Resenha - Plague - Demon

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Por Rodolfo Laterza
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Em seu 3º álbum, lançado em 1983, Demon mantém a mesma formação do badalado The Unexpected Guest, mudando porém sua temática substancialmente, ao tentar trilhar por um formato mais melodioso e pretensiosamente sinfônico, com a incorporação de teclados em sua base musical. A faixa-título, como introdução, já apresenta ao ouvinte uma diferença clara frente aos trabalhos anteriores – uma exótica combinação estrutural entre as singularidades do metal tradicional com passagens de teclado e refrões que distantemente remontam às fases iniciais do Marillion e oitentistas do Rush. O segundo título – Nowhere to Run – apresenta um timbre de teclado típico dos mini-moogs exultados nos anos 80, novamente mesclado com a crueza tradicional do metal relacionado ao grupo. Fever in the City, vindo logo a seguir, expõe ainda mais a reviravolta "evolutiva" frente a proposta inicial da banda: passagens reflexivas acentuadas de forma prevalente por teclados, induzidas por uma interpretação bonita, mas pouco compatível com a temática do Demon, certamente surpreendem os fãs bem impressionados com os álbuns iniciais.

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Temas como Blackheath intro e The only sane man expõem uma musicalidade mais acessível ao público além das fronteiras do metal, embora alguns possam interpretar essa suavização como evolução, enquanto que The Writings on the Wall preserva as raízes temáticas do grupo. Entretanto, tal intuito mostrou-se errático, não pela tentativa de experimentação apresentada, mas pela incompatibilidade com tudo que o grupo até então representava, o que na época prejudicou a base de apoio e fidelidade da banda, conquistada nos ( excelentes ) álbuns predecessores. Toda ousadia é louvável, desde que não gere incongruências ou pretensões por demais destoantes da integridade original de um trabalho. A versão nacional, é apresentada em formato duplo, com gravações originais das músicas apresentadas neste álbum – The Plague, Nowwhere to Run, Fever In The city, Blackheath, The Writings on the Wall, The Only Sane Man, a Step too far.

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