Desde 1910, músicos associaram artes visuais com sua energia sonora na forma da toda-poderosa capa de disco. E desde 1987 a Roadrunner Records tem sido fonte de imagens visualmente extasiantes e perturbadoras na vasta arte mundial dos álbuns, ainda assim honrando a tradição. Seja usando uma imagem para dar o tom para o que vai seguir nos seus auto-falantes, ou como um meio de deixar uma marca na eternidade associando uma imagem com um título, não há dúvidas quanto ao poder de uma capa de disco – que é por esta razão que o selo correu os olhos por todos álbuns lançados na Roadrunner Records U.S. para encontrar as maiores capas em sua celebrada história.
Votada pela equipe mundial da Roadrunner, com um mostruário que vai do icônico contra o blasfemo, o pintado contra o fotografado, bem como da arte descoberta contra a arte encomendada, nós lhes damos as “Dez maiores Capas da História da Roadrunner”, uma por vez, sendo que esta do SEPULTURA está no sétimo lugar:

Este lançamento de 1993 dos metalheads brasileiros do SEPULTURA vê sonoramente a banda transcender da estética death metal a uma saída mais eclética, apresentando ritmos com mais groove, incorporando riffs mais melancólicos, sonoridades industriais e até mesmo introduzindo elementos de punk / hardcore em todo o disco. Com canções de protesto como "Refuse / Resist" e "Biotech is Godzilla" (assinada por Jello Biafra) jorrando teorias da conspiração e as letras politicamente carregadas adicionadas ao "Chaos AD", tornaram-no um álbum inovador para a banda em todo o mundo.
E a capa? Nós vamos deixar o fundador do SEPULTURA e ex-vocalista Max Cavalera descrever sua concepção.
"A capa de 'Chaos AD' foi encomendado a Michael Whelan. Nós já o haviámos usado em dois álbuns anteriores: 'Beneath the Remains' e 'Arise'. Mas estes traziam pinturas já existentes, e 'Chaos AD' foi uma pintura completamente nova que foi encomendado por nós a Michael Whelan para criar com base no nome do álbum. Nós demos o disco a ele, e ele veio com o saco de corpos com o dinheiro de cabeça para baixo e todo o material eletrônico atravessando o saco de corpos no que eu achei muito legal".
"Há muito detalhes na arte de Michael Whelan. Há muitas pequenas coisas para pessoas verem - na maquinaria pode-se ver pequenas mãos e as faces de pessoas e outras coisas assim. Eu estava realmente orgulhoso porque eu realmente gosto de Michael, eu penso que ele é um dos melhores artistas. E eu estou realmente orgulhoso que eu consegui trabalhar com ele em 'Chaos AD'. Ele conseguiu, você sabe, ele fez uma grande capa de disco que muitas pessoas amam".
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Teve seus primeiros contatos com o rock pesado no início da década de 90. Comprou seu primeiro disco "The Real Thing" em 1991. E desde então nunca mais parou de acompanhar bandas e festivais. É formando em Ciência da Computação, presidente da ACIM (Associação Cultural Ibirubense de Música), organizador do Midnight Rock Fest na sua cidade (Ibirubá/RS) e pseudo-músico.
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