O verdadeiro motivo de por que Lemmy precisou expulsar ex-Thin Lizzy do Motörhead
Por Gustavo Maiato
Postado em 04 de março de 2026
Brian Robertson é lembrado como peça-chave da formação clássica do Thin Lizzy, mas sua passagem pelo Motörhead segue como um dos capítulos mais controversos de sua carreira. Em entrevista recente à revista Classic Rock (via Loudersound), o guitarrista falou sobre o período de 18 meses no grupo e admitiu que nunca foi propriamente fã da banda.
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Robertson entrou no Motörhead em 1982, durante uma turnê pelos Estados Unidos, substituindo Fast Eddie Clarke. Ele conta que a adaptação foi difícil desde o início. "Eu sabia que ia ser complicado quando comecei a ouvir o material no avião, porque não conseguia distinguir uma faixa da outra", afirmou. Segundo ele, antes de assumir o posto, só conhecia "Ace of Spades".
O músico relembra o primeiro show com franqueza incomum. "Eu disse para o Phil [Taylor]: 'Que diabos vamos fazer? Eu não consigo diferenciar as músicas'. Pensei: 'Vou subir lá e fazer'... Acho que toquei a mesma música a noite inteira." Apesar da declaração, ele afirma que, pessoalmente, não chegou a entrar em conflito direto com Lemmy.
Robertson participou apenas de um álbum de estúdio da banda, "Another Perfect Day" (1983). O disco dividiu fãs e crítica na época, e o próprio Lemmy posteriormente classificou aquele período como "o ponto mais baixo da nossa carreira". A sonoridade mais melódica e menos crua em relação aos trabalhos anteriores gerou resistência entre parte do público.
A saída ocorreu em novembro de 1983, após uma turnê europeia problemática. "As coisas não estavam indo bem", disse Robertson. Ele relata que as vendas de ingressos estavam fracas e que surgiu a ideia de cancelar datas por meio de um atestado médico para acionar o seguro. "Eu fui o escolhido", contou, explicando que permaneceu dois dias acordado com a equipe técnica até a chegada de um médico indicado pelo promotor para formalizar o cancelamento.
De volta a Londres, segundo o guitarrista, Lemmy e Phil Taylor o chamaram para uma conversa. "Disseram: 'Devemos seguir caminhos diferentes'. Eu fiquei totalmente tranquilo, porque já estava olhando para outras coisas. Nunca brigamos de verdade." Ao comparar as duas experiências, ele foi sucinto: integrar o Motörhead era o "oposto total" do Thin Lizzy, especialmente na rotina de ensaios e gravações.
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