Esta matéria foi publicada em 24/09/06. Procura matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?
(Tradução de matéria publicada no site da MTV americana)
Após o CRADLE OF FILTH ter gravado todo o material para o seu novo álbum, “Thornography”, Dani “Filth” Davey encontrou um grande obstáculo: ele poderia rugir e gritar o melhor possível, mas não importa o quanto ele tentasse alcançar uma nota ou cantar uma passagem, ele soava completamente desafinado.
Sem coragem e deprimido, ele começou a beber, mas aquilo o fez se sentir ainda mais doente. Ele se encontrou com médicos, professores de canto e nutricionistas, tudo em vão. Davey começou a pensar que estivesse sofrendo de um colapso mental até que o produtor da banda, Rob Caggiano, recomendou a ele um homeopata que o havia curado de um parasita no seu estômago enquanto trabalhava com o BLEEDING THROUGH.
“A primeira coisa que o doutor me disse era que eu iria morrer se eu continuasse com o meu estilo de vida,” disse Davey. "Então ele descobriu que eu tinha essa estranha doença chamada 'cândida', difícil de detectar, agindo como uma porta de entrada para outras doenças.”
O doutor também determinou que Davey era alérgico a álcool - mais do que uma pequena inconveniência para um músico com um grande apetite por cerveja. “Eu tive que tomar 49 tabletes de plantas durante seis meses, e tive que limitar a minha dieta para bolos de arroz e água mineral.”
Num primeiro momento, Davey ignorou o tratamento prescrito e voltou a beber muito. Depois dessa recaída, ele decidiu seguir os conselhos do médico – mas prometeu que recompensaria a si mesmo pelos seus esforços. “Eu disse: ‘Se eu superar isto, eu vou [beber novamente] e comer muito bolo’. E foi o que fiz. E agora posso continuar a minha vida. Eu decidi que eu vou continuar com essa dieta e, uma vez por semana, eu vou fazer uma extravagância e comer doces ou alguma porcaria”.
Embora ele sinta muita falta de poder comer e beber como um pagão normal, Davey logo recuperou sua saúde e, ao mesmo tempo, a sua voz. Então ele voou para o estúdio Millbrook em Nova Iorque e gravou com facilidade todos os vocais para o álbum. “Nós gravamos [perto] da propriedade do cineasta Alfred Hitchcock, então você pode imaginar a excelente vibração que havia lá”, disse Davey.
Ele chamou o álbum de “Thornography” devido à temática religiosa do disco e também porque essas idéias o faziam lembrar de seus momentos difíceis. O LP sai em 17 de outubro.
“Thornography significa alguém ferindo a si mesmo”, Davey explicou. “O desejo da humanidade de ferir Deus. É como ser um alcoólatra e saber que não deveria beber mas você gosta tanto que bebe de qualquer jeito. Tudo no álbum tem um sentido religioso, tanto bom quanto ruim. E não é satânico de maneira gritante porque às vezes você acha que as partes sombrias da vida existem nas pessoas que detêm o poder e que supostamente deveriam ser iluminadas”.
Em relação ao som, "Thornography" sai um pouco do já conhecido metal sinfônico do Cradle of Filth. Os ritmos variam desde a batida lenta de “Rise of the Pentagram” (que tem uma introdução narrada por Doug Bradley, que fez o papel de “Pinhead” na série “Hellraiser”) até a fúria incontrolável de “I Am the Thorn”.
“Muita coisa neste álbum é material tradicional do Cradle of Filth, apenas melhorado”, diz Davey. “É como uma mistura de Slayer com Napalm Death num barril de ácido”.
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Um carioca apaixonado pela boa música que no momento está cursando o 5º período de Publicidade na PUC-Rio. Teve seu primeiro contato com o rock ainda na infância, quando sua irmã colocava os discos de Iron Maiden e Pantera no toca-fitas de sua casa. Nos últimos anos, tem se dedicado inteiramente à música e à guitarra. Sua banda favorita é Metallica e também é fã incondicional de Zakk Wylde, Steve Vai e John Petrucci. Escuta de tudo um pouco, desde Madonna até Sepultura. Espera que um dia o Metallica ainda venha fazer um show no Brasil e não tem vergonha em dizer que chorou no show do Black Sabbath, em 2004, no Ozzfest.
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Nascido em 1970, formado em Letras pela USP e tradutor. Começou a gostar de metal em 1983, quando o KISS veio pela primeira vez ao Brasil. Depois vieram Iron, Scorpions, Twisted Sister... Sua paixão é a música extrema, principalmente a do Slayer e do inesquecível Death. Se encheu de orgulho quando ouviu o filho cantarolar "Smoke on the water, fire in the sky...".
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