Resenha - How To Dismantle An Atomic Bomb - U2
Por Anderson Nascimento
Postado em 10 de dezembro de 2004
A propaganda esmagadora da gravadora sobre o novo álbum do U2, deixou a todos com a expectativa de um álbum grandioso; falaram muito até em "volta às raízes". Talvez esta questão possa ter sido levantada pelo fato do álbum ter sido produzido pelo mesmo produtor dos três primeiros álbuns da banda.
Tudo bem, esse papo de volta às raízes na verdade não importa muito, até porque esse chavão soa um tanto quanto ridículo, pois mesmo que a banda fizesse um Rock New Wave em pleno ano de 2004, esse Rock teria certamente a cara dos anos atuais. Falar em influência, tudo bem, mas volta às raízes não combina com uma banda tão importante (talvez a mais importante nos dias de hoje) e com anos de história como o U2.
Na primeira ouvida fiquei muito surpreso com o álbum, pois ainda povoam a minha mente os ecos do excelente disco anterior "All That You Can Leave Behind", um disco fácil, cheio de hits grudentos e que faz o ouvinte gostar do álbum já na primeira audição. Esse portanto foi o susto que levei, músicas difíceis, poucos refrões, clima pesado, apesar de músicas não tão pesadas assim.
Este aliás é um ponto que também assusta o ouvinte que é recebido com o primeiro single do disco "Vertigo", uma verdadeira bomba em termos de peso e Rock. E o disco segue sem repetir este momento da abertura, causando a impressão de um disco xoxo.
O imperialismo americano no Iraque e a reeleição de Bush, tiveram impacto em todas as pessoas (de bom senso) e muito na área das artes, como cinema e música em geral. Esse impacto gerou discos políticos de artistas como REM ("Around The Sun"), Green Day ("American Idiot"), Engenheiros do Hawaii ("Dançando no Campo Minado") e agora o próprio disco novo do U2. Discos que no caso do U2 e do REM, soaram muito mais políticos que Rock’n’Roll, talvez pelo peso das letras e do clima tenso que os envolve.
Mas falando agora positivamente do disco, o toque de genialidade do U2 aparece justamente nas faixas menos roqueiras do disco, algumas músicas são hits em potencial e, certamente já entraram para o hall dos clássicos da banda. É o caso da segunda faixa "Miracle Drug", linda, tem um crescendo maravilhoso e envolvente. Nesse nível também está a baladinha "Sometimes You Can’t Make It On Your Own", com aquele tradicional falsete do Bono Vox.
O disco segue com boas canções como "Love and Peace Or Else", um Rock arrastado, cheio de efeitos, "City of Blinding Lights", que chega a lembrar a fase 80’s da banda, e a cabeça e romântica "A Man and Woman".
O melhor momento no entanto, está na penúltima faixa "Original of The Species", clássico absoluto, grandiosa em todos os aspectos, a letra, bastante original, fala sobre a pessoa ser o que ela é em qualquer lugar, e certamente já é uma das melhores músicas do U2.
O disco encerra com "Yahweh", uma música que tem bem a cara da banda dos anos 90 pra cá.
No fim, após algumas audições, o disco acaba sendo uma boa aquisição para a discoteca de qualquer um que curte a música dos Irlandeses.
Outras resenhas de How To Dismantle An Atomic Bomb - U2
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps
"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
A música do Metallica de 1984 que James Hetfield não quer ver nem pintada de dourado
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Tarja Turunen precisou deixar a Finlândia após demissão do Nightwish
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
O disco punk clássico que Billie Joe Armstrong chamou de "um monte de merda"
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Festival Best of Blues and Rock tem edição 2026 confirmada
Pink Floyd lança a coletânea "8-Tracks", que reúne faixas gravadas nos anos 70
O clássico de Bon Scott que Brian Johnson nunca quis cantar no AC/DC
Bruce Dickinson e seu álbum preferido do Black Sabbath; "um dos melhores de todos os tempos"
O curioso motivo que impedia a Ditadura de prender Rita Lee e os Mutantes
Freddie Mercury: veja a primeira foto do cantor no palco, ainda nos anos sessenta



O guitarrista dos anos setenta que The Edge diz ter influenciado todo mundo
Os 100 melhores álbuns dos anos 1980 segundo o Ultimate Classic Rock
As duas bandas gigantes que fizeram Eric Clapton achar que o rock havia perdido as raízes
3 covers de hits do rock que não deveriam ter acontecido, segundo o American Songwriter
Bob Dylan e o dueto mais sem química da história do rock: "Confuso e sem impacto"
Dio: Quem fez mágica ou pisou na bola no novo tributo



