Resenha - Holy Land - Angra
Por Donzela
Postado em 04 de dezembro de 2003
Holy Land é um álbum conceitual. Dentre os CDs do Angra, é o preferido de André Matos. Ele se destaca por conter um tema meio que regional, típico brasileiro. Para confeccionar o disco, os integrantes se enfurnaram numa fazenda no interior de São Paulo. Um dos trabalhos que mais exigiu dos integrantes, pregou baladas do Metal como Make Believe e, Notinhg to Say, além da clássica Carolina IV (na minha opinião uma dos melhores do Angra).
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Faixa 01 - Crossing: Crossing, a introdução, é a única música do CD que não é composta pelo Angra, e sim, pelo compositor italiano G.P. da Palestina.
Faixa 02 - Nothing To Say: Nothing To Say é como se fosse a Carry On do álbum Angels Cry, é uma música pesada, rápida e traz difíceis riffs de guitarra.
Faixa 03 - Silence and Distance: Essa música é inteiramente composta por André Matos. Tem o início lento apenas com um piano ao fundo, e a voz inconfundível de Matos. Repentinamente ela ganha peso e um vocal mais agressivo. Pra mim, o único problema desta música é ao refrão que tem um rítimo muito chato.
Faixa 04 – Carolina IV: Já começa chamando a atenção pelo nome, e também é um tanto redundante (faixa 4, Carolina IV). E venha a percussão e o coro formado por André Matos, Rafael Bittencourt e Kiko Loureriro, que excepcionalmente cantam em português, mas é quase que imperceptível. Logo entra o nosso querido vocalista cantando com uma entonação perfeita. Pouco tempo depois, a música se torna rápida, inciando-se com guitarras e baixo mais acelerados, e assim o refrão inesquecível. Mais ou menos no meio da música surge um rápido solo de baixo que logo é seguido por percussões mais vistosas. Assim a música segue ficando cada vez mais lenta e calma até que chegam o violino e o piano, mas logo o silêncio é quebrado pela batida forte da bateria de Ricardo Confessori e dos dinâmicos solos de Kiko e Rafael. André volta a cantar e a música se encerra com os coros e as batidas do início da música.
Faixa 05 – Holy Land: Faixa-título do álbum, é bem regional. Tem início com o piano de André tocando uma música típica de capoeira que se segue com um ótimo desempenho vocálico do músico. A faixa também segue um recurso utilizado pela banda, o que chamamos "Progressivo". Mas logo depois ela se acalma de novo, e assim se alterna mais uma vez. Seu fim se dá com tambores.
Faixa 06 – The Shaman: "Nervosinha" e rápida, com refrões rápidos. A música meio que para na metade e é inserido um trecho de uma obra retirada do álbum "Música Popular do Norte Nª4" , que se eu não me engano é de autoria de um músico regional brasileiro chamado Marcus Pereira.
Faixa 07 – Make Believe: É conhecida como uma das grandes baladas do Metal nacional e do próprio Angra. Pra se ter uma idéia do sucesso, na época produziram um clipe (que particularmente eu não gostei) e passou um número significativo de vezes na MTV Brasil. A música não é merecedora do clipe. É bem diferente das músicas compostas pela banda até o momento. Nela, André mostra que merece ser considerado um dos melhores cantores do estilo, e também desempenha um dos seus melhores falsetes.
Faixa 08 – Z.I.T.O: Existem vários boatos sobre o que quer dizer Z.I.T.O. Um dos mais interessantes que eu soube até o momento era de que Z.I.T.O seria um pacto entre os integrantes do Angra. Bem, desde a criação da música nada se soube a respeito do verdadeiro significado, que pelo ou menos tivesse vindo da boca de algum dos caras. Z.I.T.O é uma música de rítimo rápido, refrão marcante e traz um ótimo solo de guitarra.
Faixa 09 – Deep Blue: A tradução do título da música é AZUL PROFUNDO. Provavelmente refere-se ao mar... (óbvio). Também é fácil de perceber que é uma faixa progressiva. André cantando e violino e piano ao fundo. A música ganha força repentina e logo se acalma, volta a se enfurecer e se acalma de novo, desta vez com canto lírico e em seguida, ganha força e se alia á voz de Matos novamente, um solo de guitarra pra não perder o costume e se encerra calma.
Faixa 10 – Lullaby for Lúcifer: Uma música não muito demorada e sem variações. Um violão "melodramático" abre a música junto á sons de ondas e pássaros. Ela é toda calma. Uma música interessante.
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