Resenha - Chemical Wedding - Bruce Dickinson

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Resenha - Chemical Wedding - Bruce Dickinson

Por Fire Power

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"The Chemichal Wedding" é ousado, moderno, inovador. Bruce Dickinson, Roy Z e Adrian Smith dão continuidade à proposta iniciada no álbum anterior. Neste trabalho o experimentalismo, principalmente nos timbres dos instrumentos, é mais profundo e acentuado. As linhas vocais também aderem à nova prosposta. Tudo está mais pesado, obscuro e cadenciado.

Outro ponto de destaque fica por conta das letras, baseadas na obra do poeta e pintor Willian Blake. A essência das letras consiste na máxima de "elevar o espírito como se fosse a trasformação do chumbo em ouro" trazendo um conteúdo lírico ímpar, impecável.

A Sonoridade do álbum é forte e intensa. As guitarras pesadíssimas para os padrões do metal tradicional promovem uma revolução no estilo, executando riffs caprichados, bases precisas e solos eficientes. Adrian Smith é a grande surpresa do álbum. Além da impecável execução este mostra-se especialista em composição de solos carregados de feeling. Bruce Dickinson adota um estilo ligeiramente diferente do habitual, pois acrescenta mais agressividade, utilizando tonalidades mais graves.

"King In Crimnson", "Chemical Wedding", "The Tower", "Killing Floor", "Book Of Thel" são hinos do metal dos anos 90 e mostram para as novas gerações que criatividade é imprecíndivel para alcançar o sucesso.

King In Crimson - Matadora! Bruce Dickinson e cia conseguem surpreender com esta música, uma sonoridade diferente que consite na mistura entre o Heavy Metal, nas guitarras pesadas e vocais mais agressivos, com o Blues, principalmente no baixo e na bateria, que formam um andamento cadenciado recheado de "groove". Outro destaque são os dois solos da canção, simplesmente perfeitos, empolgantes, tão melodiosos que após a primeira audição você já começa a cantar as melodias! Clássica por excelência!

Chemical Wedding - Um dos hits do álbum graças às melodias perfeitas criadas pela potente voz de Dickinson, principalmente na hora do refrão. Aliás este está perfeito para o estilo da música, na qual encontramos muito psicodelismo devido os arranjos de teclados que criam toda a atmosfera necessária para os outros instrumentos entrarem em ação e detonarem! Mais um clássico do heavy Metal!

The Tower - A música de maior sucesso do álbum. O estilo completamente oitentista conquistou os fãs de Heavy Metal. O solo de baixo no ínicio , muito bom, diga-se de passagem, lembra vagamente a eterna "Wratchild" do Maiden, porém em, momento algum "The Tower" deixa a originalidade de lado, pelo contrário. Os vocais de Bruce muito bem encaixados, acompanhado pelo peso das guitarras e a cadência da bateria trazem uma sonoridade única, uma união perfeita entre peso, modernidade e melodia!

Killing Floor - Visceral! Uma boa dose de peso para os ouvintes. Simples e direta. "Killing Floor" conquista o ouvinte graças aos arranjos rústicos e ao refrão simples.

Book Of Thel - Bruce Dickinson conseguiu identidade musical em sua carreira solo graças a temas como este, com mudanças de nuances dentro da canção. Assim como "Dark Side Of Aquarius", "Book Of Thel" alterna momentos mais pesados e velozes com partes mais calmas e atmosféricas, destaque para o ótimo solo de bateria no meio da canção!

Gates Of Urizen - Após a agitação das duas faixas anteriores, Bruce ataca com mais uma de suas baladas arrasadoras, uma aula de bom gosto, os arranjos belíssimos e os vocais perfeitos mostram para as bandas mais novas como se faz balada sem soar piegas! Bruce acertou de novo!

Jerusalem - Uma das faixas mais atraentes e originais do álbum. Os violões tocados por Adrian Smith comovem os ouvintes mais frios. Os vocais épicos de Bruce Dickinson nos trasportam à época de "Seventh Son Of a Seventh Son". Aliás a junção de características épicas com baladas tornaram-se marcas registradas da carreira solo de Dickinson.

Trumpets of Jericho - A música típica da carreira solo de Dickinson. Guitarras pesadas porém melodiosas, ótimos solos, climas mais soturnos, baixo e bateria ditando um andamento mais cadenciado porém empolgante, vocais próximos ao Metal Tradicional e um ótimo refrão.

Machine Man - Seguindo a linha de "Killing Floor", mais simples e direta que as demais, carregando um pouco do metal noventista, principalmente nas guitarras. O refrão, apesar de um pouco repetitivo, consegue empolgar.

The Alchemist - Continuação da faixa título, inclusive o refrão é o mesmo. Porém em "The Alchemist" encontramos os teclados mais à frente na gravação, criando uma sobreposição de texturas e sons interessantes, e um ritmo mais lento e arrastado.

Real World - Bonus track escondida. Após alguns minutos de espera ao fim de "The Alchemist" Bruce gravou mais uma música, onde o destaque principal são as linhas de vocais, priorizando os agudos como nos tempos do Maiden na década de 80. Não é a melhor faixa do álbum, mas agrada.

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