Resenha - Unweaving the Rainbow - Frameshift

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Por Daniel Dutra
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8


(Hellion - nacional)

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Projeto capitaneado pelo multiinstrumentista Henning Pauly, o Frameshift aposta na fusão entre o heavy metal e o rock progressivo e ganha pontos justamente por ter muito mais do segundo estilo. Isso porque os grupos tradicionais de prog metal têm muito mais peso e o que encontramos aqui não deixa de ser uma fuga. Em comum a muitas obras do gênero há o fato de o disco de estréia, Unweaving the Rainbow, ser conceitual.

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As letras são baseadas nos livros de Richard Dawkins, que segue os passos do cientista inglês Charles Darwin (1809-1882) e sua Teoria da Evolução pela seleção natural. Mas como isso aqui não é aula de biologia, vamos à música. Para dar vida às 15 faixas do CD, Pauly assumiu quase todas as guitarras, baixos e teclados - Nick Guadagnoli (guitarra e baixo) e Shawn Gordon (teclados) aparecem vez ou outra - e contou com a ajuda do eficiente batera Eddie Marvin e do vocalista James LaBrie, do Dream Theater.

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Pronto, aí está o maior atrativo do álbum e ao mesmo tempo um de seus pontos fracos. Above the Grass - Part 1 é a introdução a violão e voz e, sem querer parecer implicante, alguém ainda tem paciência para as interpretações melosas de LaBrie? Ele quase consegue estragar River out of Eden, que lembra o lado mais pop do Dream Theater, mas a música é bonita e se livra de ficar no grupo das faixas que são boas, mas que estão em segundo plano. Caso de La Mer, Walking Through Genetic Space e Cultural Genetics - e curiosamente esta última tem as partes mais pesadas do disco.

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Como não é sempre que LaBrie soa como o ex-RPM Paulo Ricardo, dá para saborear bem o que há de legal no disco. A animada The Gene Machine, Message from the Mountain, a bonita Origins and Miracles e Your Eyes, cujos primeiros segundo lembram a belíssima Iris, do Goo Goo Dolls. Mesmo Above the Grass - Part 2, que de "reprise" só tem o vocal enjoativo de LaBrie, é muito bacana. Maior e mais progressiva, com um melhor momento acústico e um belo solo.

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Claro, um trabalho com quase 1h20min de duração deve ter seus melhores momentos e, mais ainda, seu destaque absoluto. No primeiro grupo, encontramos as ótimas Spiders, com boas quebradas de andamento a cargo de Marvin e um bom jogo de vozes; Nice Guys Finish First, numa levada contagiante e backing vocals à Queen; Off the Ground, em que chamam a atenção a linha de baixo e a influência de Marillion; e Bats, cujo instrumental ganhou bastante com o solo de saxofone de Steve Katsikas.

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No topo do pódio, a excelente Arms Races, canção menos acessível de Unweaving the Rainbow. Instrumental perfeito e com muitas mudanças de tempo, sem traço algum de auto-indulgência. Apenas música feita por quem sabe tocar e caprichou na hora de compor. Ou seja, para quem pode e não para quem quer.

Hellion Records: www.hellionrecords.com.br

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