Resenha - How to Dismantle an Atomic Bomb - U2

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Por Bruno Nogueira
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O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.


Está sendo espalhado por todos os cantos que o U2 nasceu para ser a maior - e melhor - banda de rock do mundo. O motivo do exagero é o novo disco, How to Dismantle an Atomic Bomb, que chegou às lojas nos últimos dias de novembro. A verdade é que se levarmos em consideração apenas bandas ativas, os irlandeses são os únicos que conseguem manter a posição de ícone pop de um lado, as atividades políticas do outro e ainda embarcarem em fenômenos multimídia de grande sucesso. E, neste caso, um disco que traz apenas mais do mesmo é muito bem-vindo.
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E se for um título que eles querem, já começaram a adotar uma certa pose de majestade. Isto porque o disco chegou na Internet com um mês de antecedência e, mesmo assim, o U2 decidiu não fazer nenhuma mudança de última hora. A confiança não é apenas nos fãs, mas também na qualidade do que está sendo produzido. 11 músicas que, apesar de não trazer nada de realmente novo, são envolvidas por uma boa atmosfera de continuidade.

Apesar do nome sugestivo, Atomic Bomb não traz nenhum recado contra a guerra, o presidente Bush ou o que o valha. Qualquer postura que a banda quis assumir – afinal, ela sempre está presente em protesto contra intervenções armadas – ficou mesmo no titulo. Mesmo na primeira música de trabalho, Vertigo, quando Bono fala de algum lugar muito ruim, ele deixa bem aberto a interpretações sobre a natureza deste lugar. Alguns fãs gostam de imaginar que este lugar seja a própria vida, agora sem o pai que o vocalista perdeu este ano.

Da segunda faixa, Miracle Drug, em diante, o tema central é o amor. Não apenas aquele cada vez mais difícil de se acreditar – evidente na faixa A Man and a Woman, onde ele pergunta “where is the love?” – como o amor presente em todas as atitudes cotidianas. Sem ser meloso ou piegas, é importante ressaltar. Bono destila alguma ironia com Love and Peace or Else e vira um pouco psicopata em All Because of You. O vai e vem da banda como protagonista das músicas chega a lembrar também o anterior All You Can Leave Behind.
Bono Vox

A boa energia do U2 está presente em todas as faixas do disco. Algumas com guitarras mais rápidas, lembrando um punk rock bem feito, outras com vocais mais longos. É uma fórmula mágica que eles já adotaram há muito tempo. A surpresa fica pela música One Step Closer, bem melancólica, com as guitarras super tranqüilas. Quem conhece a banda, sabe como é comum para eles chegarem perto dos últimos minutos e ligarem a distorção. São quatro minutos seguidos de calmaria.

O exemplo é único. Em Original of the Species você pensa que eles realmente ficaram tristes, quando as guitarras voltam à tona. O disco encerra com a boa Yahweh - um tetragrama hebraico que significa Jeová, o nome do verdadeiro Deus. Mas os destaques ficam mesmo com a já citada primeira faixa e com City of Building Lights, prova de que os quatro anos que o U2 passou sem gravar não enferrujou em nada a banda. How to Dismantle an Atomic Bomb vem ainda acompanhado de um DVD, com várias informações e vídeos extras sobre a banda.

E eles não param de surpreender. Com o disco oficialmente lançado, a banda fez um show surpresa de graça, em frente a uma parada de ônibus em Londres. Imagine a cara do cidadão que assistiu tudo quando chegou no trabalho e teve que explicar o atraso para o chefe.

* Agradecimento especial à leitora Patricia Mesquita pela informação adicional sobre a música Yahweh

U2 – How to Dismantle an Atomic Bomb
Ano: 2004, Gravadora: Universal

Faixas
01- Vertigo
02- Miracle Drug
03- Sometimes You Can´t Make It On Your Own
04- Love And Peace
05- City Of Blinding Lights
06- All Because Of You
07- A Man And A Woman
08- Crumbs From Your Table
09- One Step Closer
10- Original Of The Species
11- Yahweh


Esta matéria foi originalmente publicada na coluna Vitrolaz do Whiplash!. Informação para quem gosta de cultura. O Vitrolaz é uma revista eletrônica que fala de música, cinema e literatura. A proposta é apresentar sempre críticas, resenhas e entrevistas onde o que é novidade se mistura com o que fez história. O site, que tem uma equipe de jornalistas dividida entre Recife e Curitiba, também abre espaço para enquetes, comentários e promoções.

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