Para entender: o que é rock progressivo?
Por Ricardo Seelig
Fonte: Collectors Room
Postado em 26 de abril de 2016
Nascido na Inglaterra entre o final dos anos 1960 e o início da década de 1970, o rock progressivo surgiu do desejo de algumas bandas em ir além do formato padrão do rock e da música pop, em uma tentativa de elevar o gênero a níveis mais altos de credibilidade artística.
Para tanto, as bandas progressivas buscaram ir além do que era feito até então, rompendo os limites técnicos e de composição habituais ao rock, criando canções mais longas (em contraste com o padrão single, entre 3 e 4 minutos) que fugiam do popular esquema estrofe-refrão-outra estrofe-repete o refrão. Para alcançar tal objetivo, muitas vezes os arranjos incluíam elementos e estruturas extraídos ou inspirados em outros estilos como a música clássica, o jazz e a world music.
Há algumas características marcantes e bastante fortes no estilo, que ajudam a definir de uma maneira clara o rock progressivo. A já citada busca por algo além do formato padrão do pop trouxe canções com duração mais longa, com trechos instrumentais estendidos, interlúdios musicais e contrastes entre um movimento e outro. Inspirando-se em um recurso comum à música clássica, muitas vezes ouvimos longas suítes em álbuns de prog, canções que se desenvolvem e evoluem em camadas crescentes até atingir o ápice. A improvisação é um elemento importante, agregando mais possibilidades além dos solos tradicionais. Tudo isso leva a composições que, não raro, ultrapassam os 20 minutos de duração.
Gustavo Anunciação Lenza | Roberto Luis Pertsew | Luis Alberto Braga Rodrigues | Efrem Maranhao Filho | Geraldo Fonseca | Richard Malheiros | Vinicius Maciel | Luis Alberto Braga Rodrigues | Reginaldo Manuel Soares de Faria | Paulo Eduardo Farias | Thomas Wisiak | Rogerio Antonio dos Anjos | Miguel Angelo Leal | Adriano Lourenço Barbosa | Airton Lopes | Alexandre Faria Abelleira | Alexandre Sampaio | André Frederico | Ary César Coelho Luz Silva | Assuires Vieira da Silva Junior | Bergrock Ferreira | Bruno Franca Passamani | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Alexandre da Silva Neto | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cláudia Falci | Danilo Melo | Dymm Productions and Management | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Fabio Henrique Lopes Collet e Silva | Filipe Matzembacher | Flávio dos Santos Cardoso | Frederico Holanda | Gabriel Fenili | George Morcerf | Henrique Haag Ribacki | Jorge Alexandre Nogueira Santos | Jose Patrick de Souza | João Alexandre Dantas | João Orlando Arantes Santana | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Marcos Donizeti Dos Santos | Marcus Vieira | Mauricio Nuno Santos | Maurício Gioachini | Odair de Abreu Lima | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Ricardo Cunha | Sergio Luis Anaga | Silvia Gomes de Lima | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Victor Adriel | Victor Jose Camara | Vinicius Valter de Lemos | Walter Armellei Junior | Williams Ricardo Almeida de Oliveira | Yria Freitas Tandel |
Mantendo a coerência, os artistas progressivos inseriram instrumentos que foram além dos tradicionais guitarra, baixo, teclado e bateria habituais ao rock. Instrumentos como flauta, saxofone, violino, sintetizadores, efeitos e colagens eletrônicas ampliaram o leque de timbres disponíveis, deixando a música naturalmente mais rica. Dois desses instrumentos, o moog e o mellotron, tornaram-se intimamente associados ao prog, com suas sonoridades características transformando-se quase em sinônimos do estilo.
Em relação ao ritmo, a exploração de possibilidades além do tradicional 4/4 é onipresente. Novas possibilidades de andamento e mudanças na dinâmica das canções, além de uma liberdade maior na abordagem rítmica, refletem isso. O mesmo raciocínio vale quando analisamos as harmonias e as melodias presentes nos discos progressivos, que soam muito mais elaboradas e complexas do que o pop e rock comuns e trazem influências do jazz e do clássico. O desenvolvimento de passagens tendo como ponto de partida estruturas modais, assim como experimentações com harmonias atonais e dissonantes, são ingredientes marcantes.
Talvez a característica mais forte do rock progressivo seja a popularização da abordagem conceitual. Um disco contando uma única história, dividida em várias faixas que se desenvolvem de maneira contínua. Álbuns como "The Wall", por exemplo, tem a sua força e impacto muito maiores quando digeridos e entendidos pelo conjunto de suas canções e não apenas por uma ou outra faixa isolada. Essa ideia se reflete também nas artes dos discos, e exemplos de bandas que desenvolveram uma identidade visual marcante são fartos. A colaboração entre o Yes e o ilustrador Roger Dean produziu artes impactantes que deram uma cara para a intrincada musicalidade da banda inglesa, enquanto a associação do Pink Floyd com o estúdio Hipnosis transformou em imagens repletas de surrealismo a sonoridade singular do quarteto liderado por Roger Waters e David Gilmour.
