Unisonic: Um disco digno da carreira dos músicos envolvidos

Resenha - Unisonic - Unisonic

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Por Junior Frascá
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Nota: 10

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

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Eis aqui um dos discos mais aguardados de 2012. E não poderia ser melhor, vez que Michael Kiske (vocais), Kai Hansen (guitarras), Mandy Meyer (guitarra) Dennis Ward (baixo) e Kosta Zafiriou (bateria) conseguiram, mesmo em um estilo tão saturado como o metal melódico, lançar um disco realmente excelente, digno da carreira dos músicos envolvidos.
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O UNISONIC criou grande expectativa por parte da mídia e dos fãs, pois, além de ser a primeira banda fixa do vocalista Michael Kiske desde a época em que saiu do HELLOWEEN (e que o faria realizar shows novamente), ainda traz seu antigo colega de banda Kai Hansen nas guitarras. Todos sabem que ambos os músicos citados foram responsáveis pela criação de paradigmas no metal melódico que influenciaram todas as bandas que se seguiram no estilo, e até hoje são referências no meio metálico.

Kai sempre foi um músico mais atuante no campo do metal, tanto com seu GAMMA RAY como em outros projetos, enquanto Michael, apesar de participar de vários projetos, se desligou um pouco do meio metálico (inclusive criticando-o em diversas oportunidades), e seguiu outros caminhos musicais em sua carreira solo e no falecido SUPARED, e também no PLACE VENDOME, que seguia uma linha mais hard rock. E não há como negar: como é bom vê-los (e ouvi-los) em uma banda fixa novamente!

Sobre as composições, é notório que Hansen, Meyer e Ward sempre foram grandes compositores, e o segredo por trás do UNISONIC é que conseguiram unir seus estilos de compor sem ficarem com “estrelismos”, o que resultou em canções belíssimas e muito cativantes, além de trazer aquela energia positiva típica do início da carreira do próprio HELLOWEEN, tornando o material muito especial, e que deverá agradar até os ouvintes mais exigentes e já calejados diante das mesmices do referido estilo.

Mas que fique claro: não se trata de algo inovador ou que vá mudar a cara do metal melódico e do hard rock, mas sim de um disco que busca na essência dos estilos citados sua inspiração, e executa o que se propõe a fazer com muita competência e paixão, que é na verdade o que importa. E o legal do UNISONIC é que, além de trazer o que de melhor há no metal melódico e no hard rock, e ainda incrementa sua sonoridade com elementos de AOR e Rock de Arena, tornando tudo ainda mais interessante.

Como não poderia deixar de ser, o grande destaque do material são os vocais potentes e emocionais de Kiske, que consegue variar grave e agudo com muito facilidade, e mostra que, mesmo com uma certa idade (já é um quarentão), ainda é um dos melhores vocalistas que o metal já teve. Sou fã da fase em que o vocalista esteve no HELLOWEEN, mas fica claro no disco que seu jeito atual de cantar esta muito mais encorpado e equilibrado e, embora sem a mesma potencia que tinha aos 18 anos (época em que gravou os clássicos “Keeper of the Seven Keys” I e II), ainda consegue ser muito consistente.

Algumas canções já são conhecidas, pois constantes do EP “Ignition”, como “Unisoni” (com um clima muito positivo, e que poderia facilmente estar nos discos mais recentes do GAMMA RAY), “My Santuary” (mais hard rock, e com um refrão altamente grudento) e “Souls Alive” (em uma versão melhor acabada e mais encorpada que no EP), e dão o tom do trabalho, que é muito homogêneo em qualidade, e diversificado em influências.

Além destas, temos ainda “Never Too Late”, com uma levada bem animado, e um refrão belíssimo; “I´ve Tried”, que apresenta um certo clima de Rock de Arena, com riffs grudentos no melhor estilo anos 80, e uma linha vocal excepcional; “Star Ride”, com outro refrão daqueles que grudam de imediato na cabeça, e um verso que lembra bastante os trabalhos solo de Kiske; “Never Change Me”, com Kiske mostrando toda sua versatilidade, sendo a canção mais voltada ao hard rock; “Renegade”, mais cadenciada, e com um grande trabalho de guitarras, e arranjos muito bem elaborados; “King for a Day”, bem anos 80, e com belos arranjos e coros ;“We Rise”, bem melódica, lembrando bastante os primeiros trabalhos do GAMMA RAY, mas com um toque a mais de hard rock; e “No One Ever Sees Me”, a balada do trabalho, que encerra o play de forma bem emocional.

Merece destaque também a qualidade de gravação do material, que ficou a cargo de Dennis Ward, que apesar de manter tudo muito limpo e perceptível, não deixou o peso de lado.

Estamos, pois, diante de um grande lançamento, que mostra que há sim salvação para o metal melódico. Agora é aguardar os shows que a banda fará no Brasil no mês de maio, e torcer para que ela dure ainda muito tempo, pois competência os músicos têm de sobra. Forte (fortíssimo) candidato a melhor disco de 2012.

Confiram o clipe da excelente “Unisonic”:

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Unisonic – Unisonic
(2012 – Hellion Records – Nacional)

01. Unisonic 03:25
02. Souls Alive 05:14
03. Never Too Late 04:30
04. I've Tried 04:56
05. Star Rider 04:16
06. Never Change Me 03:45
07. Renegade 04:38
08. My Sanctuary 04:16
09. King For A Day 04:07
10. We Rise 04:43
11. No One Ever Sees Me 06:13

Line-up:

Michael Kiske - Vocals (ex-Helloween)
Kai Hansen - Guitar (Gamma Ray, ex-Helloween)
Mandy Meyer - Guitar (ex-Gotthard, ex-Krokus)
Dennis Ward - Bass (Pink Cream 69)
Kosta Zafiriou - Drums (Pink Cream 69)

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Sobre Junior Frascá

Junior Frascá, casado, é advogado, e apaixonado por heavy metal em todas as suas vertentes (em especial thrash, stoner, doom e power metal) desde seus 15 anos. Também é fã de filmes de terror e séries americanas, faz parte da equipe da revista digital Hell Divine e do site My Guitar, e é guitarrista da banda de metal tradicional MUD LAKE.

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