Real Live/Dead One", "Live At Donnington" e "Rock In Rio"), soa.

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Mas o Iron Maiden quis documentar a turnê de Dance of Death, que totalizou 50 shows pelo mundo durante 2003 e 2004, passando pelo Brasil em janeiro do ano passado. Um show memorável, principalmente pela constatação de que a banda está em grande forma, e que as músicas de "Dance of Death" funcionam excepcionalmente bem ao vivo. Para tal empreitada os rapazes chamaram o novo elemento da banda, o produtor Kevin Shirley, e Steve Harris desta vez apenas co-produziu o CD. O resultado final fica num meio termo da crueza dos "Real Live/Dead One" com a sonoridade limpa de "Live After Death" e "Rock in Rio". Em suma, som limpo, participação do público quando é necessário e alguns "overdubs". Afinal, ninguém é de ferro.

"Wildest Dreams" abre o show, e ficou muito boa ao vivo, seguida pelas histórias "Wrathchild" e "Can I Play With Madness" (que a donzela não tocava desde 1993). "The Trooper" é o último dos clássicos executados antes da banda emendar uma seqüência de faixas novas: "Dance of Death" (ótima!!!), "Rainmaker" (outra que funcionou muito bem com o público), a chata "Brave New World" e a excepcional "Paschendale" (antecedida por uma série de explosões). A era Blaze Bailey não é esquecida, com a execução de uma versão um pouco diferente de "Lord of Flies" (com Bruce colocando seu estilo na música, e se saindo bem).

O segundo CD é mais dedicado aos clássicos, e incluo "No More Lies" como um deles, por ser excepcionalmente bem executada. "Hallowed Be Thy Name", "The Number of The Beast", "Iron Maiden" e "Run To the Hills" são executadas com pefeição por uma banda, que se não tem o mesmo pique de dez anos atrás, soube se adaptar aos novos tempos ainda soando bem relevante. De negativo apenas a chatíssima (mas amada pelos fãs) "Fear of the Dark" e a desnecessária "Journeyman" (ótima em estúdio, mas um banho de água fria ao vivo).

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A banda continua afiadíssima. Nicko Macbrain é o batera de sempre, sem exagerar nem comprometer (embora alguns erros sejam percebidos), as três guitarras funcionam muito bem (a exceção de Janick Gers, que distoa, não por ser um mau guitarrista, mas por seu estilo ser mais agitador) e Steve e Bruce continuam os mesmos.

Um bom CD, mas de um show que tinha como complemento os efeitos de palco, as "performances" teatrais e outras coisas que só poderão ser conferidas no DVD. Mas uma prova de que "Dance of Death" é sim um bom CD, e que o Iron Maiden ainda está longe de pendurar as guitarras. COMPRE.

EMI Music - 2005

Site Oficial: http://www.ironmaiden.com


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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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