No começo era o riff; E no começo do riff era o Sabbath...

Resenha - Paranoid - Black Sabbath

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Por Raul Branco
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No começo era o riff. E no começo do riff era o Black Sabbath.

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Depois de uma estréia brilhante com o disco ”Black Sabbath“ (ao menos para o público - a crítica da época odiou, apesar de ter alcançado o Top Ten), Tony Iommi (guitarra), Ozzy Osborne (vocais), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) compuseram um time vencedor de canções que formariam um segundo álbum com mais esmero e com muito mais peso, produzido por Roger Bain.

A obra que se tornaria um referencial para diversas gerações de músicos foi batizada ”Paranoid“ em substituição ao título original, ”War Pigs“, censura motivada pela possível relação com a Guerra do Vietnã. Suas oito faixas dinamitam o ouvinte com riffs violentos de guitarra e baixo, pratos estourando para todos os lados; fundindo esta pedrada toda, a voz inconfundível de Ozzy Osbourne, cujos vocais parecem sempre estar neste disco beirando a histeria e a paranóia.

O disco abre com ”War Pigs“, já dando uma mostra (e que mostra!) do que vem pela frente: a guitarra Gibson SG de Iommi distorcida, o baixo Fender de Butler estalando e a bateria de Ward marcando os tempos fortes, com uma sirene cortando seus ouvidos ao fundo. Depois que Ozzy começa a cantar, a música explode por quase oito minutos, até acabar numa distorção generalizada. Em seguida, a faixa título, ”Paranoid“, um das mais famosas de toda a carreira do Sabbath, que pode ser vista às vezes num clip psicodélico na MTV. Confesse: você não sente um arrepio quando Ozzy grita : ”Can you help me?“.

”Planet Caravan“, a terceira faixa, a mais ”suave“ do disco, tem um arranjo que parece saído da cabeça dos Mutantes e Rogério Duprat. É a pausa que você necessita para agüentar o que vem pela frente, e o que vem são jóias intituladas ”Iron Man“, ”Electric Funeral“, ”Hand of Doom“, ”Rat Salad“ e ”Fairies Wear Boots“.

Quem ouviu ”Paranoid“ na época em que foi lançado (1970) e quem ouve hoje pela primeira vez, percebe de cara o quanto este quarteto estava afinado entre si.

Se a capa de ”Paranoid“ não é lá uma obra prima, com aquele cruzamento bizarro de motoqueiro/super-herói/guerreiro saindo de trás de uma árvore à noite, te ”ameaçando“ com um sabre na mão esquerda (referência ao canhoto Tony Iommi?) o selo original da Vertigo era uma viagem, que infelizmente se perdeu ao ser lançado em CD.

Não vai ser de estranhar se mais álbuns do Black Sabbath ainda aparecerecerem nesta Discografia Básica (como já foi o caso de “Master of Reality”), mas com certeza nenhum outro foi mais influente e tão formador de um estilo do que ”Paranoid“.

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