As únicas três vezes que os Beatles foram superados por artistas da Motown
Por Gustavo Maiato
Postado em 21 de fevereiro de 2026
Ao longo dos anos 1960, os Beatles construíram a reputação de praticamente imbatíveis nas paradas americanas. Com 21 singles no topo da Billboard, o quarteto de Liverpool parecia dominar o mercado com autoridade absoluta. Mas houve exceções - e todas vieram do mesmo lugar: a Motown.
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Em artigo recente, a jornalista Lauren Hunter, da Far Out, destacou que, embora os Beatles "não estivessem exatamente fazendo inimigos", havia um grupo que chegou mais perto de rivalizá-los de verdade: as The Supremes. Segundo ela, "embora estatisticamente tenham tido menos números um que os Fab Four, elas tinham uma estratégia inesperada que lhes garantiu um lugar que os Beatles jamais poderiam imaginar". Essa estratégia foi simples e direta: tirá-los do topo - três vezes.
A primeira aconteceu no fim de 1964. Os Beatles lideravam com "I Feel Fine" quando foram surpreendidos por "Come See About Me", das Supremes. Para Hunter, foi o início de uma "perseguição em alta velocidade entre as bandas", que mostrou que o domínio britânico não era absoluto. Em plena explosão da Invasão Britânica, uma girl group de Detroit conseguia desbancar o maior fenômeno do rock da época.
A segunda virada veio em 1965. "Eight Days a Week" ocupava o primeiro lugar quando "Stop! In the Name of Love" assumiu a liderança. Hunter observa que havia algo quase poético na situação: enquanto os Beatles cantavam sobre prolongar o tempo, as Supremes "congelavam" a corrida pelo topo com um comando direto - "Stop!". Era a confirmação de que o poder da Motown não apenas coexistia com o do rock britânico, mas competia de igual para igual.
O terceiro episódio foi ainda mais simbólico. "Hey Jude", hoje reconhecida como um dos maiores clássicos da carreira dos Beatles, também enfrentou resistência. Durante a disputa nas paradas, "Love Child" conseguiu tomar a dianteira. Para Hunter, esse foi "o golpe decisivo nessa batalha", mostrando que os Beatles "não eram tão impossíveis de derrubar quanto muitos gostam de acreditar".
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