Outro ponto essencial do prog foi a transposição dos temas das canções e dos discos para o palco, com a inclusão de cenários grandiosos, figurinos e performances teatrais nos shows, buscando oferecer uma experiência sensorial completa. O Genesis foi um dos exemplos mais influentes disso, com Peter Gabriel assumindo diferentes personas a cada turnê. O mesmo vale para o aparato de palco do Pink Floyd, que elevou o padrão dos concertos a um nível até então inédito com seus porcos infláveis, aviões voadores e muros enormes.
O rock progressivo alcançou o seu auge criativo e de popularidade durante a década de 1970, através de bandas como Pink Floyd, Yes, King Crimson, Genesis, ELP, Yes, Jethro Tull e Gentle Giant. O gênero seguiu vivo nas décadas seguintes, com novos nomes renovando o estilo em cada década.
Abaixo está uma pequena discografia selecionada para quem busca saber mais sobre prog (existem muitos outros discos excelentes, as indicações abaixo são só pra começar a curtir), bem como uma playlist com alguns dos maiores clássicos do estilo:
King Crimson - In the Court of the Crimson King (1969)
ELP - Emerson, Lake & Palmer (1970)
Van der Graaf Generator - H to He Who Am the Only One (1970)
Yes - The Yes Album (1971)
Caravan - In the Land of Grey and Pink (1971)
Genesis - Nursery Crime (1971)
Yes - Fragile (1971)
ELP - Tarkus (1971)
Jethro Tull - Aqualung (1971)
Pink Floyd - Meddle (1971)
Van der Graaf Generator - Pawn Hearts (1971)
Genesis - Foxtrot (1972)
Premiata Forneria Marconi - Storia di un minuto (1972)
Yes - Close to the Edge (1972)
Jethro Tull - Thick as a Brick (1972)
Gentle Giant - Octopus (1972)
ELP - Brain Salad Surgery (1973)
King Crimson - Lark’s Tongues in Aspic (1973)
Genesis - Selling England by the Pound (1973)
Pink Floyd - The Dark Side of the Moon (1973)
King Crimson - Red (1974)
Supertramp - Crime of the Century (1974)
Camel - Mirage (1974)
Yes - Relayer (1974)
Genesis - The Lamb Lies Down on Broadway (1974)
Pink Floyd - Wish You Were Here (1975)
Mike Oldfield - Ommadawn (1975)
Camel - The Snow Goose (1975)
Van der Graaf Generator - Godbluff (1975)
Rush - 2112 (1976)
Camel - Moonmadness (1976)
Pink Floyd - Animals (1977)
Rush - A Farewell to King (1977)
Rush - Hemispheres (1978)
Pink Floyd - The Wall (1979)
King Crimson - Discipline (1981)
Para entender cada estilo do Rock e Heavy Metal
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música mais difícil de tocar do Metallica segundo James Hetfield, Lars Ulrich e Kirk Hammett
Astros do metal unem forças em álbum tributo ao Fleetwood Mac
Scott Ian afirma que Anthrax se apresentará no Brasil em 2027
O álbum de heavy metal que se tornou um dos discos mais vendidos de todos os tempos
Os clássicos do rock nacional que são os favoritos de Lito Sousa, do Aviões e Músicas
As duas músicas do Angra que Edu Falaschi não topou cantar, segundo o próprio
Assista trailer de "No One's Disciple", documentário sobre vida e obra de Neil Peart (Rush)
A música de 1965 que fundou o som do rock clássico, segundo Jimmy Page
Joe Satriani e Steve Vai anunciam "The Sea of Emotion", primeiro álbum do SatchVai
Roger revela as duplas sertanejas que recusaram gravar com o Ultraje a Rigor
As únicas 11 músicas do Dream Theater que são boas, segundo Regis Tadeu
O clássico absoluto do Metallica que fez a cabeça de Rob Halford
Angra não tem planos para criar músicas novas no momento, afirma Rafael Bittencourt
Kirk Hammett relembra seu "horripilante" primeiro dia como guitarrista do Metallica
Bill Hudson diz que o U.D.O. apagou tudo o que ele gravou para "Steelfactory"
O importante e essencial aviso que Roger Waters colocou no começo de seus shows
O dia que Raul Seixas quis impressionar fã e os dois acabaram no hospital
Para entender: o que é Groove Metal?
Para entender: o que é metalcore?
Para entender: o que é power metal?
Para entender: o que é AOR?
A obra-prima do Pink Floyd que Roger Waters considerava mais dele do que da banda
O disco dos anos 60 que Roger Waters disse ter mudado profundamente o Pink Floyd
O clássico do Pink Floyd que marcou profundamente o tecladista Richard Wright
A música do Pink Floyd que David Gilmour mais gostava de tocar ao vivo
O melhor baterista de todos os tempos, segundo David Gilmour do Pink Floyd
As três músicas que resumem as três diferentes fases do Pink Floyd
McLaren batida em um muro pelo baterista do Pink Floyd é vendida por R$ 188 milhões
Roger Waters explica por que considera que "Wish You Were Here foi o último álbum do Pink Floyd"
David Gilmour aponta a melhor letra de Roger Waters - que o próprio autor acha "terrível"
Roger Waters explica por que o Pink Floyd descartou participação de Paul McCartney no "Dark Side"
