Berklee Today recentemente se encontrou com o baterista Mike Portnoy e o guitarrista John Petrucci, que falaram sobre o novo álbum do DREAM THEATER, "Systematic Chaos", e como foi seu início como humildes estudantes de música em Berklee.
Berklee: Depois de terem cumprido o contrato com a Atlantic Records, vocês consideraram seguir por conta própria sem um selo antes de assinarem com a Roadrunner Records?
M.P.: “Fazermos tudo sozinhos seria impossível; não temos condições. Nós temos a nossa série oficial de bootlegs que oferecemos online. Isso requer pouco tempo, mas ainda é muito em que prestar atenção. Nós sabíamos com o tamanho de nossa base de fãs que precisaríamos de um selo legítimo, mas não queríamos mergulhar de volta no mundo dos grandes selos. Roadrunner é o melhor de dois mundos. Eles têm muito de mainstream em seu modo de agir, mas ainda assim têm um espírito independente. Era crítico para nossa banda ser capaz de ser nós mesmos e ter o apoio do selo sem a interferência de um grande selo. Eu acho que com o apoio deles, nós seremos capazes de continuar crescendo ainda mais”.
Berklee: A Internet deve ser uma grande ajuda para uma banda como a de vocês que não toca muito nas rádios.
M.P.: “Essa tem sido uma enorme parte do nosso crescimento e desenvolvimento, porque nós não podíamos confiar em nosso selo antigo, na MTV, ou na [revista] Rolling Stone. Antes, se fãs quisessem datas da tour ou se conectar com outros fãs, não havia jeito de fazer isso. Agora, você procura por Dream Theater no Google e acha todos os tipos de websites. Essa tem sido uma tremenda ajuda para nós”.
Berklee: Vocês acham que a tendência de consumidores baixarem mais músicas soltas do que discos completos significa que a idéia do conceito de um álbum irá se desvanecer?
M.P.: “Nós vivemos numa bolha do Dream Theater que é separada do mundo real e nossos fãs estão lá conosco. O que fazemos e o que o resto do mundo faz são coisas diferentes. Nossos álbuns estão no iTunes. Nós temos um dilema, o iTunes não permite baixar músicas com mais de 10 minutos. Nossos álbuns estão todos no iTunes, mas todas as músicas não estão disponíveis separadamente. Nossos fãs geralmente vão lá e compram logo um álbum inteiro”.
Berklee: Sobre o curso de 22 anos de história da banda, a perspectiva musical de vocês mudou em termos de direcionamento?
J.P.: “Sim. A influência inicial que determinou a direção da banda não mudou, mas todos nós nos desenvolvemos como músicos, compositores e, em relação a Mike e eu, como produtores. Quando começamos, não sabíamos nada sobre o processo de gravação. Todos tinha vindo por sua própria conta como artistas solo. Nós gravamos e fizemos jams com outras pessoas. Então, como profissionais, todos cresceram. Nós ficamos muito confortáveis quando chega a hora de compor material para um novo disco. Eu estou confortável em tocar ao vivo nas turnês do G3 com guitarristas como Joe Satriani, Steve Vai, Eric Johnson e Paul Gilbert. Depois de tudo isso, você não se sente mais como a pequena criança que foi um dia. Você se sente confiante e que tudo vai dar certo e que você vai se divertir”.
M.P.: “Nós ainda somos as mesmas crianças que foram a Berklee como fãs de música querendo tocar nossos instrumentos. Agora, nós temos esposas, filhos e boas casas e somos sortudos de poder viver de nossa música. Mas ainda temos a mesma mentalidade musical”.
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