Resenha - Move - Freak Kitchen
Por Thiago Sarkis
Postado em 16 de março de 2003
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Por mais que 90% das rádios e televisões tentem nos provar o contrário, tenha a certeza de que em termos de rock e metal, passamos por um momento fantástico, sem precedentes. A quantidade de conjuntos de altíssima qualidade é impressionante e em fases assim, o ápice surge quando os ouvidos se aguçam e reagem às ondas sonoras como possibilidades de mudanças radicais, numa absurda originalidade. É o sinal dos grandes expoentes que deixarão para gerações futuras as marcas desta época fecunda. "Move", o novo e melhor trabalho do Freak Kitchen, é um exemplo deste ‘escrito que não se apaga’.

Da antiga formação restou apenas o líder e idealizador do projeto, o genial Mattias IA Eklundh. Acompanhando-o agora estão os excelentes Christer Örtefors e Björn Fryklund, no baixo e na bateria respectivamente.
Um freak trio que alcançou um dos propósitos mais almejados por qualquer banda: impor uma sonoridade própria e destacável. Repletos de influências, eles souberam maravilhosamente desorganizá-las e alcançaram a unicidade de um camaleão. Mudam as cores, mantêm-se os mesmos, e não se repetem. É ouvir pra crer.
A figura principal é IA Eklundh, quem definitivamente criou uma nova via, numa revolução silenciosa tanto no toque da guitarra, quanto em seu som. Porém, o silêncio deve cessar em breve. Pessoas como Steve Vai já vislumbram a majestade do virtuose sueco.
Com letras fortíssimas, implicadas em contestações a ordens políticas e questões sociais, músicas como "Propaganda Pie", "Humiliation Song", "Razor Flowers" e "Maggots Of Corruption" são chocantes por melodias soberbas no baixo, temas de guitarra permeando a selvageria de Zakk Wylde (dez vezes mais técnico), o experimentalismo e humor de Frank Zappa, e solos inimagináveis, funcionando numa mente ultra-ativa, efervescente, convulsiva, desafiadora de ‘leis’ e criações anteriores.
"Move" é um disco genioso e genial, seja qual for o aspecto analisado. E mesmo assim, bem acessível e capaz de barrar e talvez até invadir o poderio indutivo e certamente mal-intencionado de boa parte dos meios televisivos e radiofônicos.
Site Oficial: http://www.freakkitchen.com
Formação:
Mattias IA Eklundh (Vocais – Guitarras)
Christer Örtefors (Baixo – Backing Vocals – Vocais principais em "Razor Flowers")
Björn Fryklund (Bateria – Percussão)
Material cedido por:
Thunderstruck Productions - http://www.thunderstruck.net
TSP BOX 474, 6000
KOLDING, DENMARK
Email: [email protected]
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O brasileiro que andou várias vezes no avião do Iron Maiden: "Os caras são gente boa"
As Obras Primas do Rock Nacional de acordo com Regis Tadeu
Os 11 melhores álbuns conceituais de metal progressivo, segundo a Loudwire
Vídeo de 1969 mostra Os Mutantes (com Rita Lee) tocando "A Day in the Life", dos Beatles
Morre Bob "Bobby" Weir, cofundador do Grateful Dead, aos 78 anos
Os clássicos do rock que estão entre as músicas preferidas de Carlo Ancelotti
O guitarrista favorito de todos os tempos de James Hetfield do Metallica
O clássico do rock que mostra por que é importante ler a letra de uma música
Sebastian Bach reafirma ter sido convidado para se juntar ao Mötley Crüe
O episódio que marcou o primeiro contato de Bruce Dickinson com "Stargazer", do Rainbow
As bandas de heavy metal favoritas de Rob Halford do Judas Priest, segundo o próprio
A sumidade do rock nacional que expulsou Lobão de seu álbum solo
O conselho do pai de Steve Harris que o baixista preferiu ignorar
A música do Metallica que Kirk Hammett quer deixar como lembrança de sua obra como guitarrista
O disco em que o Dream Theater decidiu escrever músicas curtas
O disco pouco conhecido do Pink Floyd que traz um personagem da Marvel na capa
A banda que Mustaine queria levar aos EUA para abrir shows do Megadeth (e nunca conseguiu)
O maior guitarrista de hard rock de todos os tempos, segundo Tom Morello

Com "Brotherhood", o FM escreveu um novo capítulo do AOR
Anguish Project mergulha no abismo do inconsciente com o técnico e visceral "Mischance Control"
Motorjesus pisa fundo no acelerador, engata a quinta e atropela tudo em "Streets Of Fire"
Metallica: "Load" não é um álbum ruim e crucificável
Black Sabbath: Born Again é um álbum injustiçado?



