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Metallica: todos os álbuns da banda, do pior para o melhor

Por Mateus Ribeiro
Postado em 29 de dezembro de 2019

Não é segredo para ninguém que o Metallica é, foi e sempre será uma das maiores bandas de heavy metal que pisou no Planeta Terra. Apesar das (muitas) derrapadas que deram ao longo de sua enorme carreira, James Hetfield e sua turma são donos de um legado que nem o abominável "St. Anger" conseguiu apagar.

Foto: Site Oficial - Ross Halfin
Foto: Site Oficial - Ross Halfin

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Durante os quase 40 anos de carreira, o grupo lançou discos que se tornaram obras-primas necessárias não apenas para fãs de música pesada, mas para qualquer pessoa que goste de música de qualidade. Agradando e desagradando gregos e troianos na mesma proporção, o Metallica construiu uma trajetória sólida, cheia de altos e baixos.

Confira abaixo, os álbuns da banda, do pior para o melhor. Lembrando que: a lista é pessoal, portanto, qualquer reclamação, basta fazer a sua, e nela, você pode fazer as suas escolhas da maneira que achar melhor.

"St. Anger" (2003): não precisa ser muito esperto para saber que "St. Anger" é não apenas o pior álbum do Metallica, mas talvez, o maior fiasco da história da música pesada. Além das composições fracas, a produção horripilante colaborou com a péssima repercussão gerada pelo disco, que é odiado por dez entre dez fãs da banda.

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A banda resolveu apostar em um som mais moderno, com algumas pitadas do controverso new metal, o que não deu muito certo. Até existe uma tentativa de se colocar peso em algumas músicas, mas o resultado final é vergonhoso. Sem contar a falta de solos de guitarra, o que acabou incomodando algumas pessoas.

"ReLoad" (1997): sem sombra de dúvidas, um dos discos menos inspirados da banda, que naqueles dias, passava por um período turbulento, já que havia mudado radicalmente o seu som, passando do heavy metal apresentado em "Metallica" para o rock alternativo de "Load".

Como o nome sugere, "Reload" é uma espécie de "sobras" de estúdio de "Load". E bem, se o time titular já não é exatamente uma beleza, o reserva, então...

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Seja como for, algumas músicas acabam se salvando, casos de "Unforgiven II", "Devil´s Dance", "Bad Seed", "The Memory Remains" e "Fuel".

"Hardwired... to Self-Destruct" (2016): apesar de toda a hype gerada em cima de "Hardwired... to Self-Destruct", é fato que após a presepada cometida em "St. Anger", o Metallica mostrou que a criatividade já estava passando longe da banda.

Depois do bom "Death Magnetic", os fãs esperaram oito anos por um disco que apesar de ter vendido bem, é extremamente enjoativo, e passa a impressão de que não tem algumas características fundamentais para se fazer música pesada: sangue e alma.

Mesmo assim, não é tão tenebroso quanto "St. Anger" ou "ReLoad".

"Death Magnetic" (2008): longe de ser um disco que mereça ser cultuado, "Death Magnetic" foi uma boa volta por cima depois de "St. Anger".

O disco traz músicas longas, bem construídas e com bastante melodia (algo que havia ficado de fora no lançamento anterior). Temas como "The Unforgiven III", "The Day That Never Comes", "That Was Just Your Life", "All Nightmare Long" e "The End Of The Line" mostraram que apesar de todos os erros de percurso, o Metallica ainda tinha (alguma) lenha para queimar.

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"Load" (1996): um tanto quanto injustiçado, foi o disco que os fãs começaram a virar as costas para a banda. Investindo em músicas mais alternativas, acessíveis e modernas (algo que já estava sendo feito em "Metallica", é bom ressaltar), "Load" se tornou o início do fim para muitos fãs.

