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Resenha - Ozzy Osbourne (Gigantinho, Porto Alegre, 30/03/11)

Após três anos de sua última visita ao Brasil, OZZY OSBOURNE, ex-vocalista da lendária banda BLACK SABBATH, retorna ao solo tupiniquim na turnê de seu álbum mais recente, “Scream”.

O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.

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Num total de cinco datas marcadas no país, o “Madman”, como é carinhosamente chamado pelos fãs, iniciou suas apresentações com um show em Porto Alegre, na noite da última quarta-feira (30). Com ingressos esgotados, o Ginásio de esportes Gigantinho abrangia uma média de 14 mil pessoas que aguardavam a visita do cantor há muito tempo, levando em consideração que a capital gaúcha não estava na rota de shows em sua última turnê na América do Sul, em 2008.

A conhecida pontualidade do músico fez com que a apresentação iniciasse exatamente às 21 horas. Sem introduções nem muitos mistérios, “Bark At The Moon” foi o primeiro de muitos clássicos que fez inesquecível a noite dos fãs das mais variadas gerações: de jovens próximos a 10 anos de idade até os cinquentões, que tiveram o privilégio de acompanhar a trajetória de Ozzy ainda no início da carreira, com o BLACK SABBATH, no final dos anos 60. Além dessa, também foram tocados outros grandes sucessos que não ficaram desgastados com o passar dos anos, como “Mr. Crowley”, “Suicide Solution”, “Shot In The Dark”, “I Don’t Wanna Change The World” e “Crazy Train”.

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Como divulgação do seu último trabalho, apenas a música “Let me Hear You Scream” esteve presente no setlist. Mesmo com diversas outras canções em alta, o “Principe das Trevas” do rock n’ roll optou por clássicos infalíveis que se tornaram atemporais e onipresentes.

Carisma e humor jamais abandonam Ozzy. Aos 62 anos, ele não faz questão nenhuma de poupar energia: pula, corre, comanda o público, joga baldes de água e faz gestos e expressões de interação, encantando e cativando a todos – um exemplo vivo de que jovialidade é um estado de espírito. Agradeceu presentes jogados ao palco, incluindo uma bandeira do Estado e uma do time do Grêmio (que colocou sobre os ombros e a nuca, usando como capa por alguns instantes). Recebeu, até mesmo, miniaturas de morcegos, satirizando o episódio onde mordeu um morcego vivo, pensando se tratar de um brinquedo, em 1982.

Quem prefere a fase do cantor no BLACK SABBATH não saiu decepcionado. Puderam contar com “Fairies Wear Boots”, “War Pigs” e “Iron Man”, canções marcantes daquela que é considerada a primeira banda de heavy metal do mundo.

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Após deixar o palco em falso encerramento, o músico retorna a pedidos (ou melhor, a gritos) da platéia. Fecha a noite com mais dois grandes clássicos. “Mama I’m Comming Home”, considerada uma das mais belas baladas da carreira solo de Ozzy Osbourne, e a insana e sempre bem recebida “Paranoid”, hino do BLACK SABBATH.

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Anos de espera compensados em uma hora e meia. Já na primeira apresentação do país, um público satisfeito em sua grande maioria e impressionado com a qualidade da banda que acompanha o “Madman”, formada por Tommy Clufetos (bateria), Blasko (baixo), Adam Wakeman (teclado) e Gus G. (guitarra). Além da satisfação, ficam os bons momentos na memória e uma promessa, do próprio Ozzy, para uma nova visita em breve.

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Sobre Lucas Steinmetz Moita

Cresceu com o Rock nacional, descobrindo bandas internacionais com doze anos. Estuda jornalismo e faz o possível para trabalhar na mídia favorecendo a boa música. Já foi colaborador de grandes sites de Rock e Heavy Metal, trabalha como cinegrafista, fotógrafo, redator e ¨tour reporter¨. Atualmente tem um programa em vídeo no endereço http://moitarock.blogspot.com. Siga no Twitter @MoitaRock www.twitter.com/MoitaRock.

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