Resenha - Then And Now (1964-2004) - Who
Por Ricardo
Postado em 02 de abril de 2004
Uma das mais importantes bandas dos anos 70 está de volta após um longo "descanso" de 22 anos sem gravar nada inédito, desde o It's Hard de 1982, já sem o lendário Keith Moon. Claro que algumas turnês foram feitas nesse período, assim como foi imortalizada a última apresentação da banda com o lendário John Entwhistle, que infelizmente nos deixou em 2002. O show Live In Royal Albert Hall, lançado em 2003, foi o último suspiro do mestre do baixo, e todos pensaram que, após isso, o The Who finalmente iria entregar os pontos.
Errado! A banda acaba de recrutar a lenda viva do baixo, Greg Lake do ELP, e Zak Starkey para a bateria, que tem participado com o Who das últimas turnês com Daltrey e Pete, substituindo Kenney Jones, o substituto de Keith Moon.
Claro que com os discos Face Dances e It's Hard, já sem Moon, a banda perde aquela aura mística e imortal de um Led Zeppelin, que parou assim que Bonzo se foi. No entanto, continuaram a fazer ótimos trabalhos e turnês, honrando a memória de seus falecidos companheiros. E nada melhor para retomar a estrada que uma boa coletânea de sucessos que marcaram toda uma época contando com músicas inéditas, gravadas recentemente já com a participação de Greg Lake e Zak Starkey.
Claro, não digo que essa é a melhor coletânea da banda, e terem deixado de lado músicas como "The Real Me", "Relay" ou "Baba O'Riley" foi realmente um pecado. Mas por outro lado, compensa pelas duas músicas novas que são maravilhosas, e realmente animam para um próximo lançamento da banda. Quase todas as fases importantes da banda constam nessa coletânea, incluíndo os hits "I Can't Explain", "My Generation", "Substitute", "Magic Bus", "Pinball Wizard", "Behind Blue Eyes", "Won't Get Fooled Again", "Love Reign O'er Me" e "Who Are You", todas maravilhosas e devidamente remasterizadas.
As duas músicas novas também são simplesmente maravilhosas, e provam que, mesmo com Keith e John ausentes, o Who continua honrando a memória de seus antigos companheiros e mostrando que não voltaram com fins lucrativos, e sim pela música. "Real Good Looking Boy" realmente é de arrancar lágrimas, um tributo mais do que merecido ao eterno rei Elvis Presley, muito bem executado, e "Old Red Wine" prova que o Who ainda tem algo a dizer à nós, também uma música fora de série. Como diz o título, velho vinho vermelho, o Who é exatamente como vinho, que só tende a melhorar com o tempo. A voz de Daltrey continua ótima e Pete está simplesmente brilhando na guitarra. Greg e Zak fazem também muito bem seus papéis, proporcionando um retorno digno da banda.
Confesso, eu não estava botando muita fé nesse retorno, mas agora estou ansioso para ver o que Pete e Roger estão tramando para o novo disco do Who. Enfim, quem não tiver nada do Who ou não conhece a banda (será que isso é possível?), essa coletânea não lhe oferece muitas coisas do passado maravilhoso dos caras, mas compensa pelas duas ótimas músicas novas. Junto dela, pegue também The Ultimate Collection, a coletânea definitiva do Who. Duvido muito que, após você se deliciar com essas duas, não irá querer ir atrás do resto da discografia da banda.
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