O líder do SOULFLY/ex-SEPULTURA Max Cavalera disse em 2006 ao The West Australian que foi numa turnê Indonésia em meados dos anos 90, que ocorreu seu momento mais surreal nos palcos: "Haviam 20.000 pessoas nesse show e a molecada começou a jogar vários tênis no palco; havia um sentimento de revolta na multidão", relembra Cavalera.
"O 'Chaos A.D.', era o álbum do qual fazíamos a turnê e era um álbum bem fudido, muito nervoso. De repente, a polícia decidiu: 'chega, vamos acalmar esse show', eles tinham enormes varetas de bambu e então começaram a bater nos moleques da primeira fileira, até que eles fizeram as 20.000 pessoas se sentarem, completamente caladas. Tipo, dava para se ouvir um sapo."
"Em todas as culturas eu vi a presença de força policial, mas isto foi que me chocou. Eu peguei minha guitarra e falei algo tipo: 'que porra acabou de acontecer aqui?' Nós passamos de um completo pandemônio para um silência completo. Eu já vi muitas coisas estranhas ao vivo, mas nunca tinha visto algo como aquilo na minha vida."
"Eu não sabia o que fazer, se continuávamos tocando ou se íamos pra casa. Eu não queria fazer politicagem sobre o que ocorreu. Sabe, eu sou um músico, foda-se isso! Mas aquelas pessoas estavam com um puta apetite prá música. Eu podia ter tocado por umas vinte horas".
Mais à frente, o entrevistador comenta que o álbum de 2002 do SOULFLY, "Soulfly 3" mostra o desejo de experimentar com o tempo, textura e poucas melodias, evidenciado na faixa "Tree of Pain", música de oito minutos, parte acústica e meditativa sobre a dor da morte e perda de alguém que surpreendeu alguns fãs. "É uma das músicas diferentes em 'Soulfly 3', concebida depois que o álbum já estava pronto", diz Max.
"Eu senti que aquele álbum precisava de algo extra, algo diferente, então eu dividi a música em três ondas; uma bastante relaxante, espiritual e delicada; a segunda mais industrial, bastante intensa como PRODIGY; e a terceira com a coisa mais do SOULFLY/SEPULTURA, que é mais intensa e agitada. Eu trabalhei bastante tempo naquela música, e fiquei bem feliz com o resultado".
Assim como em seu último álbum com o SEPULTURA, o tribal-thrash de "Roots", provou-se ter bastante sucesso, ele está determinado a continuar quebrando barreiras musicais. "Eu gosto de coisas novas, para que minha carreira não fique estagnada", ele diz. "Eu fiz algo na Holanda um tempo atrás, algo em holandês mesmo, e foi um desafio. Eu estava completamente nervoso antes de fazê-lo, estava tremendo. Era apenas eu e o microfone em frente a milhares de pessoas falando sobre qualquer coisa".
"Quando eu reflito sobre essas coisas, são elas que me mantêm interessado a aprender sempre. Eu me coloco em situações onde eu tenho que achar uma maneira de sair, e isso leva a esforço e muito trabalho. Mas eu gosto disso".
Confira a matéria na íntegra no link abaixo.
http://www.thewest.com.au/default.aspx?MenuID=25&ContentID=10538
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