Apesar de todo o barulho causado pela mudança de visual e de direcionamento musical, "Load" tem músicas que realmente são ótimas e pesadas, apenas não são thrash metal. Algumas composições de fato são bem contestáveis, mas "Until Il Sleeps", "King Nothing", 'Hero Of The Day", "Ain´t My Bitch", "Bleeding Me" e "Cure" são bem autênticas e agradáveis.

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Caso fosse um álbum de outra banda, seria alvo de muitos elogios. Porém, como o lado "true metal" do headbanger o impede de gostar de coisas diferentes, "Load" se tornou um patinho feio.

"...And Justice For All" (1988): depois da trágica morte do baixista Cliff Burton (substituído pelo excelente Jason Newsted), o Metallica precisava se reinventar. E isso foi muito bem feito no quarto álbum de estúdio, que é, de longe, o mais complexo já lançado pela banda.

Rápido, pesado, intrincado e dominado por um clima sombrio, o maduro "...And Justice For All" peca apenas pela produção, que além de não ser das melhores, tornou o baixo inaudível. Mesmo com esse problema, o disco chama a atenção por TODAS as suas faixas, com destaque para "Blackened", "One", "...And Justice For All", a linda "To Live Is To Die" e "Harvester Of Sorrow".

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"Kill 'Em All" (1983): o primeiro álbum do Metallica mostrou ao mundo o poder dos quatro cavaleiros do apocalipse. Do primeiro ao último riff, "Kill 'Em All" é uma aula do que passou a ser conhecido anos depois por thrash metal, um dos estilos mais agressivos, sujos e rápidos do metal.

Faixas como "The Four Horsemen", "Motorbreath", "Jump In The Fire", "Whiplash", "Hit The Lights", "Metal Militia" e "Seek & Destroy" são verdadeiros hinos do thrash metal até os dias de hoje.

"Metallica" (1991): o disco que fez o Metallica se tornar um fenômeno do mainstream, ao mesmo tempo que desagradou os fãs mais antigos. Músicas como "Enter Sandman", "Sad But True", "The Unforgiven", "Wherever I May Roam" e "The God That Failed" fizeram com que o metal chegasse até o público que não conhecia o estilo.

Apesar de não ser exatamente um disco de thrash metal, o disco que leva o nome da banda traz consigo bastante peso, porém, com menos velocidade. Além de ser um dos lançamentos mais épicos e cultuados da música pesada, até hoje continua sendo um dos discos de metal mais vendidos em todos os tempos.

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"Ride the Lightning" (1984): após o barulho gigantesco causado pelo seu primeiro disco, o Metallica resolveu unir o peso e a velocidade com doses de melodia, o que resultou no ótimo "Ride the Lightning".

Esses toques de melodia podem ser notados na primeira balada da banda, a ótima "Fade To Black" e em "Escape". Além dessas duas ótimas composições, o disco traz a violenta "Fight Fire With Fire", que faz companhia para as clássicas "For Whom The Bell Tolls" e "Creeping Death". A maravilhosa instrumental "The Call of Ktulu", a faixa-título e "Trapped Under Ice" completam essa obra essencial na discografia de qualquer headbanger.

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"Master Of Puppets" (1986): um dos maiores discos de heavy metal em todos os tempos. As músicas são sólidas como uma parede, mostrando uma evolução absurda em relação ao primeiro disco, lançado apenas três anos antes.

Em seu terceiro trabalho de estúdio, o Metallica aliou o peso, melodia e agressividade com técnica e letras muito bem elaboradas, tratando de temas como a insanidade, falsos profetas, guerra e como a dependência de substâncias químicas destrói a vida do ser humano.

Não há uma música ruim no álbum, e mesmo que todas mereçam destaque, o seu ponto alto é "Master Of Puppets", que é não apenas a música mais emblemática do Metallica, mas também uma das maiores bandeiras do thrash metal.

Observações: discos ao vivo, de covers ou em colaboração com outros músicos não foram considerados.

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Sobre Mateus Ribeiro

Fã de Ramones, In Flames e Soilwork. Ouve (quase) tudo, desde rock clássico até black metal.
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