Resenha - Rainbow Concert - Eric Clapton
Por Rodrigo de Andrade (GARRAS)
Postado em 17 de março de 2003
Entre 1972 e 1973, a carreira de Eric Clapton estava no auge, principalmente devido ao lançamento de algumas coletâneas (como Story of Eric Clapton). Porém, o guitarrista estava afastado de todas suas antigas atividades. Totalmente viciado em heroína, havia comparecido aos palcos pela última vez em agosto de 1971, no Concerto para Bangla Desh (organizado por George Harrison).
Então, Pete Townshend (do The Who) convenceu Clapton a realizar dois shows, sendo que ambos aconteceriam no mesmo dia. Apesar de estar sem banda, Eric sempre fora muito querido no cenário musical inglês (todos o consideravam, além de exímio guitarrista, uma pessoa doce e formidável) e não foi difícil mobilizar inúmeros amigos para montar um super-grupo que acompanharia o Deus da guitarra naquelas apresentações. Atendendo ao chamado, vieram membros de bandas como Traffic (Steve Winwood, Jim Capaldi) e os Faces (Ronnie Wood), entre outros músicos itinerantes de diversos grupos (Rick Grech, Rebop e Jimmy Karstein). Por 10 dias, ensaiaram o repertório na casa de Ron Wood. Havia um clima de comoção no ar. A idéia era, com os shows, juntar dinheiro suficiente para internar Clapton numa clínica de tratamento contra as drogas e salvá-lo da morte certa.
Assim, o Rainbow Theatre de Londres foi tomado por fãs e admiradores no dia 13 de janeiro de 1973. Como não podia deixar de ser, a apresentação foi um sucesso. A banda desfilou músicas pinçadas de diversas fases da carreira de Eric, além de ótimas covers, como Little Wing (de Jimi Hendrix) e After Midnight (de J.J. Cale). Teve espaço até para Pearly Queen, do Traffic (já que metade da banda estava no palco). O auge se deu exatamente à meia-noite, quando Townshend foi ovacionado por ter organizado a apresentação e, então, o super-grupo executou Crossroads (oriunda do repertório do Cream e presença obrigatória em shows de Clapton). A música de Robert Johnson narra o lendário pacto do blueseiro com o demônio, feito numa encruzilhada exatamente naquele horário.
Em setembro daquele ano, foi lançado o LP Eric Clapton’s Rainbow Concert. Porém, a bolacha continha apenas seis canções e menos de trinta minutos de boa música. Eram elas: Badge, Roll It Over, Little Wing, After Midnight, Presence Of The Lord e Pearly Queen. Para a alegria dos fãs, no dia 25 de julho de 1995 (mais de vinte anos depois da apresentação) é lançada uma edição em CD contendo nada menos que 14 faixas (74 minutos de êxtase). Então, com o show na íntegra vieram a público Layla, Blues Power, Bottle Of Red Wine, Bell Bottom Blues, Tell The Truth, Key To The Highway, Let It Rain e Crossroads.
Reza a lenda que, após o concerto, Eric teria pego todo o dinheiro e corrido para a casa do seu traficante. Pouco importa. E por mais que alguns xaropões insistam que Clapton não estava em boa forma (por estar afastado dos palcos a dois anos) ou mesmo inspirado (devido ao vício), aquele dia já entraria na história simplesmente pelo time que Pete reuniu. Um show digno de respeito.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Anika Nilles conta como se adaptou ao estilo de Neil Peart no Rush
Andreas Kisser fala sobre planos para o pós-Sepultura e novo EP
"Dias do vinil estão contados", diz site que aposta no CD como o futuro
Led Zeppelin: as 20 melhores músicas da banda em um ranking autoral comentado
Os artistas que passaram toda carreira sem fazer um único show, segundo Regis Tadeu
Dream Theater inicia tour latino-americana com show no México; confira setlist
A banda iniciante de heavy metal que tem como objetivo ser o novo Iron Maiden
A banda dos anos 80 que Pete Townshend trocaria por 150 Def Leppards
As três bandas de prog que mudaram para sobreviver ao punk, segundo o Ultimate Guitar
Pink Floyd anuncia a coletânea "8-Tracks", que inclui versão estendida de "Pigs On The Wing"
Andreas Kisser relembra quando foi chamado de vagabundo por tocar no Sepultura
O que Dave Mustaine mais sente falta de sua época no Metallica
A música que o Helloween resgatou após mais de 20 anos sem tocar ao vivo
Andreas Kisser no Metallica? Guitarrista relembra teste e recepção com limusine
Tom Morello comenta seu álbum preferido de sua "banda favorita de todos os tempos"
O rockstar que rejeitou duas vezes a Rainha Elizabeth II
Jimmy Page explica por que cada membro do Led Zeppelin tinha um símbolo

O guitarrista que entrou no lugar de Eric Clapton e não tremeu; "ele era superior aos outros"
Com brasileiros e lendas do rock, Eric Clapton anuncia cast do Crossroads Guitar Festival 2026
O maior guitarrista americano de sua geração, segundo o lendário Eric Clapton
O guitarrista que supera Eric Clapton, segundo Eddie Van Halen: "Mais suave e refinado"
10 solos lendários de guitarra que parecem fáceis - mas vai tentar tocar pra ver!
O melhor disco ao vivo de rock de todos os tempos



