Guidable: A Verdadeira História do Ratos de Porão

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Por Mário Orestes Silva
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É inegável a importância da banda de hard core paulistana Ratos de Porão para a história do rock nacional. Muito já foi dito, escrito, documentado e gravado. Com mais de trinta anos de carreira ininterrupta, mais de vinte discos lançados, turnês por todo o país, exterior e reconhecimento mundial como um dos maiores expoentes da música pesada brasileira, é até natural que haja um documentário a respeito. Contudo, a produção independente "Guidable - A Verdadeira História do Ratos de Porão" com direção de Fernando Rick, 121 minutos, lançado no ano de 2008 pela Black Vomit filmes, vai além, trazendo, depoimentos em mais de 200 horas de entrevistas, cenas raras, bastidores diversos e um disco extra (no DVD oficial) com mais de 6 horas de material.

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Todos os integrantes e ex integrantes prestam seus devidos depoimentos, sendo que a totalidade é caracterizada pelo extremo bom humor que, em algumas passagens, provoca gargalhadas no telespectador. Nada mais apropriado para um grupo de adolescentes punks que não sabiam tocar, cresceram desenvolvendo seus ofícios em seus devidos instrumentos, fazendo aquilo que mais gostavam, de um modo plenamente descompromissado. Por algumas vezes, esse "ofício" foi quebrado, mais precisamente pelo guitarrista Jão (João Carlos Molina Esteves) que chegou a ser vocalista e até mesmo baterista. Algo que nem todos sabem, é o fato do membro mais emblemático da banda, João Francisco Benedan (o "João Gordo"), não ser um componente da formação original.

Dentre os nomes de fora da banda, que se dão em depoimentos, há empresário, amigos e mais expressivamente Clemente (Inocentes e Plebe Rude), Andreas Kisser (Sepultura), Igor Cavalera (Cavalera Conspiracy), Dick Siebert e Marcello Pompeu (ambos do Korzus), Fábio Sampaio (Olho Seco), o saudoso Redson Pozzi (Cólera), entre outros. De todas as curiosidades, pode-se destacar a participação da banda nos programas do Gugu e da Angélica, como as mais surreais e bizarras. Será que as gravadoras, quando fecham os contratos que possuem essas cláusulas de apresentações obrigatórias, não percebem a incoerência em desvio de público?

Por alguns momentos os relatos dos problemas com os excessos de drogas e as justificativas das inevitáveis discussões, deixam a decorrência um tanto cansativa, mas é impossível não ter ponto baixo com tantos anos de legado e a omissão disso, seria tendencioso. Esses pontos até têm sua importância, pra expor todas as dificuldades que aparecem no decorrer de um grande legado e pra quebrar a aparência de banda que só desfruta de fama, dinheiro e prestígio.

Com toda previsibilidade no roteiro deste documentário, "Guidable - A Verdadeira História do Ratos de Porão" já é um filme antológico e obrigatório, para todos que prezam pela música extrema e um imensurável presente para os fãs da banda.
Não deixe de assistir.




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Sobre Mário Orestes Silva

Deuses voavam pela Terra numa nave. Tiveram a idéia de aproveitar um coito humano e gerar uma vida experimental. Enquanto olhavam, invisíveis ao coito, divagavam: - Vamos dar-lhe senso crítico apurado pra detratar toda sua espécie. Também daremos dons artísticos. Terá sex appeal e humor sarcástico. Ficará interessante. Não pode ser perfeito. O último assim, tivemos de levar à inquisição. Será maníaco depressivo e solitário. Daremos alguns vícios que perderá com a idade pra não ter de morrer por eles. Perderá seu tempo com trabalho voluntário e consumindo arte. Voltaremos numas décadas pra ver como estará. Assim foi gerado Mário Orestes. Décadas depois, olharam como estava aquela espécie experimental: - O que há de errado? Porque ele ficou assim? Criamos um monstro! É anti social. Acumula material obsoleto que chamam de música analógica. Renega o título de artista pelo egocentrismo em seus semelhantes. Matamos? - Não. Ele já tentou isso sem sucesso. O Deixaremos assim mesmo. Na loucura que criamos pra vermos no que dará, se não matarem ele. Já tentaram isso, também sem sucesso. Então ficará nesse carma mesmo. Em algumas décadas, voltaremos a olhar o resultado. Que se dane.

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