Paul McCartney: a máquina do tempo e as canções que não voltam mais

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Por Roberto Schiavon
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Em 21 de abril de 1990, assisti meu primeiro show do Paul McCartney, no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Na ocasião, havia 184 mil espectadores no estádio, o que colocaria a apresentação no Guinness Book como a de maior plateia em todos os tempos, para shows únicos, sem outros artistas no evento.

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Naquela noite, eu tinha 18 anos e Paul tinha 47, um a mais do que eu tenho hoje. Aquela era a primeira turnê de Paul McCartney em muitos anos e ainda preservo o recorte de jornal com uma matéria publicada em 1989, quando Paul deu entrevista divulgando que sairia em turnê e que, pela primeira vez, incluiria a América do Sul em seus planos.

Foram meses me preparando para o show, até descobrir que ele faria apenas duas apresentações no Rio de Janeiro, e eu morava na época entre Araraquara, cidade do interior de São Paulo, e a capital São Paulo, onde estava hospedado na casa do meu irmão mais velho, Walney, enquanto procurava uma casa para morar em São Bernardo do Campo, onde estudava.

Aliás, meu irmão foi importante para os preparativos para o show, pois foi beatlemaníaco na década de 60 e tinha em casa diversas raridades dos Beatles e da carreira solo de Paul, as quais ouvi por semanas a fio antes de ir para o Rio. A própria viagem para o Rio de Janeiro só foi possível porque ele pagou minhas despesas. “Eu não vou ao show, porque tenho medo de ter um ataque do coração. É muito forte pra mim. Você vai em meu lugar”, me disse ele, na época.

Depois que assisti ao show no Rio, entendi melhor o que meu irmão quis dizer. Eu, que sou jornalista e sempre gostei de escrever, passei muito tempo tentando colocar no papel uma resenha sobre aquela noite. Nunca consegui. As palavras escolhidas sempre estavam aquém do que eu senti naquelas três horas de apresentação de Paul McCartney no Rio de Janeiro.

Depois de muitos anos sem retornar ao Brasil, Paul fez outras quatro turnês, em 2010, 2013, 2014, e agora em 2017. Fui em um show de cada uma dessas turnês. Chorei em todos. E não chorei pouco. O show de Paul McCartney é uma experiência pessoal, desperta diversas emoções, como a música em geral, que tem um grande poder de nos transportar no tempo.
Aqueles que amam os Beatles e sabem o significado de tudo o que esse monumental músico realizou ao longo de sua carreira, não conseguem encarar uma apresentação de Paul como “mais um show”. Por isso a eletricidade no ar, o clima de celebração, os olhos lacrimejantes e os sorrisos nos rostos.

O show de Paul McCartney me transporta para um tempo bom, quando estava com meus oito ou nove anos de idade, uma época de novidades, de descoberta da música. Um tempo de inocência, em que meu espírito ainda estava intacto, pois não havia sido testado por tanta vida que viria nas décadas seguintes. E sei que cada um da plateia se sente mais ou mesmo da mesma forma.

Hoje tenho mais idade do que meu irmão tinha em 1990, quando resolveu abrir mão do primeiro show de Paul no Brasil, em nome de sua saúde. Em alguns momentos da apresentação que assisti agora em outubro, na sua mais recente passagem pelo país, foram tantas as recordações que povoaram minha cabeça, que cheguei a pensar se Walney não estaria com a razão.

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Sobre Roberto Schiavon

Roberto Schiavon é jornalista, ouvinte de música e toca bateria nas horas vagas. Entre as bandas que ama estão Beatles, Rush, AC/DC, Led Zeppelin, Iron Maiden, Deep Purple e Saxon.

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