Depois de haver escutado o pífio "Death Magnetic" (Metallica) e observar o retorno do Sepultura na forma de Cavalera Conspiracy compreendi algo importante: para James & Cia o poço secou! Desistam e voltem para suas casas milionárias nos EUA. Continuem com a terapia de grupo e imaginando como gastar os dólares (milhões) que acumularam quando ainda eram pertinentes. Quanto a Maximiliano e sua trupe… a fúria e a vontade ainda residem em suas almas e vertem em Heavy Metal digno de seu passado honroso. Incrível isso! Criadores e criaturas em posições diametralmente opostas quanto ao seu surgimento.
O texto representa a opinião do autor e não a opinião do Whiplash.Net ou de seus editores.
Ainda lembro de Igor alardeando (na revista terra brasilis Rock Brigade) seu amor teenager pelo "Kill ‘Em All" (e desprezo pelo "Ride The Lightning"; para mim, desprezo incompreensível, mas eram os tempos die-hard fans). Hoje o Cavalera Conspiracy sangra da fonte que bebeu décadas antes. E jorra Metal simples, embalado num pacote bonito para agradar os padrões atuais. Drogas, todo mundo usou. Grana, todos ganharam. Problemas familiares…os Cavalera são experts. O Metallica se apega no discurso “somos vítimas dos excessos e do sucesso”, demonstrando a fraqueza oriunda dos excessos e a poesia rasa e pobre sintomática de fim de festa.
Nem por isso perderia um show dos The Four Horsemen. Saberia apreciar a queda monumental desse mastodonte, ultrapassado pelo tempo, mas majestoso. A decadência tem seu quê de beleza, como sua mulher; antes jovial, fresca de vigor, sexualmente louca, inconseqüente. Hoje, na sua sala de jantar, entre biscoitos e café forte, e você a olhá-la, relembrando os (incríveis) momentos vividos à base de testosterona juvenil e álcool. É isso que falta no Metallica e é isso que jamais voltará, mas os amamos da mesma maneira, porque representa o que fomos e é parte do que sempre seremos.
O Cavalera Conspiracy poderá não ter uma vida útil tão longa quanto o Metallica e fatalmente não exercerá a força mutatória que os masters of puppets imprimiram na música pesada, mas plantaram (mais uma vez) sua semente, seu vigor. Já o Metallica perambula nos mega-festivais,
sem alma, sem mojo, com milhares de (novos) fãs dentro dessa barca furada sem rumo chamada "Death Magnetic". Max ainda segue interessante. Andreas e seus asseclas acéfalos no new Sepultura, depois de haverem raspado o tacho da criatividade, tentam agora destruir a imagem outsider característica de uma grupo do naipe do old Sepultura, em parcerias esdrúxulas com Júnior Lima e Caetano Veloso, em propaganda nacional de veículos e cantando a música "Garota de Ipanema" na premiação do Grammy Latino, dentre outros desastres de credibilidade igualmente lamentáveis.
Conheci “headbangers” que só haviam escutado o Metallica do "Black Album" para cá. Caras mais novos, é verdade, mas não justifica o desconhecimento do passado do grupo, numa sociedade na era da internet, do I-Pod, do MP3, das facilidades virtuais, do barateamento do acesso à informação. As palhetadas que redirecionaram o Heavy Metal no "Kill ‘Em All" não podem ser desconhecidas do público metálico, tenha ele a idade que tiver, de que geração for.
Max arrancou o coração do Metallica enquanto este ainda respirava e ofegava da batalha, vencido, no chão, aguardando o golpe final redentor, capturando assim sua alma e libertando-a na sua própria música.
Todas as matérias da seção Opiniões
Todas as matérias sobre Sepultura
Todas as matérias sobre Metallica
Os comentários são postados usando scripts do FACEBOOK e logins do FACEBOOK, HOTMAIL, AOL ou YAHOO, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que fizeram uso deste sistema (citados na assinatura de cada comentário). Caso você considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato. Os responsáveis pelo site podem excluir comentários que julguem inadequados e fornecer informações sobre os comentários a reclamantes se solicitados.
Pense antes de escrever. Ao comentar sobre alguém, lembre-se que este alguém é uma pessoa e merece respeito. Tenha cuidado especial ao comentar sobre colaboradores do Whiplash.Net; eles trabalham de graça para gerar o conteúdo que você está lendo. Mais chato do que uma matéria com erro, ou uma opinião com que você não concorda, são os chatos que apenas reclamam. Se acha que pode fazer melhor, clique no link ENVIAR MATERIAL no topo do site. Se achar um erro de digitação ou similar, envie pelo link de ENVIO DE CORREÇÕES; lembre-se que é falta de educação corrigir outras pessoas em público. E lembre-se de também elogiar quando encontrar bom conteúdo; isso é um bom incentivo aos colaboradores. :-)
Chatos, trolls e usuários que faltam com respeito a outras pessoas poderão ser banidos sem aviso prévio.
Ex-fumante, punk por 15 minutos.
Mais informações sobre Bruno Bruce
Mais matérias de Bruno Bruce no Whiplash.Net.
Link que não funciona para email (ignore)
QUEM SOMOS | RSS | FACEBOOK | TWITTER | APPS | ANUNCIAR | ENVIAR MATERIAL | FALE CONOSCO
Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria. Os textos não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será retirado do site.
Em abril de 2012 Whiplash.Net teve 1.211.297 visitantes, 3.149.841 visitas e 10.113.719 pageviews. Ver stats.