Resenha - Porno Church Of The Ugly Man - Kanary

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Thiago Sarkis
Enviar correções  |  Ver Acessos

Nota: 8


A capa com os desenhos de cada um dos integrantes, o encarte, o nome das músicas e do álbum, a parte de trás do CD, a foto do grupo ao vivo, com aquelas roupas e cabelos espalhafatosos, não me deixavam mudar a primeira impressão de que o Kanary se tratava de mais uma banda de punk glam típica, com todos os clichês possíveis. Porém, desde a primeira música já se pode notar que as coisas não são bem assim.

Como batizar a criança: os nomes de bandas mais estúpidosOs mais feios: Gene Simmons, Lemmy Kilmister, Alex Van Halen...

A banda, liderada pela vocalista/guitarrista Leslie Knauer, realmente tem diversas influências de punk e não as omite em momento algum. No entanto, as faixas vão passando e deixando amostras de outras influências e idéias, que impossibilitam enquadrar o Kanary como uma banda típica deste estilo. Existem vários toques de pop, hard rock, blues e country, que ficam mais evidentes a partir da quinta faixa, "It's Not Ez To Be Me". Esse influxo de outros ramos musicais são facilmente compreensíveis, já que os membros do grupo vêm de conjuntos de estilos bem diferentes. Leslie tocou com o Promises e também com o Precious Metal, famosa banda de garotas dos anos 80. O baterista, Tony Matteucci, já acompanhou Paul Shortino (ex-Quiet Riot) e a baixista, Mary Kay, tocava com os punks do Attack.

"After", "Party At My House", "Lost Weekend", facilmente entre as três melhores faixas do disco, têm, características semelhantes. Letras diretas, com vocais e linhas de baixo bem marcantes. Porém, há uma grande diferença no direcionamento musical adotado em cada uma dessas composições, que são um ótimo exemplo de como funciona o Kanary.

Como destaque, a boa atuação de Mary Kay, com boas linhas de baixo e os vocais de Leslie Knauer, vezes mais intensos, vezes mais calmo, e sempre passando a impressão de ser uma espécie de Dolores O' Riordan (Cranberries) em um segmento mais pesado.

"Porno Church Of The Ugly Man" sai do convencional e é um trabalho muito indicado para pessoas que estejam dispostas a experiências diferentes dentro do rock.

Site Oficial - http://www.rocketcityrecords.com/kanary

Leslie Knauer (Vocais & Guitarras)
Mary Kay (Baixo & Backing Vocals)
Tony Matteucci (Bateria)



GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Denuncie os que quebram estas regras e ajude a manter este espaço limpo.


Todas as matérias da seção Resenhas de CDs e DVDsTodas as matérias sobre "Kanary"


Como batizar a criança: os nomes de bandas mais estúpidosComo batizar a criança
Os nomes de bandas mais estúpidos

Os mais feios: Gene Simmons, Lemmy Kilmister, Alex Van Halen...Os mais feios
Gene Simmons, Lemmy Kilmister, Alex Van Halen...

Trues quase infartaram: Obituary mitou ao lado de Joelma e ChimbinhaTrues quase infartaram
Obituary mitou ao lado de Joelma e Chimbinha

Guns N' Roses: a história da saída de cada integranteGuns N' Roses
A história da saída de cada integrante

Notas altas: as dez mais impressionantes do Heavy MetalNotas altas
As dez mais impressionantes do Heavy Metal

Velvet Revolver: guitarrista explica por que demitiram ScottVelvet Revolver
Guitarrista explica por que demitiram Scott

Dave Grohl: o que ele pensou no dia seguinte à morte de Kurt Cobain?Dave Grohl
O que ele pensou no dia seguinte à morte de Kurt Cobain?


Sobre Thiago Sarkis

Thiago Sarkis: Colaborador do Whiplash!, iniciou sua trajetória no Rock ainda novo, convivendo com a explosão da cena nacional. Partiu então para Van Halen, Metallica, Dire Straits, Megadeth. Começou a redigir no próprio Whiplash! e tornou-se, posteriormente, correspondente internacional das revistas RSJ (Índia - foto ao lado), Popular 1 (Espanha), Spark (República Tcheca), PainKiller (China), Rock Hard (Grécia), Rock Express (ex-Iugoslávia), entre outras. Teve seus textos veiculados em 35 países e, no Brasil, escreveu para Comando Rock, Disconnected, [] Zero, Roadie Crew, Valhalla.

Mais matérias de Thiago Sarkis no Whiplash.Net.