Resenha - Rainbow Concert - Eric Clapton
Por Rodrigo de Andrade (GARRAS)
Postado em 17 de março de 2003
Entre 1972 e 1973, a carreira de Eric Clapton estava no auge, principalmente devido ao lançamento de algumas coletâneas (como Story of Eric Clapton). Porém, o guitarrista estava afastado de todas suas antigas atividades. Totalmente viciado em heroína, havia comparecido aos palcos pela última vez em agosto de 1971, no Concerto para Bangla Desh (organizado por George Harrison).
Então, Pete Townshend (do The Who) convenceu Clapton a realizar dois shows, sendo que ambos aconteceriam no mesmo dia. Apesar de estar sem banda, Eric sempre fora muito querido no cenário musical inglês (todos o consideravam, além de exímio guitarrista, uma pessoa doce e formidável) e não foi difícil mobilizar inúmeros amigos para montar um super-grupo que acompanharia o Deus da guitarra naquelas apresentações. Atendendo ao chamado, vieram membros de bandas como Traffic (Steve Winwood, Jim Capaldi) e os Faces (Ronnie Wood), entre outros músicos itinerantes de diversos grupos (Rick Grech, Rebop e Jimmy Karstein). Por 10 dias, ensaiaram o repertório na casa de Ron Wood. Havia um clima de comoção no ar. A idéia era, com os shows, juntar dinheiro suficiente para internar Clapton numa clínica de tratamento contra as drogas e salvá-lo da morte certa.
Rogerio Antonio dos Anjos | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Gustavo Anunciação Lenza | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Assim, o Rainbow Theatre de Londres foi tomado por fãs e admiradores no dia 13 de janeiro de 1973. Como não podia deixar de ser, a apresentação foi um sucesso. A banda desfilou músicas pinçadas de diversas fases da carreira de Eric, além de ótimas covers, como Little Wing (de Jimi Hendrix) e After Midnight (de J.J. Cale). Teve espaço até para Pearly Queen, do Traffic (já que metade da banda estava no palco). O auge se deu exatamente à meia-noite, quando Townshend foi ovacionado por ter organizado a apresentação e, então, o super-grupo executou Crossroads (oriunda do repertório do Cream e presença obrigatória em shows de Clapton). A música de Robert Johnson narra o lendário pacto do blueseiro com o demônio, feito numa encruzilhada exatamente naquele horário.
Em setembro daquele ano, foi lançado o LP Eric Clapton’s Rainbow Concert. Porém, a bolacha continha apenas seis canções e menos de trinta minutos de boa música. Eram elas: Badge, Roll It Over, Little Wing, After Midnight, Presence Of The Lord e Pearly Queen. Para a alegria dos fãs, no dia 25 de julho de 1995 (mais de vinte anos depois da apresentação) é lançada uma edição em CD contendo nada menos que 14 faixas (74 minutos de êxtase). Então, com o show na íntegra vieram a público Layla, Blues Power, Bottle Of Red Wine, Bell Bottom Blues, Tell The Truth, Key To The Highway, Let It Rain e Crossroads.
Reza a lenda que, após o concerto, Eric teria pego todo o dinheiro e corrido para a casa do seu traficante. Pouco importa. E por mais que alguns xaropões insistam que Clapton não estava em boa forma (por estar afastado dos palcos a dois anos) ou mesmo inspirado (devido ao vício), aquele dia já entraria na história simplesmente pelo time que Pete reuniu. Um show digno de respeito.
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



As duas bandas de metal que James Hetfield não suporta: "Meio cartunesco"
Os dois melhores álbuns dos anos 1970, segundo David Gilmour
10 bandas de rock que já deveriam ter se aposentado, segundo o Guitars & Hearts
As 20 melhores músicas do Iron Maiden segundo o WatchMojo.com
Tarja Turunen aposenta de vez o salto alto nos shows
Quando Ritchie Blackmore falou merda e perdeu a amizade de um rockstar maior que ele
A música de 1969 que mudou a vida de Slash - e ajudou a moldar o hard rock moderno
Biff Byford afirma que novo disco do Saxon será lançado em janeiro de 2027
Dragonforce faz primeiro show com Alissa White-Gluz; veja os vídeos
A melhor música do Nightwish, segundo leitores da Metal Hammer
"O cara pirou?"; quando o pessoal do Led duvidou da sanidade de Page ao montar um clássico
O álbum dos anos 1990 que Mick Jagger considera perfeito: "Cada faixa é um nocaute"
O melhor integrante dos Beatles de todos os tempos, segundo Roger Waters
Os astros do rock nacional que contribuíram com disco de Xuxa
Woodstock Rock Store dá importante passo para se tornar patrimônio cultural de São Paulo
Slash: Alucinações, sexo, dinheiro e armas de fogo no auge do vício
Venom compartilha foto de bar brasileiro pintado com a icônica capa do disco Black Metal
Quais são os rockstars mais chatos do mundo?

Fã joga disco em Eric Clapton e ele abandona show na Espanha
A música de Brian May que Eric Clapton achou horrível: "Me enviaram e fiquei insultado"
A atitude de Eric Clapton que Neil Young não gostou e escreveu música a respeito
O disco onde Eric Clapton deixou o heavy metal para trás; "não vão ter mais isso de mim"
6 solos de guitarra tão fabulosos que nem precisariam da canção onde estão
O melhor solo de guitarra de todos os tempos, segundo Eric Clapton
Os artistas que foram induzidos mais de uma vez ao Rock and Roll Hall of Fame
