A tese de Carlos Santana para o sucesso estrondoso do AC/DC
Por Bruce William
Postado em 21 de agosto de 2025
O AC/DC nunca se valeu de fórmulas complexas para dominar o rock. Angus Young, com sua roupa de colegial e um SG em punho, já provou que basta um riff certeiro para transformar estádios inteiros em alta voltagem. E se alguém que nunca ouviu a banda pedisse uma recomendação, o próprio Angus não pensa duas vezes: "Back in Black".
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"Ela já chega chutando a porta", disse à Vulture. "Quando você ouve aquela nota, já pensa: 'É disso que o AC/DC se trata'. É como os Stones têm 'Satisfaction'; nós temos 'Back in Black', e ainda melhor", completou, rindo.
Mas o que explica o sucesso quase sobrenatural do AC/DC, capaz de atravessar décadas sem nunca perder o peso, mesmo com mudanças na formação? Para Carlos Santana, a resposta é simples, e tem nome e sobrenome: Malcolm Young.
"Sou um grande fã. Os ritmos que eles criam são fenomenais. Muito vem do Chuck Berry. O Malcolm, irmão do Angus, é o cara, o guitarrista rítmico. Ele segura toda a coisa. Para mim, a guitarra rítmica é o verdadeiro músculo de qualquer banda. Para ser realmente bom, você precisa saber quando solar e quando ficar no ritmo", disse o mestre de "Samba Pa Ti".
Enquanto Angus fazia os holofotes mirarem nele com seus solos e pulos pelo palco, era Malcolm quem mantinha a espinha dorsal da música firme como aço. Santana enxergou aquilo que muita gente ignorava: sem o motor rítmico de Malcolm, talvez o AC/DC não tivesse chegado tão longe.
E é aí que está a beleza da coisa: uns pensam que o segredo está no uniforme de colegial, outros no grito rasgado de Brian Johnson ou na malandragem debochada de Bon Scott. Mas, se você perguntar para Carlos Santana, a tese é clara: o sucesso estrondoso do AC/DC sempre esteve ancorado no músculo invisível da guitarra rítmica.
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