Pantera: 25 anos do mais refinado poder
Por João Fernandes
Postado em 25 de fevereiro de 2017
Em 25 de Fevereiro de 1992 era editado um dos mais emblemáticos álbuns de metal da história: "Vulgar Display Of Power".
Em uma entrevista do final dos anos 1991, Philip Hansen Anselmo afirma que o Pantera buscava um som com muita energia e agressão, literalmente um soco na cara. A capa do álbum indicava algo poderoso. E conseguiram. Como classificar um som que parecia uma motoserra desgovernada? Há canções com palhetadas típicas do metal (Regular People), ora downstrokes ou alternate picking (A New Level) aliadas a palm mute. Mas o que realmente chamou a atenção dos headbangers foi o que, posteriormente, foi chamado de "groove": através do uso de slide up e slide down (vide os versos de Mouth for War).
Em sua biografia, Rex Brown afirma que com o Metallica fazendo um som comercial, o Nirvana arrebatando as massas com seu som "grunge", era hora de uma demonstração vulgar de poder. O poder do Pantera. Quando começaram a compor A New Level, havia acordes cromáticos que ainda não haviam usado antes, além do fato de voz do Phil Anselmo começar a ficar mais ríspida (estava ficando mais velho), complementando o que eles queriam fazer.
Naquela época, 25 anos atrás, o heavy metal estava mudando em virtude do movimento "grunge", com bandas modificando seu som para se encaixar nessa tendência. Então o Pantera foi a exceção, sempre editando álbuns cada vez mais agressivos.
Muitos lembram sempre das mais conhecidas, como Mouth for War, A New Level, Walk, This Love e Hostile. Mas pérolas como Rise, No Good (Attack the Radical) e Regular People (Conceit) - um dos melhores solos do album - fazem do Vulgar Display of Power um dos mais importantes do PanterA.
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