Resenha - Marcas de um Tempo - Stauros
Por Maurício Gomes Angelo
Postado em 19 de outubro de 2003
Nota: 7 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Depois de dois ótimos álbuns(Seaquake e Adrift) e da segunda mudança de formação com a entrada de Edinho na bateria, de Elias Vasconcelos no baixo e a volta de Celso de Freyn no vocal, o Stauros lança este EP a título de apresentação da nova formação.
Stauros - Mais Novidades
A julgar pela capa, a mais bonita da história da banda na minha opinião, o trabalho já começa muito bem.
A prometida volta ás raízes foi cumprida. Os "ecos" do clássico O Sentido da Vida são inevitáveis. Mas este novo Stauros não é apenas uma repetição do que eles haviam feito no passado.
Alessandro e Renatinho, a dupla de guitarristas, continuam ótimos, executando um bom heavy tradicional de melodias e arranjos cuidadosos com letras em português, que estão de volta, aproveitando o potencial de Celso.
A bateria de Edinho apresenta-se apenas correta e reservada durante o álbum, não permitindo uma avaliação mais completa, mas cumpre bem o seu papel.
Elias Vasconcelos, advindo da banda thrash Deliver, já ocupa destaque no grupo, mostra que o Stauros não perdeu muito em termos de baixo, salientando que ele ainda não mostrou 50% do que sabe, espero que ocupe um papel ainda mais preponderante na banda, podendo desfilar todo seu peso e técnica.
Celso de Freyn, o aclamado vocalista, não mudou muito, talvez com linhas vocais um pouco mais melódicas e delineadas, menos agressivas.
Conflitos Mortais, que abre o EP, é de cara a melhor composição, a mais pesada e mais técnica, a atuação mais heavy das guitarras, faz a alegria dos headbangers fãs da banda.
Cidade sem Luz mostra que apesar das declarações de que iriam diminuir a progressividade em sua música, essa característica apresenta-se muito forte nesta composição, com bom peso, temos a música mais trabalhada do álbum.
A faixa título, uma balada, tem violões dobrados e uma bela atuação de Celso, mas não chega a ser clássica.
Além do Véu, mostra a velha característica da banda em criar composições que começam lentas e cadenciadas, e explodem em peso e melodia, balanceando as duas partes, também convence.
As letras, todas de autoria de Celso, mais uma vez mostram a mensagem com inteligência que o Stauros sempre propagou, é bom que continue assim.
Marcas de um Tempo, excetuando a semelhança inevitável com O Sentido da Vida, deixa um bom aperitivo para os fãs.
Mas o peso, a agressividade, a velocidade e a maior ênfase nas guitarras foram diminuídas e/ou deixados um pouco de lado, o que não me agrada.
O EP apresenta boas composições, mas ainda falta aquele "punch", aquela pegada forte de melodias bombásticas que fez o Stauros estar onde está. Espero que eles possam aumentar o volume dos amplificadores, mandar power chords em profusão e desferir solos pesados, técnicos e agressivos. Com isso, não teria medo em afirmar que o próximo full lenght da banda seria mais um clássico do white metal brasileiro.
Eles sabem onde pisam, tem segurança de si, e tem muita competência para fazer o que quiserem, tem um belo grupo e um ótimo vocalista, tudo para crescer ainda mais e continuar sua trajetória de sucesso. Que a veia heavy metal esteja em maior evidência do que nunca durante a composição do próximo álbum, e que venha o dito cujo!
Line – Up:
Celso (vocal)
Alessandro (guitarra)
Renatinho (guitarra)
Elias Vasconcelos (baixo)
Edinho (bateria)
Tempo Total: 19:35 min.
Site Oficial: www.stauros.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
As Cinco Melhores Músicas de Andre Matos - Parte 1
Bruce Dickinson diz que prefere gravar novo álbum do Iron Maiden a fazer outra turnê
Após mais de três décadas, vocalista e ex-guitarrista do Saxon fazem as pazes
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
A banda dos anos 2000 que mais orgulhava Geddy Lee por seguir os passos do Rush
Especialista em ópera provoca fãs do Nightwish e coloca Tarja acima de Floor no canto lírico
Fernando Ribeiro cita Bolsonaro e Trump como exemplos de afastamento de Deus
As 10 bandas geniais que o metal esqueceu e não valorizou, segundo youtuber
Alissa White-Gluz descreve esforço "desafiador" de cantar no Dragonforce
5 clássicos do rock nacional que passam de 7 minutos de duração
O álbum do Slayer que merece ser redescoberto, segundo a Kerrang
A banda gigante do rock que Ritchie Blackmore disse que nunca conseguiu gostar
O músico que voltou do fundo do poço para salvar o Red Hot Chili Peppers
Os melhores álbuns de todos os tempos, segundo Eric Martin, do Mr. Big
Classic Rock: os 50 maiores álbuns de rock progressivo
Fotos de Infância: Arch Enemy
Rush: a música absurdamente difícil que eles gravaram num único take


"MI'RAJ" - quando Edu Falaschi troca a velocidade pela emoção e encerra trilogia com maturidade
A Lapidação da alma: O triunfo conceitual do Big Big Train em "Woodcut"
HellLight - Reafirmando seu espaço entre os melhores da safra do gênero.
"Betrayed By Obedience", do Infected Cells, é death metal bruto, técnico e direto
Há 40 anos o Queen lançava "A Kind of Magic", álbum que marcou a despedida de Freddie dos palcos
Michael Jackson - "Thriller" é clássico. Mas é mesmo uma obra-prima?
Iron Maiden: Virtual XI não é nem oito, nem oitenta



