Resenha - Death On The Road - Iron Maiden
Por Ricardo Seelig
Postado em 02 de outubro de 2005
Nota: 9 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Uma coisa é certa: o Iron Maiden pode lançar quantos álbuns ao vivo quiser (e, segundo Bruce Dickinson, isso não vai faltar, porque de agora em diante a banda pretende colocar no mercado um álbum e um DVD ao vivo para cada turnê) que nenhum deles conseguirá superar o clássico "Live After Death", gravado durante a inesquecível "World Slavery Tour", e que registrou para a eternidade aquela que para muitos é a melhor performance ao vivo da banda. Com isso em mente a tarefa de avaliar lançamentos como este "Death On The Road" fica bem mais simples.
Gravado em Dortmund, na Alemanha, em um show realizado no dia 24 de novembro de 2003, "Death On The Road" representa muito bem a grandiosidade que envolveu a turnê do último álbum da banda. O set list do CD é o mesmo que foi apresentado em toda a tour, com exceção de "Wrathchild", que passou a ser executada a partir do segundo show. Apesar de o Maiden vir tocando as mesmas músicas ano após ano, turnê após turnê, um show da Donzela não seria um show da Donzela sem clássicos como "The Trooper" (aqui em uma versão primorosa, de arrepiar), "Fear Of The Dark", "The Number Of The Beast", "Iron Maiden" e a espetacular "Hallowed Be Thy Name", e neste aspecto, apesar destas composições já estarem registradas em todos os álbuns ao vivo lançados pela banda desde que foram compostas, é interessante para o fã perceber as pequenas alterações e o caminho seguido pelas músicas com o passar dos anos. E a conclusão, como não poderia deixar de ser, é uma só: clássicos como estes não envelhecem, pelo contrário, ganham mais força ano após ano, com o grupo colocando toda a sua experiência em cada nota, resultando em performances empolgantes e nada burocráticas.
Já as canções de "Dance Of Death", com exceção da fraquinha "Wildest Dreams", ganharam muito com a participação do público, que dá um show a parte, principalmente em "No More Lies". Aliás, esta canção, que em sua versão de estúdio se mostrava repetitiva e longa demais, ao vivo ganha uma força inimaginável, com os fãs alemães participando ativamente, em um resultado que supera em muito a versão original. O clima épico de "Dance Of Death" e "Paschendale" fica ainda mais evidente com as introduções gravadas em estúdio por Bruce Dickinson, enquanto que "Rainmaker" mostra mais uma vez porque é uma das melhores faixas do último álbum da banda.
A versão acústica de "Journeyman" também surpreende, e é mais um dos motivos que faz "Death On The Road" valer a pena, seja pelo emocionante refrão cantado a plenos pulmões pelos fãs alemães, seja pelo ineditismo de ouvir o Maiden no formato acústico.
"Can I Play With Madness" volta ao set list, e confesso que na minha opinião poderia ficar de fora. Se a questão era apenas incluir alguma coisa do álbum "Seventh Son Of A Seventh Son" que a trocassem por "The Evil That Men Do" ou pela maravilhosa "Infinite Dreams", esta última há muito tempo ausente dos shows do grupo.
A bela "Brave New World" mostra que veio para ficar, enquanto que "Lord Of The Flies", do álbum "The X Factor", acaba se transformando na grande surpresa do CD. Como em todas as músicas da era Blaze que reinterpretou ao vivo, Bruce Dickinson usa tons mais altos que os originais, e mostra pela milésima vez porque não só é o melhor vocalista para a banda, como um dos melhores de todos os tempos.
Falar da performance dos músicos é retundante, uma vez que todos os membros já provaram do que são capazes, mas, mesmo assim, é impossível não perceber o quanto Nicko McBrain está tocando de forma mais técnica e agressiva, em um desempenho que consegue ir além do registrado em "Rock In Rio".
A produção, mais uma vez a cargo de Kevin Shirley, está excelente, com a mixagem realçando bastante a participação do público, o que soma muito às músicas.
Ao contrário de "Dance Of Death", que teve a sua capa muito criticada pelos fãs, em "Death On The Road" isto não deve acontecer. A ilustração traz um Eddie mais orgânico, seguindo o mesmo caminho dos últimos lançamentos do grupo, como as capas dos singles de "Dance Of Death" e do DVD "The Early Days". Além disso, o CD traz ainda um extenso encarte, com as datas e locais de todos os shows da turnê e belas fotos da banda no palco.
"Death On The Road" também será lançado em DVD (a data inicial do lançamento seria 19 de setembro, mas foi prorrogada por problemas técnicos na finalização do vídeo).
Você pode não gostar de Iron Maiden. Você pode acusar a banda de soar repetitiva. Mas uma coisa você não pode negar: o grupo possui um dos melhores shows do planeta, e este motivo já é mais do que suficiente para tornar "Death On The Road" obrigatório para qualquer fã de boa música.
Altamente recomendável.
CD 1
1. Wildest Dreams
2. Wrathchild
3. Can I Play With Madness
4. The Trooper
5. Dance Of Death
6. Rainmaker
7. Brave New World
8. Paschendale
9. Lord Of The Flies
CD 2
1. No More Lies
2. Hallowed Be Thy Name
3. Fear Of The Dark
4. Iron Maiden
5. Journeyman
6. The Number Of The Beast
7. Run To The Hills
Outras resenhas de Death On The Road - Iron Maiden
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A banda lendária com que o Deep Purple odiava comparação: "Nada é pior, não tenho paciência"
A banda de metal que conquistou Motörhead, Iron Maiden e George Michael
A música de rock com a melhor introdução de todos os tempos, segundo Dave Grohl
Gary Holt compara James Hetfield e Dave Mustaine e diz que toque de Dave é "diferente"
Embalado pelo seu derradeiro disco, Megadeth lança linha de cervejas personalizadas
A voz que Freddie Mercury idolatrava; "Eu queria cantar metade daquilo", admitiu o cantor
O primeiro disco de heavy metal do Judas Priest, segundo Ian Hill
A banda que é boa para ouvir num churrasco discutindo sobre carros, segundo Regis Tadeu
A voz mais pura do rock de todos os tempos, segundo Bruce Springsteen
A música do Megadeth que James Hetfield curte, segundo Dave Mustaine
O guitarrista do próprio país que The Edge acha que todo mundo deveria agradecer
O fim de uma era? Insanidade e fogo nos olhos no último disparo do Megadeth
A sincera opinião de Jéssica Falchi sobre o Iron Maiden sem Nicko McBrain
O vocalista que tatuou a banda no braço e foi demitido em seguida
Os 7 álbuns que são as maiores influências de guitarra para John Petrucci, segundo o próprio
O dia que Faustão criou seu famoso bordão após insatisfação dos Paralamas do Sucesso
O segredo de Renato Russo que fez a Legião Urbana ser a maior banda dos anos oitenta
Charlie Brown Jr: como Chorão foi corrompido após ficar rico, segundo Tadeu Patolla



Os melhores álbuns de metal de cada ano desde 1970, segundo a Loudwire
O álbum do Iron Maiden que não saía da cabeça e dos dedos de John Petrucci: "Loucura"
Bruce Dickinson já questionou a posição de Steve Harris no Iron Maiden
Jimmy Page celebra 25 anos de show do Iron Maiden no Rock in Rio III
A música que Bruce Dickinson fez para tornar o Iron Maiden mais radiofônico
A ligação profunda de Aquiles Priester com "Somewhere in Time", do Iron Maiden
Adrian Smith reconhece que o Iron Maiden teria acabado se Nicko McBrain não saísse
Playlist - Uma música de heavy metal para cada ano, de 1970 até 1999
Em 1977 o Pink Floyd convenceu-se de que poderia voltar a ousar



